quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Cheio de dedos com os bancos (28/11)

Deveria causar constrangimento a um governo do PT o volume dos cuidados tomados quando se trata de enfrentar os bancos. Vale a pena ler reportagem publicada hoje na Folha de S.Paulo, sob o título Governo restringirá alta de tarifa bancária. Alguns dados que não estão no texto, mas em tabelas e gráficos que não aparecem na versão online:

os bancos receberam R$ 52,6 bilhões com taxas e serviços em 2006; a receita era de R$ 24,2 bi em 2002,

a participação das tarifas na receita dos bancos subiu de 12,4% para 18,8% nesse período,

as maiores fontes de faturamento com serviços: cartões de crédito (23,5%), tarifa de abertura de conta (13,3%), administração de fundos (12,8%), renda de cobrança (7,8%), manutenção de conta corrente (5,7%), tarifa interbancária (4,1%), fornecimento de extratos e talões de cheque (2,4%).

Ao ler a reportagem, você perceberá que, até o momento, a movimentação do governo é só jogo para a platéia. Um congelamento das tarifas por seis meses ou um ano não vai adiantar nada. O certo é enquadrar o cartel oligopolista dos bancos por meio de um tabelamento de tarifas, já que a prometida queda de preços decorrente de uma suposta concorrência entre as instituições nunca passou de ficção. Nem a entrada de bancos estrangeiros mexeu com o cenário. Os que vieram logo juntaram-se alegremente ao cartel e estão numa boa, participando da drenagem de dinheiro dos correntistas. E por que a turma não grita contra esse estado de coisas? Porque o negócio da turma é perseguir peixe pequeno. E só. Leia também Perfumaria, de setembro.

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7 Comentários:

Blogger Ricardo disse...

Alon, qual a diferença entre congelamento e tabelamento? Nenhuma. O que precisa é concorrência nesse mercado. Começando pelo fim das compras de bancos menores pelos BBs, Itaús e Bradescos da vida. Cadê o cadastro positivo? Cadê o CADE e o CMN em cima das taxas abusivas do cheque especial?
Não é tabelinha que vai resolver um problema que é de raíz oligopólica.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007 17:02:00 BRST  
Anonymous Cfe disse...

Governo nenhum enfrenta os bancos no Brasil: quem é que vai dar grana para as campanhas eleitorais?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007 19:25:00 BRST  
Blogger Walmir disse...

aí é tristeza só, meu amigo.
não tem ninguém capaz de peitar essa turma, não tem mesmo.
paz e bom humor
Walmir
http://walmir.carvalho.zip.net

quarta-feira, 28 de novembro de 2007 22:24:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Por mais que a mamata seja grande e antiga, nenhum banco privado tem o privilégio que tem o banco estadual paulista, a "Nossa" Caixa.

Fatura todo mês de 12 a 18 reais de cada servidor estadual obrigado a ter conta lá por decreto do governo que a controla. Nem os oligopolistas Itaú, Bradesco ou Santander tem a coragem de meter a mão no bolso de seus funcionários como faz.

Esse monopólio é exclusivo do governo paulista. Até os juízes pagam sem reclamar. Certamente têm muitas razões para colaborar com o governo. Eu me pergunto se o sindicalismo no setor público foi extinto para todo o sempre ou se está só adormecido. Ou caduco.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007 23:58:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Cheio de dedos com os bancos e devidamente ornado com belíssimos anéis. Hehe

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 14:37:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O governo Lula continua sendo o pai dos pobres e a mãe dos bancos.
Sds.,
de Marcelo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 17:21:00 BRST  
Anonymous Curioso disse...

Eu não tenho elementos para tanto, mas seria interessante saber quanto algém que ganha no limite da faixa de isenção do IR paga de CPMF e quanto paga de taxas aos bancos.

sábado, 1 de dezembro de 2007 21:54:00 BRST  

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