sábado, 1 de setembro de 2007

A serviço da direita (01/09)

Da Agência Brasil:

Brasília - Em nota divulgada após reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, afirma que "a Lei da Anistia, por ser parâmetro de conciliação, produziu a indispensável concórdia de toda a sociedade, até porque fatos históricos têm diferentes interpretações, dependendo da ótica de seus protagonistas". Completa dizendo que colocar a Lei da Anistia "em questão importa em retrocesso à paz e à harmonia nacionais, já alcançadas". O general explica, na abertura da nota, ter reunido o Alto-Comando do Exército para "tratar de assuntos de interesse da Força e de fatos recentemente divulgados pela mídia". Esta semana, o governo federal lançou o livro Direito à Memória e à Verdade, resultado de 11 anos de trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que recupera a história de 479 militantes políticos, que foram vítimas da ditadura militar no Brasil.
(...)
"1. Reuni o Alto-Comando do Exército, em Brasília, no dia 31 de agosto de 2007, para tratar de assuntos de interesse da Força e de fatos recentemente divulgados pela mídia. Com a sua concordância unânime, decidi reafirmar que:
(...)
- a Lei da Anistia, por ser parâmetro de conciliação, produziu a indispensável concórdia de toda a sociedade, até porque fatos históricos têm diferentes interpretações, dependendo da ótica de seus protagonistas. Colocá-la em questão importa em retrocesso à paz e à harmonia nacionais, já alcançadas.

Clique aqui para ler a íntegra da reportagem da Agência Brasil
. Vamos lá. Curto e grosso. Felicíssima a nota do comando do Exército. Uma coisa são as iniciativas para que os parentes e amigos de mortos e desaparecidos na ditadura saibam o que foi feito de seus entes queridos. Isso está certo. Certíssimo. Outra coisa são as idéias lunáticas de rever a Lei de Anistia. Quem tem a cabeça no lugar defende que os patriotas, civis e militares, unam-se pela construção de um país democrático, soberano e cada vez mais justo. Quem opera para criar divisões entre o poder civil e os militares está contra o Brasil. Acredito que tenha sido didático, ainda que talvez um pouco maniqueísta. É da vida. Mas já que cheguei até aqui vou tentar ser mais didático ainda: quando você vir um sujeito supostamente de esquerda trabalhando para tentar colocar as Forças Armadas no banco dos réus saiba que ele está a serviço da direita. Ainda que, eventualmente, possa não ter consciência disso. Acho que agora fui didático de verdade.

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog.

Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

31 Comentários:

Blogger Frodo Balseiro disse...

Alon
Comentar esse assunto é complicado!
Porque fácil, fácil, você é mal interpretado!Digo o seguinte: è preciso "move on", partir para outra, construir algo ao invés de ficar colocando fertilizante nas feridas desse periodo amargo.
Pessoalmente não conheço fato na história da humanidade com tanto livro, filme, documentário, depoimento! Esse constante levantar da mesma bola, retornar ao mesmo assunto, além de tudo, é contra o espírito da anistia!
Anistia é esquecimento, é olhar para a frente. O que esse pessoal faz é olhar para trás, acariciando a cada momento o ressentimendo e a raiva contidos.

sábado, 1 de setembro de 2007 17:10:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Apoio 100% esse comentário, Alon.
É preciso alertar que as Forças Armadas são parte integrante e indispensáveis da nação.
Nos Estados Nacionais não há como a Nação se defender sem suas FFAA.
A Lei da Anistia, a Constituinte recolocou o papel constitucional da FFAA no lugar.
Os próprios militares vocacionados preferem dirigir bases militares, um porta-aviões, um centro de pesquisas militares, terem como interlocutores de rotina outros oficiais, do que ocuparem-se dos meios políticos.
Não faz o menor sentido a esquerda eleger as FFAA como inimiga, incompatibilizando-se com elas, se as FFAA são parte do Estado do qual a esquerda governa, hoje.
Faz menos sentido ainda querer produzir um apartamento ideológico, capaz de jogar a própria existência e sobrevivência das instituições armadas na dependência e no colo exclusivamente de governos de direita.
Nas FFAA podem ter membros de esquerda e direita. E daí? Importa que são todos brasileiros que respeitam o contrato social da nação chamado Constituição.

sábado, 1 de setembro de 2007 17:45:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Se os militares e civis que apoiaram o golpe de 64 tivessem a mesma mentalidade e achar que pertencem ao mesmo povo...Alon, só acho que há uma falta de uma condenação oficial do que aconteceu em 64, em vez disso, alguns setores (militares e civis) preferem usar os atos de uma gerrilha incipente para justificar o mal que fizeram a toda sociedade.

sábado, 1 de setembro de 2007 18:46:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Guerrilha incipiente iniciou mais poderosa que as FARC, que estão aí até hoje, a francesa prisioneira há anos que o diga.
Mas Alon, falo sério, ninguém da direita (que extrema ? Onde está a extrema direita?) está reclamando do governo Lula nem sonha em apoiar levantes armados. A direita quer ganhar dinheiro, só.
No mais, você tem razão.

sábado, 1 de setembro de 2007 21:23:00 BRT  
Anonymous Lucas disse...

Alon, não foste didático. Pra ser didático deverias explicar o porque da tua posição. Talvez num outro post ou indicando algum post onde tenha discorrido sobre isso.
E Frodo, o Brasil é o país que menos mexeu nas suas memórias deste período. Tanto em material acadêmico, quanto em livros ou filmes. É vergonhosa nossa comparação com a produção argentina, por exemplo. Mais uma vez pegas universais que cabem a qualquer desinformado e soltas como uma verdade.
Sabe quantas famílias esperam para saber o que aconteceu com seus familiares e poderem, enfim, enterrar seus entes?

sábado, 1 de setembro de 2007 21:57:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

E na Argentina e No Chile? Acho que por lá estão revendo a "lei da anistia"

sábado, 1 de setembro de 2007 23:11:00 BRT  
Blogger Frodo Balseiro disse...

Caro Lucas
Aparentemente você pouco entendeu do que escrevi.
O que resta claro é que das ditaduras militares do Cone Sul, a brasileira é a que menos produziu desaparecidos e mortos. Isso claro não é vantagem nehhuma, não a isenta de ter que prestar contas!
O ponto é: embora não se compare em virulência e sangue derramado às suas congêneres Sul Americanas, é a que mais produziu "cultura" a partir dos fatos da época, com filmes, peças de teatro, livros, documentários etc..., num constante reabrir das feridas, "buiding up" um ambiente que você há de convir, que não contribui para encerrar o assunto e olhar para a frente!
Você diz que eu cito "universais" como se fossem verdades! O que são "universais? E qual é a verdade?
Você pergunta se eu sei quantos esperam para "enterrar seus mortos"! Eu digo que não sei, e você por acaso sabe?
De mais a mais, enterrar os mortos, direito dos familiares pouco ou nada tem a ver com o livro lançado esta semana!

domingo, 2 de setembro de 2007 06:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, foi direto ao ponto. Desmistificar tudo que tenta tornar tudo provisório no Brasil é essencial: basta tirar uma resolução, votar-se uma lei, adotar qualquer coisa que logo mais iniciam-se campanhas para rever, refundar, alterar, abrir brechas. Além da anistia, tem-se a LRF que vira e mexe tem alguém tentando alterar. Não trata-se de estar ajudando a direita ou a esquerda, mas de tentar tornar o País uma grande e eterna sala de terapia grupal. Deixar o cidadão trabalhar, estudar, cuidar de si e dos seus, por exemplo, seria uma boa coisa para essas vivandeiras.
Sotho

domingo, 2 de setembro de 2007 07:06:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

JV

Qual o problema em se condenar a ditadura e os setores que a apoiaram? Seus efeitos não foram muito mais devastadores na sociedade brasileira do que qualquer guerrilha? Pra que querer se justificar ao invés de condenar? É isso que mais me incomoda. E pelo amor de deus, comparar Farc com PC do B ou qualquer coisa que já tenha ocorrido por aqui é chutar o balde, coisa feia.

domingo, 2 de setembro de 2007 09:59:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Rodrigo, 63 foi apenas 4 anos após a subida de Fidel ao poder, que colocou no paredón muito mais que os 400 e poucos desaparecidos brasileiros ( e olha que a população de lá era (e é) muitíssimo menor, então proporcionalmente, no Brasil, isto equivaleria a milhares), de 65 a 71, os cubanos treinaram 202 guerrilheiros segundo dados aceitos pela esquerda mesmo.
Os guerrilheiros brasileiros tinham um projeto agressivo e totalitário, como reconhece o livro de Denise Rollemberg, Apoio de Cuba À Luta Armada no Brasil (Rio, Mauad, 2001), onde ela reconhece que os trinamentos em Cuba iniciaram em 1961.. Em nenhum momento pegaram em armas para restaurar a democracia, mas para tomada do poder no estilo cubano. as Farc também não tem como intenção outra coisa que não seja um regime cubano.
Logo, os militares evitaram que o país se transformasse num Cubão, ou numa Colombia, a um custo de vidas baixissimo em relação ao total da população.
São esses os dados que ficarão na história, se houve excesso de um lado, houve do outro. Você há de concordar comigo que os nossos guerrilheiros marxistas não eram os santinhos que o PT quer que acreditemos.

domingo, 2 de setembro de 2007 10:59:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Ah bom JV, então para defender a democracia nossos caridosos militares(e civis também) resolveram acabar com ela. Como que voce me explica 200 guerrilheiros explique 21 anos de ditadura? E o que Lacerda e Juscelino tinham a ver com eles, para começo de conversa? Me desculpe JV, mas essa estória não me convence, se o problema no Brasil fossem só os comunistas ele se resolveria em um mês e não em 21 anos. O problema daquela época era a democracia, já que os que apoiaram não tinham menor chance de ter sua agenda aprovada nas urnas. Hoje alguns preferem recorrer a justificativas bizarras a ter de se explicar ao que fizeram, triste.

domingo, 2 de setembro de 2007 15:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Por falar em direita, e o resultado do teste ideológico. Do jeito que está demorando, até quem opinou vai esquecer e a coisa perde todo o sentido.
Se é que já não foi revelado. Aí, peço humildemente que indique, talvez com um post só pra isso.

domingo, 2 de setembro de 2007 16:25:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Ja foi respondido. Vc deve estar carregando uma página velha...

domingo, 2 de setembro de 2007 17:09:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

O problema na época não era o comunismo, mas sim a democracia. Os setores que apoiaram o golpe de 64 não tinha chance de aprovar a agenda pelo voto popular, logo apelaram para o golpe. Me desculpe, mas querer apontar 202 gatos pingados como justificativa para 21 anos de ditatura é um absurdo, até o Cansei junta mais gente.
Quanto ao pobre sujeito de esquerda que quer os militares no banco dos réus, ele realmente esta sendo muito injusto. Mas quem sabe a gente já não ouviu ele reclamando da Globo, da Folha, do Estado de São Paulo, da TFP, das multinacionais, da Fiesp e que eu saiba elas não são militares.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 10:27:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, é isso aí. Talvez esses radicais de esquerda estejam apostando no cavalo errado, como fez o Prestes em 1935 e a turma que estava com o Jango em 1963. Acender a fogueira é fácil. O duro é apagar o incêndio.
Sds., de Marcelo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 11:00:00 BRT  
Anonymous emanuel cunha lima disse...

Sou suspeito pra falar ( ou insuspeito, sei lá...) porque desde os idos de 1979 fui contra a anistia.

Talvez por autoritarismo, talvez por não ter sido pessoalmente atingido por nenhuma arbitrariedade praticada por qualquer dos dois "lados"; talvez por falta de sensibilidade; sempre ví a anistia como a concretização de mais um dos nossos tradicionais "jeitinhos".

"vamos, esquecer, perdoar, faz de conta que nada houve, ninguem errou. Está tudo bem..."

Mas sabemos que não foi assim!

Acho que do jeito que foi feito, toda essa geração que viveu os acontecimentos continua e continuará tendo que conviver com fantamas.

Sim, por fim pergunto inocentemente: E os contribuintes ( que pagam as indenizações) serão anistiados algum dia????

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 12:21:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Então quem deve pagar as vítimas da ditadura?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 12:50:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Rodrigo,
nós todos já estamos pagando, regiamente, por elas. Até mesmo por aquelas que não foram tão vítimas assim, como Lula e Cony, por exemplo.
Invertendo a pergunta: e quem via pagar pelas vítimas da esquerda armada?
Sds., de Marcelo.
Veja o que os espanhóis fizeram para apaziguar direita e esquerda. É só copiar.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 15:11:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Se o governo de repente prendesse e matasse alguém da sua famíla, ou se você fosse demitido do seu emprego e não encontrasse emprego em nenhum lugar do país e fosse obrigado a sair do país? Me desculpe, mas eu duvido muito que você não iria a justiça. Mesmo que não fosse, o estado apenas renunciou seu dever de punir os torturadores e assassinos, mas isso não tira o direito das vítimas de recorrerem a justiça, isso seria puni-los novamente. E se as vítimas da guerrilha quiserem ir a justiça tudo bem, elas são bem menos numerosas que as vitimas da ditadura, que não foram só a guerrilha, eu garanto (aliás, a ditadura continuou com a repressão bem depois de terminar com os grupos de guerrilheiro). O problema vai ser que algumas delas vão ter que primeiro explicar por que não estavam combatendo um regime de excessão ou por que estavam apoiando a ditadura, quem não tiver nada a explicar que vá a justiça cobrar do Estado mesmo. Se a sociedade resolveu por bem não punir os torturadores e assassinos tudo bem, mas as vítimas não tem nada a ver com isso. Elas não pediram para serem demitidas, torturadas ou mortas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 16:11:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Rodrigo,
a lei da anistia impede que as vítimas da esquerda armada processem seus algozes. Um engenheiro perdeu uma das pernas no atentado do conjunto nacional, praticado por um hoje famoso artista plástico. Há alguns anos, a vítima tentou arrestar alguns quadros que estavam em exposição a título de garantir sua indenização. A justiça não lhe deu guarida, entendeu que não cabia indenização por força da lei da anistia, editada pelo gen. Figueiredo. Ele também não pode acionar o Estado, pq. não há nexo causal. Enquanto isso, alguém que ficou preso meia dúzia de dias, sem sofrer tortura de nenhum tipo, tendo construído sólida carreira sindical e política, recebe quase cinco mil reais por mês. Outro foi demitido de um jornal (de direita, aliás), que depois faliu (ficaria desempregado de qualquer jeito), conseguiu emprego em outra publicação, fez carreira de escritor, agora recebe gorda pensão mensal, mais uma indenização milionária, paga de uma só vez. Ao mesmo tempo, vários funcionários públicos e suas viúvas esperam por anos na fila dos precatórios para receber verbas alimentares. Tem muita coisa estranha nessa história. Muitos mitos, muitas injustiças.
Sds., de Marcelo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 17:09:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Peraí! Não teve gente demitida, torturada ou morta durante a ditadura? Teve? Então o estado que pague, e que pague quem foi ferido ferido pelos guerrilheiros, qual problema, não foi a sociedade que escolheu assim? O jornal ia falir mais tarde? Era de direita? E daí? Isso dá direito de perseguir e demitir uma pessoa? Se quiserem cobrar dos guerrilheiros a pensão ao engenheiro, concordo! Vamos cobrar então dos militares e civis que apoiaram a ditadura, e eu repito, as vítimas da ditadura foram muito mais que os guerrilheiros. Quero ver quando forem cobrar danos morais de quem patrocinou o golpe se não vão começar a aparece militares e civis querendo que governo venha socorre-los. como sempre>

segunda-feira, 3 de setembro de 2007 17:33:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Sempre na conta da viúva... Será que o Estado deve pagar pelos crimes praticados por particulares que sequer eram vinculados (em qualquer grau) à administração? Não creio. Olhe: em princípio, não sou contra indenizar quem foi prejudicado pelo Estado e pelos seus agentes. Porém: esse prejuízo deveria ser constatado por gente imparcial, sem ligação com nenhum dos lados. E as indenizações deveriam ser limitadas ao teto dos benefícios do INSS. Afinal, os cidadãos são todos iguais, não são?
Sds., de Marcelo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007 09:44:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Não sei se o INSS prevê o caso de "aposentadoria por perseguição política", a ver. Quanto a viúva, foi com o dinheiro dela que se promoveu, executando, claro, operações como a OBAN, por exemplo, perseguições, torturas, censura e morte. O justo mesmo seria cobrar de quem apoiou o regime ditatorial, mas...

terça-feira, 4 de setembro de 2007 11:35:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Rodrigo,
para sua informação: a Oban era financiada por empresários. Quanto ao INSS, essas aposentadorias podem entrar no item: benefícios especiais.
Sds.,
de Marcelo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007 12:18:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Tem razão Marcelo, eu quis dizer excetuando mas saiu executando, coisas da pressa. Quanto as aposentadorias especiais, nada impede que você vá a justiça contra as pessoas que estão recebendo algo que voce considera ilegal. Vá ao ministério público, olha o endereço:

MPF
SAF Sul Quadra 4 Conjunto C - Brasília / DF - CEP 70050-900 - PABX: (61) 3031-5100

terça-feira, 4 de setembro de 2007 12:46:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Nem tudo que é legal é justo. Esse é o problema.
Sds.,
de Marcelo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007 15:02:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Mas não é você que quer enquadrar as indenizações como "benefícios especiais" pelo INSS? Se você aparentemente reconhece a legalidade de pagar as indenizações mas não justo, mesmo assim você pode ir a justiça, por que não? Ou pode ficar pelos cantos, tentando reescrever a história. Já eu acho justo que eles sejam indenizados, talvez não ache que seja justo que eu pague, ao invés dos que apoiaram o golpe paguassem. Mas já que pensam que vão comprar a paz assim...

terça-feira, 4 de setembro de 2007 18:12:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Rodrigo vc. tem um problema:
"...eu acho justo que eles sejam indenizados, talvez não ache que seja justo que eu pague..."
Quem paga as indenizações é o Estado Brasileiro. Como o Estado não cria dinheiro do nada, no mais das vezes ele o arrecada dos cidadãos, você, eu e todos os brasileiros estão pagando essas indenizações. Exatamente pq. eu quero que o dinheiro público seja aplicado em benefício de todos e não de alguns em particular é que eu entendo ser necessário limitar o valor das indenizações. O teto do INSS é só uma sugestão, justificada pela necessidade de isonomia com os demais.
Sds., de Marcelo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007 18:45:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Tudo bem Marcelo, eu sei que quem paga é o Estado, já disse isso faz tempo. Se você acha isso mesmo vai em frente então. Eu só acho que como não foi aplicado o rigor da lei ao que perpretaram os crimes, vai ficar meio esquisito aplicar o rigor da lei as vítimas. Mas se você achar por bem, vai nessa.

terça-feira, 4 de setembro de 2007 19:32:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Rodrigo,
houve crimes dos dois lados. Por isso foi feita uma lei de anistia para todos. O rigor da lei é a anistia (no âmbito criminal). As pensões de valor extravagante são imorais, embora sejam formalmente legais. E, mais uma vez: o Estado somos nós; quem paga, em última análise, somos nós mesmos.
Sds., de Marcelo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007 10:17:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Olha só Marcelo como a gente pensa diferente. Eu já acho imoral que se calou, ou pior, quem se beneficiou chegar a essa altura campeonato querer achar uma pensão extravagante enquanto a única punição que essa pessoa recebe pelos atos na ditadura, se é que recebe algum, são da própria conciência da pessoa. Repito, se você acha alguma pensão imoral, vá ao ministério público ou ao Supremo, pleiteie a eles, alegue que é imoral, ou apóie um político que tenha coragem de punir as vitimas da ditadura novamente. E por favor, não venha com esse papo de guerrilheiros como as únicas vítimas da ditadura, pois não foram. O proprio repórter que recebe a tal "pensão extravagante" não era comunista, escrevia em um jornal de direita e nem era guerrilheiro, fora muitos outros que não tinham nada a ver com luta armada e tiveram a vida destruida por discordarem dos que estavam no poder, isso muito despois das guerrilhas acabarem. Mas se você quiser, pode fazer como nossos militares e usar 200 gatos pingados para destruir todos que discordam de você.

domingo, 9 de setembro de 2007 01:14:00 BRT  

Postar um comentário

<< Home