segunda-feira, 18 de junho de 2007

Um ovo de Colombo de três deputados do PT (18/06)

Apareceu uma boa idéia do meio do debate sobre a reforma política. É dos deputados petistas Reginaldo Lopes (MG), Carlos Zarattini (SP) e Paulo Teixeira (SP). De tão simples chega a ser óbvia. O voto na legenda para deputado ou vereador contaria para a lista ordenada pelo partido. Já o voto dado ao candidato contaria para a lista ordenada pelo eleitor. E o partido elege deputados da sua lista e da lista do eleitor na proporção dos votos de legenda e nominais que obtiver. A emenda dos três parlamentares pode ser baixada clicando aqui. Vejam que interessante. Se o eleitor vota na legenda ele delega ao partido a decisão de quem eleger. Se ele vota em um nome, quer esse direito para si. Será que os caciques vão topar? O voto de legenda é em geral uma fração pequena da votação obtida pelo partido.

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14 Comentários:

Anonymous José Augusto disse...

A idéia é boa. Só falta uma coisa: e o financiamento público? Será para o partido ou para os candidatos individualmente?
Parece que o Ronaldo Caiado está defendendo que a lista partidária teria financiamento público (não sei se exclusivamente público). As candidaturas avulsas teriam que se virar com doações de campanha.

segunda-feira, 18 de junho de 2007 21:30:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Podem desistir, propostas racionais não têm futuro no Brasil.
De Gaulle tinha razão!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2007 22:59:00 BRT  
Blogger ppaliteiro disse...

A idéia dos três deputados poderia funcionar em grandes estados onde a votação em legendas pode chegar a uns...5%? 10%? 15%? elengendo no maximo 4? 7? 10? deputados (no máximo de 70), mas em estados menos populosos se elegeria 1? 2? Sinceramente não vejo relevância nessa mudança

Não concordo que todas as cadeiras tenham que ser definidas pelos partidos deve haver uma abertura inclusive para grupos minoritários dentro dos partidos.

O voto distrital configura a pior escolha, pois a briga na confecção dos distritos seria infindavel alem de suprimir minorias relevantes que se encontram pulverizadas como os verdes por exemplo e a tendência a formação de um bipartidarismo burocratico e sem ideologia.

O distrital misto não muda muito esse quadro, apenas atenua alguns dos seus problemas

No entanto o sistema atual é muito individualista, candidatos tem que disputar recursos para custear campanhas personalistas sem discussão programática. Lembremos da propaganda obrigatória da última eleição. Só havia discussão programática nos cargos executivos majoritarios.

Considero a melhor opção a que chamo de "voto duplo". Um voto na lista pre-ordenada e o segundo num candidato da lista aberta. A porcentagem da divisão pode ser 50-50 e onde o número de cadeiras for impar fica com a cadeira restante a lista com mais votos válidos totais.

terça-feira, 19 de junho de 2007 02:59:00 BRT  
Anonymous Vladimir disse...

Acho que a idéia poderia ser melhorada.Todos aqueles que conseguissem a partir do quociente eleitoral se eleger independentemente do partido teriam suas vagas garantidas.Já o restante,inependente do número de votos conseguidos,somariam a legenda e a partir disto seguiria-se a lista partidária.

terça-feira, 19 de junho de 2007 10:23:00 BRT  
Anonymous taq disse...

Sou favoravel ao voto distrital, tem seus problemas tem , mas acredito que aproxima e muito o deputado do seu eleitor, alem de facilitar o chamdo recall.

As listas flexiveis tem um grande problema operacional a meu ver, fazer o eleitor ordenar as listas como ele quer vai ficar meio dificil pela operacionalização do voto e o tempo, hoje onde votamos em apenas um candidato por cargo ja demoramos uma enormidade imagina o eleitor reordenando uma lista, ferrou-se.

O distrital misto poderia faclitar também com uma parte sendo eleita por por lista no estado e outro no seu distrito.

Tambem acho que as campanhas ficariam mais baratas com o distrital visto que a campanha se restringiria a um espaço delimitado e facilitando para candidatos mais identificados com a região.

terça-feira, 19 de junho de 2007 10:52:00 BRT  
Blogger Julio Neves disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

terça-feira, 19 de junho de 2007 11:04:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Agora que li o projeto, ele prevê que a campanha seja feita apenas pelos partidos e não individual. Isso viabiliza o financiamento exclusivamente público, que eu acho fundamental para tirar o peso do poder econômico.
Quanto à atual situação do voto em legenda ser insignificante, não significa que nas novas regras continuarão assim.
Porque o eleitor terá que votar na legenda (na lista) primeiro, e o voto nominal será em seguida e opcional. Só isso deve aumentar o voto na legenda (na lista) e diminuir o nominal.
Segundo, porque as campanhas de massa, sendo feitas pelo partido, tenderá a valorizar o partido, o programa do partido e não os nomes dos candidatos. A disputa nominal dos candidatos se dará pela militância de cada um em suas bases eleitorais e não na propaganda em massa.

terça-feira, 19 de junho de 2007 11:21:00 BRT  
Anonymous Richard disse...

PERFEITO!!!! Assim fica legal para todos. Para as pessoas que não sabem em quem votar, e não precisam escolher qq mané, e também para quem tem certeza de quem quer eleger.
Fica só faltando o voto facultativo pra ser a 8ª maravilha!

terça-feira, 19 de junho de 2007 11:27:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Talvez funcionasse se a lista tivesse sempre o primeiro candidato, e fosse alternando com as votações pesooais até completar a quota. Doutra forma, é seis por meia dúzia.
Ignotus

terça-feira, 19 de junho de 2007 11:31:00 BRT  
Anonymous Luiz disse...

Por que não um tipo de voto distrital misto em que os eleitores votariam nos candidatos dos distritos e na legenda do partido na parte proporcional?

Os candidatos nos distritos até poderiam também constar da lista da legenda.

terça-feira, 19 de junho de 2007 11:37:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A lista fechada exigirá democracia dentro dos partidos. Pode dar certo. Uma alternativa seria manter o sistema atual, mas exigindo um exame prévio de seleção, livrandos-nos dos inidôneos, dos criminosos e dos idiotas. Também seira preciso proibir mais que uma reeleição.

terça-feira, 19 de junho de 2007 13:57:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Sei não. Parece que continua a força do caciquismo. O caciquismo vai impor os nomes da lista do partido (onde carrearão votos de legenda) e os nomes de maior peso interno, na concepção e interesses deles, para serem trabalhados com vantagens na busca do voto do eleitor.
Sotho

terça-feira, 19 de junho de 2007 14:16:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, a proposta me parece que busca apenas complicar, para deixar tudo igual. Especialmente, continuaríamos todos sem saber ao certo em quem estamos votando. Mas aderindo à idéia de que negociar é fazer uma mistura das coisa (particularmente prefiro a lista fechada) eu tenho uma proposta que me parece juntar o que pode haver de bom nas propostas de voto nominal e lista fechada. È simples, estariam eleitos os candidatos que alcançassem o coeficiente eleitoral por si mesmos (votos válidos/ número total de cadeiras), independente dos votos alcançados pelo partido, e as cadeiras restante, na ordem das listas fechadas pré-definidas pelos partidos (na proporção dos votos recebidos por cada partido). Com isso, o voto nominal ou elegeria o candidato que nomeia ou não elegeria ninguém, acabaria com candidatos eleitos com poucos votos e não eleitos apesar de muito votados. Sugiro ainda que se dê total liberdade ao eleitor, desvinculando os dois votos: ele votaria num partido e num candidato que não precisaria pertencer àquele partido, o voto nominal não seria contado para o partido. O voto também poderia único, como hoje: se na legenda, contaria para a lista fechada, se nomeasse um candidato seria contado para o candidato apenas se este fosse eleito, e para a lista fechada do partido para o preenchimento das cadeiras que restassem. Também não se saberia a priori o que elegeria mais, se os votos nominais ou as listas: em um extremo, se todos os votos fossem para um único candidato, apenas ele seria eleito por esses votos (hoje seu partido ocuparia todas as cadeiras em disputa), e as cadeiras restantes seguiriam as listas fechadas, se um número de candidatos igual ao de cadeiras recebesse um volume de votos igual ao coeficiente eleitoral cada um, todo o órgão legislativo seria eleito pelo voto nominal e ninguém pelas listas.

quarta-feira, 20 de junho de 2007 14:05:00 BRT  
Blogger Julio Neves disse...

Neste site, http://www.documentoreservado.com.br/, encontrei uma pesquisa que até este momento indicava:

O que você acha da lista fechada, na qual o eleitor vota no Partido e não nos candidatos, que está incluída na reforma política?

Excelente 16,67%
Bom 10,00%
Ruim 3,33%
Péssimo 70,00%
Não sei 0,00%

quinta-feira, 21 de junho de 2007 11:49:00 BRT  

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