segunda-feira, 27 de agosto de 2007

No Roda Viva (27/08)

Participarei hoje da banca de entrevistadores do Roda Viva, da TV Cultura (22:30). O entrevistado será o sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor de "A cabeça do brasileiro". O livro motivou reportagem da revista Veja que foi comentada neste blog. Os demais entrevistadores serão 1) Roberto Damatta (antropólogo, professor emérito da Universidade Notre Dame, nos Estados Unidos e da PUC do Rio de Janeiro), 2) Cláudio Weber Abramo (Diretor Executivo da Transparência Brasil), 3) Fred Melo Paiva (editor do caderno Aliás, do jornal O Estado de S. Paulo), 4) Francisco Alambert (professor de história contemporânea da USP) e 5) Lobão (músico, compositor, idealizador da Revista Outracoisa e apresentador da MTV).

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17 Comentários:

Anonymous JV disse...

vou tentar assistir, legal ter avisado

segunda-feira, 27 de agosto de 2007 20:11:00 BRT  
Blogger Jurandir Paulo disse...

Estarei na TV mais tarde, deve ser imprdível ver tal "sumidade". Sobre o elemento, como diria o Bope, disse com precisão o nosso Mino Carta: "Dizem os cultores da filosofia que Marx botou Hegel de ponta-cabeça. Gramsci fez o mesmo com Croce. Um brasileiro (e o mundo se curva), um certo Alberto Carlos Almeida, sem incomodar-se com Hegel consegue botar de ponta-cabeça Marx e Gramsci, graças a seguinte tese: a classe dominante é vítima da classe dominada".

O que eu perguntaria? Muito. Talvez citasse Mino e perguntaria sobre que projeto as nossas elites priorizariam para o Brasil, além de afogar os pobres no primeiro lago.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007 20:36:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Muito bom o Almeida, você é que está no fogo, entre a inteligência do Da Matta e o historiador da USP Alambert almofadinha, metrossexual, e petista (não é elogio). O papo dele, as elites não deixam os pobres se educarem, as elites são isto, as elites são aquilo, sorte que ficou quieto no meio do programa.
Sim, as prostitutas sofrem mais na periferia que na Barra, mas na favela que no asfalto, concordo.
Alon, altruismo e filantropia são diferentes. Altruismo é suicida, compromissado, dói na carne, filantropia é descompromissada, é realizada com sobras. O altruismo é um valor negativo numa visão liberal.
Alambert finaliza como um coitado, quer a luta de classes de qualquer maneira...que tédio. Típico intelectual nascido em berço de ouro, criado pela avó, que se martiriza por ter sido tão beneficiado sem se julgar merecedor....que tédio.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 00:11:00 BRT  
Anonymous Sofista disse...

Assisti!
Parabéns pela participação.
Foi esclarecedora.
Um "estudioso", como o entrevistado sociólogo e cientista político, é de dar arrepios.
Ainda bem: havia mais entrevistadores inteligentes que falsos intelectuais.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 00:52:00 BRT  
Anonymous Lau Mendes disse...

Assisti. Parecia conversa de bêbado em boteco atrasado hora e ½ pra fechar depois da 5ª saideira ou papo de vidente que afirma a gestante que será menino seu rebento mas anota na agenda menina caso haja justa reclamação. Pena Alon. No próximo vê se seleciona melhor o convite ou vá e no 2º "é mas",saia batendo forte para não ouvir o 3º.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 01:30:00 BRT  
Anonymous Mateus Toledo disse...

Parabéns Alon.
Apesar do asco que senti com a "atuação" do Lobão e com o chilique do Da Matta, e apesar de achar que os entrevistadores, no geral, não foram bem, voçê sem dúvida foi o que melhor se apresentou.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 01:45:00 BRT  
Blogger Julio Neves disse...

Quem prega no deserto corre o risco de perder a cabeça.

Mas o importante é que a VERDADE liberta...

terça-feira, 28 de agosto de 2007 05:58:00 BRT  
Blogger Frodo Balseiro disse...

Alon
Nada pessoal, mas esse Roda Viva foi deprimente pela quase que exclusiva "briga" dos entrevistadores contra os fatos!
O Professor de História Conteporânea
Francisco Alambert não conseguia esconder sua profunda raiva contra os dados obtidos pela pesquisa de sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor de "A cabeça do brasileiro"!
Claro que a pesquisa, indiretamente ajuda a demolir a teoria tão cara à esquerda, de que a elite brasileira é "conservadora e má", e o "povo brasileiro" um conjunto de pessoas boas e solidárias!
A pesquisa incomodou, pelas suas descobertas, ataque-se a pesquisa!
Bem à moda da piada do sofá: "se a mulher cometeu traição no sofá da sala, chute-se o sofá"!
E olhe que ela (a pesquisa) não trouxe nenhuma novidade! Ou alguem duvida de que a ignorância, gera mais ignorância, preconceito e más escolhas?
Cai o mito do brasileiro "pobre e ignorante bonzinho", solidário, cumpridor de seus deveres e obrigações!
Não poderia ser diferente! Enquanto não se educar o povo, toda e qualquer pesquisa demonstrará é claro, o mau que a ignorância causa ao país!

terça-feira, 28 de agosto de 2007 06:33:00 BRT  
Anonymous joao rosa -Salvador Ba disse...

concordo com a opiniao de lau mendes.
estatisticamente o autor do livro não sustenta sua tese.
estatistica usa se como parametros, admitindo ajustes que nos e convenientes.
renda media estatisticamente e uma coisa e na realidade e outra bem diferente

terça-feira, 28 de agosto de 2007 06:55:00 BRT  
Anonymous Gláucia disse...

Eu gostei do programa. Você foi firme e apresentou contradições e dúvidas. No mais o programa não foi aquele levanta bola comum de todas as semanas, teve crítica, bate-boca e polêmica. Não foi aquela coisa anódina. Parabéns pela participação.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 08:33:00 BRT  
Anonymous Pri Mendes disse...

Um bom programa. O entrevistado foi bem e os entrevistadores também. Houve polêmica. Gostei das suas perguntas.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 08:35:00 BRT  
Blogger Rafael Moraes disse...

Alon.

Assisti ao Roda Viva. Fiquei espantado com o fato de você dar como exemplo de jeitinho o agricultor que vai "periodicamente" ao planalto pedir o perdão (?) de suas dívidas. Deixando de lado o exagero da comparação, gostaria de me ater ao concreto: sinceramente, você não sabe o que está falando.

Didaticamente: existem várias atividades agropecuárias, sendo a agricultura uma delas. A agricultura em larga escala (aquela que segura a balança comercial a favor do Brasil, tão propagandeada pelo governo como se fosse sua obra), no entanto, é uma atividade altíssimo risco, por dois motivos (e olha que um já seria suficiente): um é climático e o outro econômico. O climático você já entende com certeza. Vamos, portanto, ao econômico.

Eu recomendo, antes disso, um livro já antigo, mas que vai te ajudar muito, pois é muito didático (coisa rara na literatura econômica, concorda?). É do Paul Singer e se chama Aprender Economia. No primeiro capítulo ele mostra como os produtos agrícolas (e seus produtores) são reféns do mercado comprador, que é quem estipula os preços (ao contrário do comércio e da indústria). Por isso, quanto mais produzem, mais se afundam (ou, sem exageros, vêem seus riscos aumentados). Não é por outro motivo que os países ricos (por que são inteligentes) protegem seus produtores. É por que eles desenvolvem um atividade fadada ao fracasso numa economia de mercado. É só uma questão de tempo e o descompasso entre produção, preços e insumos acontece.

Aí chegamos a outro ponto crucial do seu raciocínio: por que eles não guardam dinheiro quando o mercado está bom para segurar o negócio quando vem a rasteira? (Tenho que concordar que é uma boa pergunta). O que ocorre é que, em primeiro lugar, os investimentos são altíssimos. Assim, qualquer solavanco (climático ou econômico) gera quebra. Sabe por quê? Por que os investimentos altíssimos acontecem todo ano. Ao contrário de um comércio, que tem o grosso de seu investimento apenas quando é implantada a estrutura. A estrutura da lavoura tem que ser refeita todos os anos. Uma lavoura de soja que tenha o tamanho mínimo para valer o investimento em maquinários pode custar mais de um milhão de reais (contando estes maquinários). Uma colhedeira não custa menos que quatrocentos mil reais.

Assim, a rentabilidade de alguns anos não pode segurar os momentos de crise. A prova disso é que mesmo sofrendo os efeitos nefastos do mercado de commodities, a pecuária não tem o mesmo comportamento da agricultura. Você não vê cavalos invadindo a esplanada.. Vê apenas máquinas. É que seus investimentos são ínfimos perto da agricultura. Dá para sofrer calado, se consolando com a chata música sertaneja. E o seu produto não é perecível, como o da agricultura. Afinal, as vaquinhas vivem muito bem no pasto durante muitos anos, não é?

Só uma pergunta: você não publica somente comentários de amigos, não é? É de esquerda mas é democrático..

Um esclarecimento: eu sou pecuarista e nunca devi um centavo em banco. O que defendo aqui é o bom senso.

Rafael.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 09:09:00 BRT  
Blogger Ranzinza disse...

Muito interessante o estudo do sociólogo.

Mostra que não haverá cidadania de verdade no Brasil enquanto as massas não tiverem acesso à educação.

Quem critica as conclusões óbvias do estudo o faz apenas por preconceito intelectual.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 10:08:00 BRT  
Blogger Nehemias disse...

Alon,

No geral, a entrevista foi muito boa. Instrutiva.

Eu acho que a pesquisa do Alberto Almeida é interessante. Contudo, tem coisas que eu acho bastante forçadas, e outras completamente furadas.

Por exemplo, ele fala que quanto mais instruída é a pessoa, menos necessidade de intervenção do estado ela vê.

Vc mencionou na entrevista que para os mais pobres o estado é única pespectiva de solução (SUS, escola pública, INSS bolsa família), enquanto que para os mais abastados geralmente significa problema (IPVA, multa, imposto de renda). A classe média (alta) bota o filho na escola particular, paga plano de saúde, plano privado de previdência, o pobre não tem acesso a nada disso.

Agora, quem se opõe a Reforma da Previdência, Reforma Admnistrativa, Privatizações? São os analfabetos, ou grande parte da classe média dos grandes centros?

E se fosse feita a pergunta:
"Vc acha que os estudantes de maior renda deveriam pagar seus cursos nas universidades públicas, e o dinheiro obtido gasto na educação básica?"

ou

"Vc é aposentado? Se vc é, com que idade (e tempo de efetiva contribuição) vc se aposentou?"

ou

"Vc acha que as greves nos serviços públicos essenciais (saúde, educação...) deveriam ser proibidas?

Gostaria de saber os resultados dessas perguntas, se os pobres são favoraveis que a "elite" a universidade pública totalmente gratuita (que eu tbém concordo), ou se aposentaram mais cedo, ou são mais abertos a greves de serviços que eles são totalmente dependem, como uma opinião mais de "esquerda" poderia sugerir.

Nehemias

terça-feira, 28 de agosto de 2007 10:14:00 BRT  
Anonymous Antonio Lyra Filho disse...

Em fim se descobriu que rico é honesto e pobres desonesto.
Será verdade?

terça-feira, 28 de agosto de 2007 10:28:00 BRT  
Anonymous taq disse...

Alon n�o vi o programa, mas deve ter sido bem interessante, escreva aqui suas impress�es sobre o debate.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 10:58:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Na medida que se apreende os fatos, a esquerda fica sem argumentos, afinal a melhor definição de esquerdista é aquele que pensa que é possível apagar fogo com querosene, desde que haja bastante vontade política.
A conclusão do Almeida é que escolaridade faz bem para o povo em geral. Só isso. Nem adianta reclamar mais das elites porque 1. o PT virou elite, 2. qualquer pessoa que ganhe 2 mil reais por mês está dentro da elite.

terça-feira, 28 de agosto de 2007 16:08:00 BRT  

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