sexta-feira, 13 de julho de 2007

Uma vaia e uma fuga para ficarem na História (13/07)

Vaiado seguidamente por um Maracanã lotado, Luiz Inácio Lula da Silva não falou na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Eu acompanho as cerimônias (Pans, Olimpíadas) desde 1967 e nunca vi nada parecido. Um vexame completo, o presidente da República correr de discursar na abertura dos mais importantes jogos organizados pelo país. Ou então o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, enfiou os pés pelas mãos e tomou para si a missão de declarar abertas as competições no lugar do presidente da República. Ou uma mistura das duas coisas. Lula ia falar, intimidou-se com as vaias e desistiu. Mas foi anunciado, daí resolveu falar, mas não avisaram ao Nuzman, que se antecipou e falou. Trapalhada sobre trapalhada. Qual é o problema de ser vaiado? Nenhum. Feio é correr de vaia. Fazia tempo que Lula não se expunha a maracanãs. Muito tempo. Na foto do G1, um Lula ainda animado acena ao público ladeado pelos já constrangidos prefeito César Maia e governador Sérgio Cabral. Aliás, as vaias que sobraram para Lula transformaram-se em aplausos quando a delegação de Cuba entrou no estádio. Comentem.

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37 Comentários:

Anonymous Renan Bastos Nunes disse...

Pois é... educação de casa vai à praça. Tenho certeza que não foram os menos abastados, e, sim, que foram os mais abastados.
Nota zero para os cariocas! Falta de respeito!

sexta-feira, 13 de julho de 2007 23:41:00 BRT  
Blogger Cláudio de Souza disse...

Caro, não vi a cena na TV. As descriçõs que li, no entanto, dão conta de que Lula e Sérgio Cabral foram vaiados -- o primeiro, reeleito com estrondosa maioria há menos de dez meses e com altíssimos índices de aprovação, o segundo mal começando seu primeiro mandato -- e César Maia foi bastante aplaudido.

Algo me diz que aí tem. Essa conta não fecha.

Quem era a platéia do Maracanã? Eram pagantes? Convidados?

Alguém vai se dignar a fazer jornalismo de verdade e tentar entender o que aconteceu?

sábado, 14 de julho de 2007 00:15:00 BRT  
Blogger Cláudio de Souza disse...

Respondendo à minha própria indagação: os ingressos foam comercializados. O mais barato custava 20 reais; depois já vinham os de 100 reais, os de 150 reais e os de 250 reais.

Guess what? Os de 20 contos não chegavam a 10% do total, concentrados no anel inferior, atrás dos gols. Todo o restante deste anel custava 100 reais por pessoa.

Pouco mais da metade do anel superior -- ou seja, das arquibancadas -- custava 150 reais por pessoa. O resto era a área de 250 paus.

Comprei na manhã desta sexta o ingresso de São Paulo x Corinthians, sábado, no Morumbi. Paguei 10 reais (meia entrada) pela arquibancada. Há ingressos mais baratos que isso. Mesmo assim, na porta do estádio o que não falta é gente pedindo trocado para inteirar o bilhete.

Não havia povão no Maracanã. Quem pôde pagar de 100 a 250 reais e ainda enforcar uma tarde de trabalho para estar lá CERTAMENTE não é povão.

Talvez fosse o caso de analisar o ocorrido considerando o velho preconceito anti-Lula, visceral numa certa classe média alta brasileira (inclusive na carioca), em vez de registrar apenas o "vexame" do presidente.

Quem deu vexame, aliás, foi a platéia.

abs,
cld

sábado, 14 de julho de 2007 00:30:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,

Eu estava no Maracanã e não sei o que aconteceu, mas que tinha uma claque do PFL tinha, e o Maracanã de ontem, com ingressos na média em torno de cem reais não é o Maraca dos jogos de futebol, não é um Maraca de eleitores do LULA. Vamos ver...

sábado, 14 de julho de 2007 00:52:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Você sabe que eu sou oposição ao Lula, mas esta é a colheita de anos de guerra cultural, contra-cultural. O presidente da republica merece o respeito, não há nenhuma catástofre a vista, a economia vai bem(porque Lula segue o programa FHC) e nada justifica um vexame mundial como este.
Será que o povo é realmente superior 'as elites, como a esquerda alardeia há décadas?

sábado, 14 de julho de 2007 01:35:00 BRT  
Blogger Julio Neves disse...

Quem se informa sabe que o Lula está apoiando o Renan. É a crise política do momento.

A corrupção no Brasil está demais e o Lula é o presidente.

Estamos em apagão aéreo. A Marta criou o bordão da moda.

O Garotinho, que está brigado com o Cabral, tem uma certa popularidade no Rio e foi condenado pelo TRE.

Credenciaram a vitória do Cristo como maravilha do mundo ao Lula, desmerecendo o esforço da comunidade carioca.

Somado tudo isso, vaias...

E levando para o lado esportivo, vaia em estádio faz parte da cultura esportiva.

sábado, 14 de julho de 2007 03:20:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

O Cláudio de Souza já explicou o perfil dos pagantes, que eu ia comentar. Acrescento que hoje foi ponto facultativo no Rio. Grande parte do funcionalismo não precisou ir trabalhar.
Tanto o perfil do público era anti-lula, que a delegação de atletas da Venezuela foi vaiada (também foi vaiada a dos EUA), e dizem que da Bolívia (esta eu não tenho certeza), apesar de Cuba ser aplaudida (talvez pelo desfile contagiante e alegra dos atletas).

Eu apoio o governo Lula, mas acho que as vaias (ao presidente e não aos atletas de outros países) foram um protesto legítimo, mesmo tratando-se predominantemente da classe média abastada para os padrões brasileiros, devido ao preço do ingresso. Afinal o público pagou para ver um espetáculo, e não o presidente da República. Ainda que seja o chefe de Estado, quer queiram quer não, torna-se um ato político. Se uns aplaudem, quem não está satisfeito vaia, para mostrar seu descontentamente e não passar recibo.

Acredito que parte dos vaiantes, foi o mesmo pessoal que votou no 1o. turno em Heloísa Helena e Cristovam no RJ, e votaram em Lula no 2o. turno. O Rio tem muito funcionários públicos e a 2a. reforma da previdência que levou a expulsão da Heloísa Helena, atingiu apenas o funcionalismo.

Houve um desastre do cerimonial ou asessoria do presidente. Com vaia ou sem vaia, Lula deveria declarar abertos os Jogos (em uma frase, e nunca num discurso longo), em vez de Nuzman. As vaias viriam ao Lula, em seguida viriam os aplausos aos jogos. Ficaria melhor.

Lula deveria estar esperando reconhecimento e até gratidão dos cariocas pelo empenho também do governo federal em ter-se esforçado para o PAN ser concluído a tempo e com sucesso. Deve ter-se assustado e decepcionado com as vaias, afinal um Maracanã vaiando, mesmo que seja uma classe social mais alta, cala fundo na alma de qualquer político.

Fica a lição de não abusar da soberba. Lula tem abusado de sua popularidade muitas vezes e negligenciado sua postura e de seu governo. Seja com discursos atravessados, seja com manifestações de afago a políticos execrados pela opinião pública, seja por negligenciar alguns problemas do cotidiano, como má qualidade da saúde e educação, coisas que afligem a classe média, como o alto custo dos planos de saúde, a insegurança pública. Além da lentidão na queda dos juros e de algumas políticas sociais.

Se Lula tiver cabeça (e boa assessoria), amanhã conversa com repórteres em tom de bom humor, fair-play e humildade, dizendo algo como se faltasse um vaia no Maracanã para a biografia dele ficar completa, e em seguida diz algo sério sobre suas políticas de governo que ainda não surtiram o efeito esperado.

sábado, 14 de julho de 2007 04:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Foi a classe média/alta que aprontou essa palhaçada... Falta de educação nada... Preconceito mesmo!!!
Reacionários... Desses mesmo que gostariam de acabar com a democracia para nunca mais ver o PT fazendo sucesso no governo!!!
E vc Alon!? Acredita mesmo que era um extrato da população brasileira lá no marca???
www.andrenogaroto.com.br

sábado, 14 de julho de 2007 04:12:00 BRT  
Blogger Paulo Lotufo disse...

Alon, muito interessante os comentários de seus correspondentes ao desqualificar a platéia. Como sempre, platéia, crítica boas são as "a favor".
Interessante também que essa mesma platéia vaiou a delegação americana e, apupou a cubana.

sábado, 14 de julho de 2007 04:55:00 BRT  
Anonymous Deckard disse...

Eu fiz um estudo científico, mobilizando todo o staff da Tyrrel Corporation, que trabalhou freneticamente pela madrugada, usando todos os supercomputadores das principais sucursais espalhadas pelo mundo. Vou entregar o resultado agora:
1. havia, de fato, uma claque a soldo do PFL, que foi treinada durante três meses no barracão da Escola de Samba Unidos da Tijuca;
2. os 10% de pobres que compareceram à festa estavam mesmo atrás do gol e eram realmente todos lulistas, mas também vaiaram;
3. Eles foram industriados à vaia pela distribuição feita por cabos eleitorais do PSDB de cópia dos artigos "Americanismo", "Circo sem pão" e "Querem um escândalo - Eis um de R$ 131 bi" de autoria do eminente jornalista Alon Feuerwerker.
4. A imprensa vai falar equivocadamente que as vaias vieram da classe alta, que está revoltada com o Lula.
5. Isso é mentira, é lógico. Em caso de dúvida, leiam os artigos citados.

sábado, 14 de julho de 2007 06:05:00 BRT  
Blogger Vera disse...

Nem eu que não sou exatamente "povão" achei que valia a pena pagar 150 reais para uma arquibancada do Maracanã, ou 50 reais na geral, para assistir `à abertura do Pan numa sexta-feira á tarde. Isso a preços oficiais, porque no câmbio negro era muito mais caro. Um amigo foi e disse que viu também uma grande claque do PFL pelo que ele pôde deduzir das conversas e do linguajar chulo. Sei não: esse César Maia é detestado pela população do Rio de Janeiro (capital)- veja a votação medíocre de sua candidata em 2006 - e como não presta pra nada pode perfeitamente ter enviado "convidados" à festa.

sábado, 14 de julho de 2007 10:12:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Eu assisti à transmissão e fiquei com a impressão de que alguém desligara o microfone do Lula e religara o do Nuzman lá embaixo. O Lula já estava preparando a leitura da frase padrão, quando a imagem deslocou-se dele para o NUzman. Sei não...

sábado, 14 de julho de 2007 10:26:00 BRT  
Anonymous Antonio Lyra Filho disse...

Chego a pensar que houve o dedo de César Maia no que ocorreu. De posse de uma grande quantidade de ingressos, suponho que o Prefeito o usou com outras intenções.
Vaias passam, mas o que fica é a grande geração de empregos do primeiro semestre, mais de 1 milhão com carteira assinada. Obvio que sem carteira, também deve ter crescido.
Isto é que interessa a população, vai foi ontem, o emprego fica.

sábado, 14 de julho de 2007 10:32:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Quanto ao respeito ao Presidente, tudo bem. Sempre deve existir. Caso a análise saia da divisão de classes (pelo preço de ingressos), preconceitos, mídia etc. (chavões de sempre), para o excesso de exposição junto à aliados com vários problemas, um Estado com problemas sérios de violência urbana, possa-se dar melhor idéia da geração do caldo de cultura onde medrou o ocorrido. Pode ser uma associação que tenderá a crescer ao longo do tempo: o Governo sempre é associado a fatos negativos ou positivos. E a figura de proa dele é sempre a mais visada. Talvez a saída (não seria fuga) tenha sido motivada pela surpresa ou pela certeza de que algo assim jamais ocorreria. Porém, não será de estranhar, por óbvio, a programação de algum evento popular (ingresso a preços baixos ou gratuíto) como desagravo. De todo modo, não deve ser um fato a ser levado como determinante político negativo para o Governo. Exceto por alguns egos feridos, não há riscos de desestabilização a ser marcado como a "Vaia do Maracanã" ou algo que o valha. Afinal, a profissão de fé na Democracia por aqui parece estar consolidada.
Sotho

sábado, 14 de julho de 2007 10:59:00 BRT  
Anonymous Vladimir disse...

As vais precisavam existir.A imprensa ficou sem assunto.foram meses batendo na mesma tecla: As obras não ficariam prontas a tempo.Depois,foi o custo,que,embora elevado tem demonstrado-se compatível com o restante do mundo(basta ver o custo do estádio de Wembley na Inglaterra),provando que,talvez como arma para garantir o apoio governamental na época,os custos tenham sido subavaliados.De qualquer forma,o comportamento nosso é assim mesmo,não é formal e vaiar político sempre fez parte de nossa história,só não foi vaiado quem não teve coragem de se expor.Tenho certeza que,independente de claque ou não claque,se uma pesquisa fosse feita na saída do maracanã,com os mesmos que vaiaram o presidente,60% indicariam que o apoiam.É isso.

sábado, 14 de julho de 2007 11:40:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Como diria Nelson Rodrigues, o torcedor vaia até o minuto de silêncio. É uma bobagem que contrasta com as pesquisas de popularidade feitas recentemente.
Se tivesse lá eu vaiaria o presidente também. Atrasar os jogos em 45 minutos merece vaia, e das grandes. No mais, aprovo seu governo.

sábado, 14 de julho de 2007 11:41:00 BRT  
Anonymous luiz lozer disse...

Senhores

Não interessa o que aconteceu, falta de educação da platéia ou claque do PFL, me encheu de vergonhha, tava tudo bonito, bem feito, organizado ai me vaiam os convidados dos states, palhaçada digna de gentinha, ai o povinho me vaia o presidente. Desliguei a tv, só ficou a vergonha de ser brasileiro, posso até estar exagerando, mas o sentimento foi esse. Falta muito, falta muito.

sábado, 14 de julho de 2007 11:49:00 BRT  
Anonymous JV disse...

A classe alta está agradecida ao Lula pelos juros pagos a suas poupanças esses anos todos. E a classe alta não vai assistir jogos pan-americanos. Já a classe média, Cesarista ou não.....pode ser.

sábado, 14 de julho de 2007 11:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, o fato é de menor importância. Pode ser que tenham havido outros semelhantes antes que ficaram sem menção, mesmo com toda a histeria anti-midia de hoje. Talvez o fato, apesar de apenas umas riscadas em algum ego, possa mostrar que governar não é apenas receber afagos e loas. Políticos irromperem em festas com grande presença de público, hoje, não é tarefa fácil. E esse negócio de insuflamento, caso tenha ocorrido, seria remédio amargo: só é bom quando colocado na goela dos outros. E é claro que as pessoas lá no Maracanã eram um fragmento da população brasileira. Como poderia não ser? Ou será que passou a ser crime ser pobre, remediado, rico, negro, branco, cafuzo, mulato? Será que alguém ainda acredita que político carregado por populares é fruto unicamente de geração espontânea?
Sotho

sábado, 14 de julho de 2007 12:42:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Sem essa de vergonha de ser brasileiro. O fato não é para isto. Não foi nada revolucionário, que possa alterar as coisas como estão hoje. É normal as pessoas associarem políticos com tudo de ruim ou de bom. Vaia não derruba ninguém e não faz ninguém subir. Quem pensar que tirou alguma vantagem, que apareça lá, da mesma forma, como político e pegue o microfone. Seria bom de ver. Seria melhor se os custos de certas obras não mais estourassem em relação ao orçado. Não vai passar disto.
Sotho

sábado, 14 de julho de 2007 12:54:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, o povo carioca é oposicionista seja qual for o governo. As vaias são legítimas, mas deveriam esclarecer se foram orquestradas e por quem, e importante sentir a pulsação do povo no Maracanã ou em outros locais, pois as pesquisas são frias, científicas. Não acredito que o povo queira o fim do Lula. Os Institutos, como o DAtafolha são anti-Lula e aponta a sua grande aprovação. Há uma contradição? De qualquer forma o presidente está em boa compannhia, Cae, Chico, João Gilberto, Carlinhos Brown todos vaiados estrondosamente em público.

sábado, 14 de julho de 2007 13:12:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Educaçao nao é e nunca foi um dos predicativos do povo carioca. Respeito ao cargo de presidente da Republica era o minimo que os brasileiros esperavam do carioca. Mas preferiram lavar a roupa suja fora de casa, para o mundo ver. Tem quem goste. Vaiar tambem a delegaçao americana foi de uma total deselegancia. Nao entendi, aplaudir a deleçagao de Cuba. O pan-americano so saiu porque governo federal uniu esforços ao governo estadual e municipal.Agora o rio vai ficar a pao e agua em termos de verbas. Faz mal nao, sobra para o resto do país.

sábado, 14 de julho de 2007 13:36:00 BRT  
Blogger M.Savarese disse...

Lula não tinha o direito de ter dúvidas sobre se discursaria ou não na abertura do Pan. É esse o ponto. Independentemente de vaia, claque do PFL ou sabotagem de César Maia, um presidente não recua diante de protesto.

Faltou autoridade.

Pelas informações que me pareceram mais confiáveis, o presidente recuou da decisão de falar após ouvir as vaias, mudou de idéia para respeitar o protocolo e acabou vítima do desencontro dos cerimoniais. Depois fugiu do assunto na saída do Maracanã. Tinha de ter falado ali mesmo.

Presidente não fica acabrunhado. Fala. Ele não gosta tanto de falar? Acusou o golpe e apequenou o Brasil diante dos espectadores, que logo se lembrarão mais do incidente do que dos Jogos Pan-Americanos, que prometem ser tão irrelevantes quanto sempre foram.

É bom ressalvar que quase todo o público pagou mais de 100 reais para estar ali na tarde de uma sexta-feira, o que passa longe dos eleitores do petista, que sempre ganhou de barbada no Rio. E que é realmente estranho tantas vaias para ele e Sérgio Cabral e tantos aplausos para Maia, o soberbo.

Mas isso não muda em nada o recuo, que seguirá vergonhoso até que Lula se manifeste de forma minimamente esportiva sobre toda a história. Podia começar fazendo umas piadas e demitindo gente do cerimonial que o fez passar por tamanho constrangimento. Até porque ele não pode demitir a si mesmo, responsável maior pela situação por ter admitido recuar.

sábado, 14 de julho de 2007 13:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Quem passou vexame foi a platéia. Posições políticas à parte, foi vergonhoso vaiar o presidente do Basil. Estranho também um presidente ser vaiado com quase 65% de aprovação. O que pode ter acontecido? Talvez, o preço dos ingressos expliquem.

Cristiano Medri - biólogo

sábado, 14 de julho de 2007 14:26:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Acho que a bandeirinha Ana Paula Oliveira não seria vaiada ...

sábado, 14 de julho de 2007 14:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O DEM e o PSDB além de denegrirem a imsgem do país com esse tipo manifestação denigrem a si mesmo... eta oposição reles

sábado, 14 de julho de 2007 15:18:00 BRT  
Blogger Frodo Balseiro disse...

Alon
O pior cego é aquele que não quer ver!
Dizer que foi a "elite" que vaiou Lula, é desconhecer o significado da palavra elite. Elite não vai a estádio, muito menos ver abertura de "Pan Rio 2007"!
A foto apontada por você tem outra legenda. Observe o olhar constrangido de Cesar Maia e Sergio Cabral! Lula estava sendo vaiado naquele exato momento! Levantou-se para desafiar os 90.000 contribuintes que diziam com as vaias o que pensavam do Presidente da República!

sábado, 14 de julho de 2007 17:11:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Extrato da população é se fosse um jogo decisivo Flamengo x Vasco (as maiores torcidas do Rio), com ingressos entre 10 e 20 reais.
As últimas informações que vi a respeito é que tratou-se de uma "operação Na vaia" ... puxada por partidários de Cesar Maia — por sinal, estranhamente aplaudido — que ganharam ingressos.
Mesmo assim, as vaias são legítimas, como já disse antes.

sábado, 14 de julho de 2007 18:22:00 BRT  
Anonymous jv disse...

A conta que não fecha é a seguinte, a classe média que vaiou Lula e aplaudiu Cuba é a mesma que vaiou os americanos e aplaudiu Cesar Maia.....tem gato na tuba.

sábado, 14 de julho de 2007 18:43:00 BRT  
Anonymous Caetano disse...

É, podem ter vaiado... mas ninguém gritou "Fora, Lula", como fizeram com FHC. Não é um sinal de progresso?

sábado, 14 de julho de 2007 20:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Que falta de educação, heim? Realmente o governo não dá educação... Que falta de respeito, heim? Realmente o governo não respeita o cidadão (sem saude, sem estradas, sem etc..) Que falta de vergonha nacada, heim? Realmente o governo não tem vergonha na cara (relaxa e goza, etc. etc.). Quer saber? O povo que lotou o maracanã tem o presidente que merece. E o presidente Lula tem o povo que merece.

sábado, 14 de julho de 2007 20:41:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Não é nada, moçada. É só a "desesperada orquestra da oposiçao" tentando fazer alguma coisa, visto que a economia ( o que elege) vai bem, obrigado, a popularidade do Lula se mantém alta e a coisa pra oposição se mantém feia.
Quem conhece o Maia, o "instrutor de Heloísa Helena" sabe como as coisas funcionam. Enquanto isso, a classe média alta continua com seus preconceitos...

domingo, 15 de julho de 2007 03:03:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Lendo alguns comentários aqui, eu tenho certeza de que alguns opinadores vão fazer uma vaquinha prá encomendar uma estátua eqüestre do Lula com uns 10 metros de altura, à la realismo socialista. Que culto à personalidade, meu! Foi só uma vaia no Maracanã.

domingo, 15 de julho de 2007 08:30:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, concordo com a maioria, o público que estava ali fazia parte da parcela estudada e privilegiada da nação. Estudada e mal educada. Não se justifica a vaia ao presidente, ele lá não estava como líder político, mas como Chefe de Estado, para uma participação protocolar. Má educação que se repete, com maior vexame, na vaia a delegações estrangeiras ou mesmo a seus atletas durante as provas. Má educação de quem pronuncia corretamente os plurais, mas não se constrange de expressar com vulgaridade seus desafetos. Má educação de quem confunde autenticidade com grosseria, atitude muito comum em nossas melhores famílias. Mais, julgo que o presidente agiu corretamente quando decidiu não falar, se foi dele a decisão, pois não havia razão para provocar a multidão e prolongar a exposição pública da qualidade da educação que cultivamos por aqui.

domingo, 15 de julho de 2007 13:27:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

"Não se deve dar pérolas aos porcos" ... Acho que não é por aí. Alguns já disseram que político não deve ir em estádio de futebol nem em carnaval. Outros já lembraram que o Lula sempre foi vaiado no Rio de Janeiro (já contabilizaram 11 vaias). Tenho a convicção que este grupo que vaiou não representa um corte de análise de opinião pública no geral (afinal, o ingresso mais barato foi R$ 20,00 - a média foi de R$ 100,00). As últimas pesquisas (Ibope, Data-Folha, Sensus, etc) matém o mesmo índice de aprovação do Lula daquele detectado no 2º turno da eleição de 2006. Ou seja, o Rio ainda aprova o Lula. Minha conclusão que a vaia ao Lula faz parte do deboche carioca, que é característico de sua gente (belo, irreverente, sem compromisso, cômico, circense). Tem o valor de uma vaia numa praça esportiva. Só isso.

Rosan de Sousa Amaral

domingo, 15 de julho de 2007 13:29:00 BRT  
Anonymous luiz lozer disse...

E a vaia continua.....

ontem na hora da entrega das medalhas a equipe de ginástica dos EUA foi vaiada.

Não acredito em claque do PFL, acho que foi falta de educação mesmo.

Pior pra nós.

posso estar exagerando, mas esse comportamento do carioca ta estragando a festa.

domingo, 15 de julho de 2007 13:50:00 BRT  
Blogger Richard disse...

A-D-O-R-E-I.... mas, acredito que não haja motivação política. A galera estava ali desde cedo, deu 17h30 e nada de começar... quando dá 18h aparece o Lula (sempre atrasado) e o espetáculo começa. Se tivesse chegado no horário não acontecia nada.

segunda-feira, 16 de julho de 2007 10:07:00 BRT  

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