terça-feira, 3 de julho de 2007

Tiro ao pato sentado (03/07)

Minha estréia jornalística em campanhas "pela ética na política" foi no impeachment do presidente Fernando Collor. Desde lá -e dentro das possibilidades, procuro manter alguma distância da modalidade, que gosto de comparar a um tiro ao pato sentado. Não condeno quem pratica o tiro ao sitting duck, mas devo admitir que minha experiência no ramo não foi boa. Por isso, não quero repeti-la. Derrubado Collor, percebi logo que o mais pato no caso tinha sido eu mesmo. Eu e muitos outros. Sim, pois, decorrido um tempo, rapidamente os mais radicais da "ética na política" passaram uma borracha naquela bobagem e se uniram ao núcleo duro da base collorista para alavancar a candidatura de Fernando Henrique Cardoso (FHC), cujo único objetivo era derrotar Luiz Inácio Lula da Silva. Aí eu pensei: se vale se juntar ao collorismo para derrotar Lula, é porque Lula deve ser pior do que Collor. Mas, se é assim, por que o pessoal se aliou ao Lula para derrubar o Collor? É de então que vem minha mania de querer saber sempre "o que está por trás" dos periódicos movimentos pela suposta faxina na política do Brasil. Vem dali minha mania de tentar visualizar a luta pelo poder que aparece embrulhada em apelos eloqüentes pela moralidade pública. Lembro bem, por exemplo, de quando o PT se juntou ao PSDB e ao PFL para tentar liquidar o PMDB no interregno entre Collor e FHC. O troféu maior conquistado por aquela aliança foi a cabeça do presidente da Camara, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), servida no banquete que petistas, tucanos e pefelistas montaram juntos na CPI do Orçamento. Era um tempo em que alguns petistas e alguns tucanos sonhavam com a administração conjunta do condomínio do poder. E juntos atazanavam a vida dos adversários. Mas, como disse, para tristeza do PT, o PSDB achou que poderia governar sozinho, contanto com a velha e boa aliança conservadora que sempre deu as cartas no Brasil. E o PT ficou chupando o dedo. E restou ao PT se agarrar novamente à "ética na política", agora para infernizar o governo FHC. Mas o tucano foi esperto e competente o suficiente para abafar as ameaças de CPI. Também por isso conseguiu governar democraticamente e entregar um país melhor ao sucessor. Já Lula escapou no primeiro mandato porque nem tucanos e nem pefelistas tiveram a coragem de enfrentá-lo na rua. Foram quase dois anos de crise sem que a oposição conseguisse juntar meia dúzia de gatos pingados para exigir "Fora Lula!". Agora, temos os dois primeiros eventos "éticos" do segundo mandato de Lula. O caso do senador Joaquim Roriz é complicado, para ele mesmo. Houve uma partilha de dinheiro suspeito. É um fato. No caso do senador Renan Calheiros não há, a rigor, uma acusação. Há a suspeita de que ele recebia dinheiro de uma empresa privada para pagar despesas pessoais. E há a suspeita de que o senador usou atividades agropecuárias para simular negócios que justificassem seus rendimentos. Tem gente que acha razoável cassar um mandato popular (e deixar esse alguém inelegível por uma década) com base em suspeitas. Eu não acho. Não creio que essa, digamos, flexibilidade doutrinária diante do estado de direito seja um preço razoável a pagar pelo expurgo sistemático de políticos momentaneamente lançados no index por quem domina (ou tenta dominar) a informação no Brasil. Eu olho por aí e não vejo nenhum país civilizado em que seja hábito cassar periodicamente mandatos por algo tão maleável quanto a nossa "quebra de decoro". Para o meu gosto, essas coisas deveriam ser investigadas pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Federal (PF). Depois, julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Talvez não seja um sistema ideal, admito. Mas é inegável que investigações pela PF e pelo MP e julgamentos pelo STF têm em tese mais isenção do que investigações políticas e julgamentos políticos protagonizados por adversários políticos do(s) réu(s). Além do mais, a mudança seria boa para a atual oposição. Que, desprovida do recurso ao golpe de mão, finalmente poderia se concentrar na importante e sempre adiada tarefa de descobrir como ganhar eleições.

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29 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

A oposição melhor faria ,e FHC,principalmente, se tomassem conhecimento do artigo publicado por Felipe Gonzales, ex-primeiro ministro espanhol,no "EL País":"A aceitabilidade da derrota".Bem mais importante,que as afirmações contínuas e ocas de apreço a democracia.

terça-feira, 3 de julho de 2007 11:30:00 BRT  
Anonymous Richard Lins disse...

Brilhante artigo, Alon. é por isto que freqüento este blog, para descobrir "o que está por trás" dos movimentos políticos.
É interessante saber os verdadeiros motivos que dirigem os passos dos políticos envolvidos no caso Renan.
Só não concordo que "não existe nada provado". Quero ver vc conseguir um crediário em qq lugar apresentando comprovantes de renda de empresas que não existem. dÚVIDO!

terça-feira, 3 de julho de 2007 11:35:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Eu tenho uma idéia para a oposição ganhar eleições:

- pela ética na política, contra a reforma da previdência, contra o neoliberalismo, pelo fim dos juros altos, aumento para o funcionalismo público, pelo direito de greve!!!

terça-feira, 3 de julho de 2007 12:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Brilhante!

Cristiano Medri - biólogo

terça-feira, 3 de julho de 2007 16:05:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,
quando vc. descobrir o "que há por trás dos movimentos políticos", por favor, conte para nós e para todo o mundo. Por ora, fico com o cherchez la fémme, ou pra onde foi o dinheiro. Sempre funcionam...
Sds.,
de Marcelo.

terça-feira, 3 de julho de 2007 17:43:00 BRT  
Anonymous Ana disse...

Essa sensação de que somos patos não é apenas sua mas acredito que de uma boa parte da população.
Parabens pelo texto.
Ana Acevedo

terça-feira, 3 de julho de 2007 17:47:00 BRT  
Anonymous Fernando Trindade disse...

Para mim é mais ou menos como o Alon relatou. Faço uma ressalva e registo uma dúvida. A ressalva quanto à análise do Governo FHC. Não foi só por competência e esperteza que FHC conseguiu escapar das cpi e levar a bom termo o seu governo. Seria um erro não fazer referência ao apoio que FHC sempre teve da Grande mídia (que atua como oposição agressiva a Lula) como importante fator que ajudou à sua gestão.
A dúvida é quanto repassar para a Justiça comum casos que envolvem o decoro parlamentar. Levaria a uma espécie de politização inadequada do Judiciário, que não me parece desejável. Assim, apesar de tudo, talvez seja melhor em princípio deixaria como está. At.Fernando Trindade

terça-feira, 3 de julho de 2007 18:00:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Não tem jeito! O Brasil é o Brasil pq falta-nos coragem para darmos uma bela guaribada na nossa Nação.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 02:22:00 BRT  
Anonymous trovinho disse...

E também o MPF de então agiu dentro dos "costumes" desde Dom Pedro e o Poder Moderador.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 03:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

No caso do senador Renan Calheiros não há, a rigor, uma acusação.

A rigor, há sim. Quebra de decoro.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 04:11:00 BRT  
Anonymous Outro Anônimo disse...

Anônimo, quebra de decoro não é acusação, é pretexto.Isso já está claro.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 04:40:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Bom texto. Mas, ainda não deu para entender ou perceber, qual grande poder oculto ou nem tão oculto é realmente ou faz realmente oposição. Menos ainda insuflação a quebra da ordem democrática: alternância de poder via eleições periódicas livres. Aspectos que, parece, só valerem quando não se empunha a caneta e têm-se diário oficial. Ou a capacidade de engendrar no imaginário, monstros terríveis, oniscientes, onipresentes e ubíquos.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 09:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

É bom passar a usar estrofes nos seus posts.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 09:15:00 BRT  
Anonymous Antonio Lyra Filho disse...

Poucas pessoas foram tão objetivas com relação a crise do Senado.
Realmente, que contra Renan Calherios não, existe provas, mas suposições.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 09:49:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, você coloca o dedo na ferida quando mostra que as disputas éticas, protagonizadas na arena política, pouco têm a ver com o objetivo de promover o comportamento integro, mas está completamente a serviço da disputa partidária, do jogo político. Provavelmente, a percepção desse fato por parte do eleitor ajude em muito a explicar porque escândalo nenhum prejudica a popularidade do presidente. Porém, mais importante do que enxergar a disputa política atrás da reivindicação ética é perceber o que permite desvirtuar a questão ética: a total inoperância do poder judiciário (O Globo do último domingo dedica várias páginas aos casos não resolvidos). Veja que esse fato ajuda a entender ambos os lados da questão: por um lado, facilita o delito – de fato, quase o impõe, porque em jogo altamente competitivo dificilmente se ganha sem se recorrer a todos os recursos disponíveis, e como o delito faz-se lícito... –, por outro, torna a acusação um jogo fácil e irresponsável, já que nada será apurado e tudo se resolverá “politicamente” a favor de quem eventualmente disponha da maioria dos votos que podem resolver a disputa (aliás, se é para resolver “politicamente”, a cada legislatura a maioria poderia reunir-se e defenestrar a minoria). A supremacia do poder judiciário sobre os demais decorre de ser impermeável à soberania popular e, de fato, não dever explicações a ninguém: um poder formado exclusivamente por especialistas admitidos em concursos, além de ser o mais ineficiente (trata-se de eufemismo) é, muito provavelmente, o mais corrupto, já que toda delinqüência precisa encontrar uma forma de contornar a lei. Se o judiciário não funciona, não há estado de direito, e nossa democracia não pode ser muito mais que uma farsa. Enquanto isso, a mídia nos entretém com o circo dos escândalos. Você está certo Alon, o julgamento de parlamentares não pode ser feito pelos próprios parlamentares, mas precisa ser feito, com as responsabilidades sendo atribuídas em tempo hábil. Quanto a cidadania, se quiser deixar de ser joguete em toda essa estória, é preciso que volte sua atenção ao funcionamento da instituição que tem a obrigação de esclarecer os eventos.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 10:36:00 BRT  
Blogger Cesar Cardoso disse...

Os doutos próceres da oposição aceitam uma idéia? Então vamos lá.

Em vez de ficar nessa coisa chata de procurar provas, simplesmente digam que a quebra de decoro foi o senador não ter usado camisinha na hora do tcham-tcham-tcham com a jornalista. Pronto. Poupa o país desse espetáculo.

Ah sim. O Alexandre Garcia, hoje no "Bom Dia Brasil", disse que não importa quem deu o dinheiro pro lobista, o fato do lobista ter dado o dinheiro ao Renan é suficiente. Sei que chamar o Alexandre Garcia de anta é ofender os pobres animais, mas se alguém quer saber porque a corrupção virou endemia no Brasil, taí um bom início de pesquisa. E viva a CPI dos Corruptores, que nunca sai e nunca sairá.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 12:18:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Por essas e por outras esse blog vale a pena. Não se deixa pautar pela regência das manchetes.
As campanhas "pela ética na política" são um tanto inglórias no Brasil, pelo cinismo de quem as promove. Vivemos a contradição de querermos fazer a coisa certa, mas sem que sejamos massa de manobra do cinismo alheio.
A corrupção é como a dengue. Se não controlar a infestação do mosquito, vira epidemia cíclica e crescente ano a ano. Por isso considero importante o impedimento do Collor, a CPI dos anões do Orçamento. Conteve um crescimento desenfreado. Novos escândalos vieram, mas teria sido bem pior se nada tivesse sido feito.
Avalio que fez muita falta uma CPI de grandes proporções nos 8 anos de FHC. No governo Lula, a CPI dos Correios e a atuação da Polícia Federal e MP foi um divisor de águas, que destruiu umas e conteve outras estruturas corrompidas antigas e nascentes.
Eu nunca pensei que um dia eu pudesse torcer pelo Renan Calheiros, mas hoje eu ingloriamente torço para que ele continue enfrentando o cinismo, seja através da resistência, seja através da retaliação. Não porque eu goste dele (muito pelo contrário). É porque será um fato novo, deixar os denuncistas desmascarados, tendo que provar suas denúncias, ou se exporem ao que fazem de fato: uma guerra política, cujo discurso ético é apenas uma arma, e não alvo a ser conquistado. Seria a segunda derrota da aliança grande imprensa + oposição. A primeira foi na reeleição de Lula.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 16:11:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Acho incrível como tem gente que põe a culpa de tudo na imprensa. Esse povo me faz lembrar da estória da mulher feia que quebrou seu espelho. Não ficou mais bonita, asseguro.
Se a imporensa fosse assim tão poderosa e tão direitista como afirmam esses caras, como é que o Lula ganhou duas eleições? Ou a imprensa não é tucana, ou não é poderosa. Escolham.
Sds.,
de Marcelo.
Em tempo: a análise do Alexandre Garcia é válida. Se o lobista deu dinheiro a Renan, caracteriza-se a corrupção. A origem anterior do dinheiro torna-se desimportante.

quarta-feira, 4 de julho de 2007 16:15:00 BRT  
Blogger JV disse...

Alon, boas noites.
A minha mãe tem uma teoria: o Collor só caiu porque traiu a classe média com o confisco da poupança depois de afirmar em campanha que, isso, ele não faria (ao mesmo tempo em que a imprensa induzia o eleitorado que este era o intento do Lula). O julgamento político do Collor foi balizado pelo abandono de seu eleitorado e alimentado pela imprensa cujo projeto de estado se pretendia mais "modernizador" que o do neocoronelismo alagoano, que passava por cima das negociatas dos partidos. O resto é história - os grêmios políticos (não são partidos, a rigor, mas condomínios de interesses) acomodaram-se em suas vocações privadas, inclusive o PT, que só por "azar" ainda não completou a ocupação burocrática do Estado. Eppur si muove...

quarta-feira, 4 de julho de 2007 21:16:00 BRT  
Blogger JV disse...

Alon, by the way, acabei de ler que o Roriz renunciou. E assim, a ficha dele fica limpinha...
Abraço,
José Vaidergorn

quarta-feira, 4 de julho de 2007 22:41:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

belo comentario. espero que vah tqmbehm para o papel.
ignotus

quinta-feira, 5 de julho de 2007 06:26:00 BRT  
Blogger Vera disse...

Eu gostaria que alguém me explicasse onde se acham as definições de "decoro", de "quebra de decoro", que devem, ou deveriam, reger o julgamento dos membros do Conselho de Ética. Aliás, se há um Conselho de Ética, supostamente existe um parâmetro de ética política, mas quais são seus critérios? Sem essas definições, claras e explícitas, não há, não pode haver, na minha modesta opinião, um julgamento isento e imparcial, como convém aos julgamentos numa democracia. Dizer que o Conselho de Ética fga um julgamento "político", também é outra ambiguidade de categoria: o que é um julgamento "político" e qual seu oposto, um julgamento legal, segundo as regras da lei? Isso quer dizer que o julgamento "político" depende do jogo de forças políticas no Conselho de Ética, que a condenação de perda de mandato de um parlamentar eleito, para o bem ou para o mal, em votação popular, legal e legítima, depende da posição ou da avaliação do grupo político predominante em cada situação? Ou depende das pressões da mídia a favor ou contra um determinado parlamentar, mídia esta que ainda se dá ao luxo de afirmar que enuncia a "voz das ruas" - quem a pesquisou, quem a ouviu? Não sou a favor do senador Calheiros, nunca votei nele, não gosto dele, mas ou este país tem regras ou fica tudo dependendo de quem grita mais alto. Aliás, atualmente quem grita mais alto são os juízes do STF, que até se dão ao luxo de soltar bingueiros, como fez ontem.

quinta-feira, 5 de julho de 2007 09:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O Senador Renan, disse que "querem o Lula e não ele". Então ele deve explicar que raios o Lula tem a ver com seus (dele, Renan, lógico) bois e pensões alimentícias. Mais uma vez a velha tática de semear a paura de golpe e não importar-se com a degringolada das instituições, uma após outra. Golpe de quem em quem, mesmo?
Sotho

quinta-feira, 5 de julho de 2007 10:25:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Mataram o primeiro pato. Pobre Roriz.

quinta-feira, 5 de julho de 2007 11:09:00 BRT  
Anonymous DUCK KILLER disse...

O pato vinha cantando alegremente, qüém, qüém,
quando um marreco sorridente
BUM!
MATOU O PATO.

quinta-feira, 5 de julho de 2007 12:25:00 BRT  
Anonymous Kitagawa disse...

Se se pode afirmar que o que está por trás dessa "perseguição" ao Renan são meros interesses políticos, o mesmo se pode dizer da sua "defesa". Posso dizer que isso tudo não tem nada a ver com ética, é mera briga de torcida, e você já tem seu time do coração ao dizer que não há nada que o denuncie.

Existe fortes indícios de que uma empreiteira bancava despesas pessoais suas. Renan não conseguiu provar que o dinheiro era dele. Mas tentou provar que tinha rendimentos suficientes. E ao fazer isso vieram fortes indícios e que mantém um negócio de fachada. Se isso não é nada... Não entendo os que acham que a situação do Roriz é complicada, mas a do Renan é tranquila. Ok, talvez isso não seja o bastante para a cassação, é preciso investigar mais, mas com certeza é o suficiente para que ele se licencie da presidencia do senado.

quinta-feira, 5 de julho de 2007 15:30:00 BRT  
Blogger Briguilino disse...

O que está por tras desta parceria Psol e Demos tá mais que obvio, tá uLULAnte.
Mas coitadinhos faz pena não saber perder.

quinta-feira, 5 de julho de 2007 16:31:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Já estou com o coro grosso neste guerra dos políticos e da opinião publicada. Finjo que acredito na maior parte do tempo. Para este pobre cidadão que vos escreve, este embate em torno do Renan é politicagem rasteira, é luta pelo poder que envolve políticos e a opinião publicada.

Rosan de Sousa Amaral

sexta-feira, 6 de julho de 2007 23:23:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Realmente , julgamentos pelo STF talvez seria o ideal , porém , acho que você esqueceu a real situação da corte suprema no Brasil. Lhe pergunto , quantos políticos foram condenados pelo STF em toda a sua História? E nos últimos 20 anos?

sábado, 7 de julho de 2007 01:05:00 BRT  

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