sábado, 18 de agosto de 2007

Ipsos: mais números e taxas de conhecimento (18/08)

Vamos mergulhar um pouco mais na pesquisa Ipsos (sucessão presidencial de 2010) cujos principais números foram revelados no post anterior. Como eu informei, foram primeiro apresentados ao entrevistado os nomes governistas. Depois, num segundo momento, apenas os oposicionistas. Ou seja, o total da amostra pôde opinar separadamente sobre os possíveis candidatos do governo e da oposição. Bem, como está na tabela inserida no post anterior, quando apenas políticos da oposição estão na cartela o resultado é o seguinte:

José Serra (PSDB) 27%, Geraldo Alckmin (PSDB) 24%, Aécio Neves (PSDB) 10%, Denise Frossard (PPS) 2%

Especialmente entre os tucanos, há diferenças quando se aplica o corte por instrução, renda e região. Serra atinge até 34% entre os que têm apenas o ensino fundamental (22% para Alckmin e 10% para Aécio). Na população com ensino superior, Alckmin (28%) e Aécio (22%) vão melhor do que Serra (18%). Entre os mais pobres, Serra atinge 30%, contra 20% de Alckmin e 9% de Aécio. Já nas classes A e B, Alckmin tem 29%, contra 22% de Serra e 15% de Aécio. No Nordeste: Serra 36%, Alckmin 21%, Aécio 2%. No Sudeste: Alckmin 29%, Serra 18%, Aécio 18%.

Serra x Ciro
No confronto direto entre Serra (39%) e Ciro Gomes (PSB, 27%), os números detalhados são os seguintes:

1) com até quatro anos de ensino fundamental, Serra 32% x Ciro 23%; 2) com até oito anos, Serra 43% x Ciro 27%; 3) com até o ensino médio, Serra 45% x Ciro 28%; 4) com ensino superior, Ciro 39% x Serra 37%;

5) classe D/E, Serra 38% x Ciro 25%; 6) classe C, Serra 40% x Ciro 27%; 7) classe A/B, Serra 38% x Ciro 31%;

8) região NE, Serra 38% x Ciro 28%; 9) regiões N e CO, Serra 36% x Ciro 28%, região SE, Serra 39% x Ciro 29%, região S, Serra 43% x Ciro 20%.

Alckmin x Ciro
No confronto direto entre Alckmin (33%) e Ciro Gomes (PSB, 29%), os números detalhados são os seguintes:

1) com até quatro anos de ensino fundamental, Alckmin 26% x Ciro 26%; 2) com até oito anos, Alckmin 35% x Ciro 31%; 3) com até o ensino médio, Alckmin 40% x Ciro 29%; 4) com ensino superior, Alckmin 39% x Ciro 36%;

5) classe D/E, Ciro 29% x Alckmin 28%; 6) classe C, Alckmin 37% x Ciro 29%; 7) classe A/B, Alckmin 39% x Ciro 28%;

8) região NE, Ciro 35% x Alckmin 24%; 9) regiões N e CO, Ciro 30% x Alckmin 24%, região SE, Alckmin 41% x Ciro 25%, região S, Alckmin 33% x Ciro 30%.

Aécio x Ciro
No confronto direto entre Aécio (15%) e Ciro Gomes (PSB, 39%), os números detalhados são os seguintes:

1) com até quatro anos de ensino fundamental, Ciro 33% x Aécio 11%; 2) com até oito anos, Ciro 42% x Aécio 16%; 3) com até o ensino médio, Ciro 45% x Aécio 16%; 4) com ensino superior, Ciro 40% x Aécio 27%;

5) classe D/E, Ciro 39% x Aécio 13%; 6) classe C, Ciro 40% x Aécio 16%; 7) classe A/B, Ciro 38% x Aécio 22%;

8) região NE, Ciro 47% x Aécio 4%; 9) regiões N e CO, Ciro 38% x Aécio 8%, região SE, Ciro 37% x Aécio 23%, região S, Ciro 34% x Aécio 18%.

A pesquisa testou também taxas de conhecimento. Somados o "conhece bem" e o "conhece um pouco", os números são os seguintes:

Serra 70%, Alckmin 62%, Ciro 51%, Marta Suplicy 47%, Aécio Neves 30%, Tarso Genro 21%, Denise Frossard 12%, Dilma Rousseff 9%.

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4 Comentários:

Anonymous José Marcelo Randes disse...

Sem querer ser muito impertinente, mas, com muito atraso, voltando ao caso da deportação dos dois atletas cubanos: no seu arrazoado sobre a entrevista de ambos, dada a uma jornalista da imprensa oficial daquele país, faltou dizer que o depoimento havia sido prestado já em solo cubano. Se de algum modo os atletas foram constrangidos pela Polícia Federal (o que não passa de especulação), a mando do governo brasileiro, a assumirem oficialmente o desejo de regressar a Cuba, não seria em solo cubano que eles desmentiriam a versão. "Não, o que aconteceu foi que nos obrigaram a voltar para cá, pois na verdade não queríamos retornar" - eis uma declaração impossível, que, pronunciada, não deixaria de produzir certas consequências, não é mesmo? O amor da ideologia por vezes tolda a razão. Não há outra explicação para um erro de raciocínio tão primário, Alon. Mas, para mim, o pior momento dos seus comentários sobre o episódio - o que eu realmente lamento - foi quando, sem mais, nos oferece a entrevista produzida pelo Gramna como fonte de informação adicional, equiparando, na prática, a imprensa de lá com a de cá, como se em Cuba vigorassem as mesmas condições para o exercício do jornalismo, e o órgão de propaganda de um regime de partido único tivesse a mesma forma de relação com a informação que os órgãos de países em que a imprensa não está reduzida a mero instrumento do estado, como acontece em Cuba.

domingo, 19 de agosto de 2007 05:18:00 BRT  
Blogger Vera disse...

Ô José Marcelo, não lhe parece que está querendo requentar um assunto que já morreu ante tantas evidências que mostram que os boxeadores estavam querendo ir embora, testemunhado por gente que não tinha nada a falsear como aqueles entrevistados pelos repórteres do jornal Extra, das Organizações Globo, matéria ainda não refutada por nenhum outro órgão da imprensa nacional ou internacional? Com tanta coisa a criticar no governo Lula, você fica nesse nhemnhemnhém!

domingo, 19 de agosto de 2007 11:27:00 BRT  
Blogger Briguilino disse...

Em 2010 o segundo turno será entre Dilma e Ciro, caso um não seja vice do outro para não ter nem segundo turno. Anotem.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007 10:20:00 BRT  
Anonymous José Marcelo Randes disse...

Com muito gosto, Vera. Para nós dois, nada mais fácil que deixar de lado e esquecer. Espero que o assunto esteja requentado e esquecido em Cuba também, de modo a que os dois pugilistas possam seguir normalmente as suas vidas; espero, isto é, faço sinceros votos - mas sinceramente duvido.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007 02:18:00 BRT  

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