sábado, 2 de junho de 2007

Sobre a fisiologia e os papagaios (02/06)

Há anos o Congresso Nacional aceita passivamente ser comparado a um covil de larápios, a um depósito de parasitas, a um amontoado de aproveitadores, a um quisto de inúteis que geram despesas para o país e não devolvem nada. Vamos esclarecer desde já: eu não concordo com essas comparações e repilo a perseguição sistemática que o Legislativo sofre desde que o Brasil se redemocratizou, há mais de duas décadas. E eu lamento constatar que a imagem do Congresso, depois de mais de vinte anos de linchamento udenista sistemático, esteja tão ruim. Mas ontem, finalmente, o Congresso reagiu. Chamar de fisiológico, mensaleiro, sanguessuga, parasita, isso pode. O que não pode é fazer como o presidente Hugo Chávez: dizer que o Senado brasileiro é um papagaio do Senado americano. Evidente que a manifestação de Chávez foi completamente inadequada. E o Brasil deixou claro seu desagrado com o que disse o presidente venezuelano. Adequado teria sido Chávez mandar a chancelaria venezuelana protestar formalmente contra a decisão do Senado brasileiro de se imiscuir nos assuntos internos da Venezuela, quando pediu a renovação da concessão da RCTV. Aliás, o Senado só aprovou essa posição porque o presidente é Luiz Inácio Lula da Silva, sob o qual o Congresso navega à deriva. Estivesse Fernando Henrique Cardoso no Palácio do Planalto e o Executivo daria um jeito de bloquear uma moção com esse conteúdo. Em nome dos interesses nacionais -que incluem manter boas relações com os vizinhos e não se meter na vida deles. Mas, como o governo é do PT e a oposição (oposição?) congressual não tem a mínima idéia do que fazer neste e nos próximos anos, o acaso, o oportunismo e a improvisação prevalecem. PSDB e DEM acordaram de seu sono profundo para ter a bela idéia de meterem o Senado brasileiro na disputa política interna da Venezuela. Contaram para essa ação com a ajuda dos governistas sempre ansiosos para dar uma demonstração de bom-mocismo à imprensa. Eis a origem do problema. O resto é conseqüência. Aliás, parece que o próximo passo de tucanos e demos será trabalhar para tentar excluir a Venezuela do Mercusul, com base na tese de que em Caracas não vigora a democracia. Para sorte nossa, é provável que a manobra tucano-pefelista dê em nada. Ainda bem. Pois seria tentar aplicar a Chávez a mesma política fracassada que os Estados Unidos aplicam a Fidel Castro há meio século. Leia Se querem copiar os americanos, copiem nos acertos, de um ano atrás. O post abre assim:

Por qualquer critério que se use, Cuba é o maior fracasso da política externa dos Estados Unidos. Mesmo o Vietnã, de onde tiveram que sair com o rabo entre as pernas, é hoje um país cada vez mais amigo de Washington. O Iraque, uma ação militar na qual os americanos parecem imobilizados na areia, deve completar seu processo político atual com o estabelecimento de um governo no mínimo não hostil a eles. Cuba não. Daqui a pouco menos de três anos, Fidel Alejandro Castro Ruz, se estiver vivo, alcança meio século no poder. A despeito de toda a vontade que os Estados Unidos têm de que se vá. Nesse período, dez presidentes já passaram pela Casa Branca. Um acabou morto a tiros (John Kennedy). Um renunciou em meio ao processo de impeachment (Richard Nixon). Um desistiu da reeleição (Lyndon Johnson). Três não se reelegeram (Gerald Ford, Jimmy Carter e George Bush, pai). Até a União Soviética já deixou de existir, mas Fidel continua firme em sua cadeira. (Continua...)

E depois se espantam quando as pesquisas dão a popularidade de Lula lá em cima. O nosso governo pode até não ser aquela brastemp. Mas, comparado com a nossa triste oposição (oposição?), vocês hão de convir que ele dá de dez.

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16 Comentários:

Blogger Frodo Balseiro disse...

Dizer que Cuba é o maior fracasso da diplomacia americana é desconhecer que os dos paísas não mantém relações diplomáticas!
Como então pode haver fracasso nas relações?
De mais a mais Cuba é uma ditadura abjeta, ninguém perde nada por não se relacionar com Cuba.
5o anos de exclusão do mundo, de limitação de idéias, energia, comida, informação!
50 anos de perseguição aos oponentes, prisões cheias, gnte fugindo para Miami!
Aqui prá nós, não se relacionar com Cuba não faz falta a ninguém.

sábado, 2 de junho de 2007 08:04:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Talvez, só talvez, porque o próprio Parlamento se reconheça "um covil de larápios, um depósito de parasitas, um amontoado de aproveitadores, um quisto de inúteis que geram despesas para o país e não devolvem nada". Não estou dizendo isso com tom jocoso! Mas como o Congresso brasileiro não se acha (e não é) papagaio do americano, ele se ofendeu.

sábado, 2 de junho de 2007 08:05:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, a bem da verdade, essa imagem de parlamento "covil de larápios" vem desde os tempos do Império. É apenas uma figura de retórica de quem ainda não tomou o poder e subjugou esse mesmo parlamento. A pretexto de eliminar o covil, acaba matando o sonho de democracia. Nada como o discurso de um demagogo para começar uma ditadura...
Sds., de Marcelo.

sábado, 2 de junho de 2007 09:20:00 BRT  
Blogger Luiz disse...

Alon, uma pequena correção, que não invalida em o teor do seu post. Não foi apenas por falta do que fazer da oposição e bom-mocismo dos governistas. "Legislaram" em causa própria e instinto de sobrevivência, pois o Sarney, Lobão, Jereissati, Crivela, Roseana, ACM e tantos outros têm "interesse" em canais de TV em seus respectivos estados. Ou não tem?

Imaginemos que a moda de se não renovar mais as licenças pega ?

sábado, 2 de junho de 2007 10:00:00 BRT  
Blogger Cesar Cardoso disse...

Frodo: o fracasso americano em Cuba ocorre não só porque Fidel está há 50 anos no poder, não só porque Raúl ou então algum jovem continuará com o regime, mas porque a alternativa ao regime atual está em Miami e têm cada vez menos representatividade dentro da ilha.

luiz: claro que quem tem tem medo.

Ficou claro que a maneira que o governo cassou a RCTV foi um erro tático crasso que só serviu para rearticular e dar uma bandeira à moribunda oposição venezuelana. Não precisava o Senado brasileiro dar a Chávez uma chance de pegar um discurso de 'bom-mocismo', de rejeitar interferências externas na Venezuela. O Congresso brasileiro deu a Hugo Chávez exatamente aquilo que ele quer: briga.

sábado, 2 de junho de 2007 11:44:00 BRT  
Anonymous sérgio disse...

Me lembro de Peter Sellers em O Rato que Ruge: Um paiseco declara guerra aos EUA, porque quer ser agraciado com as benesses do pós-guerra para a Alemanha e o Japão. A lógica era essa: Alemanha e Japão perderam a guerra para os EUA e são hoje países ricos e desenvolvidos. Façamos guerra aos EUA e percamos. Daí...
O pior para Cuba é que ganharam...mas ao contrário do Vietnã, tinham um impedernido anti-americano no poder: Fidel.
Deu tudo errado para eles...hehehe!
Acontece agora com a Venezuela.

sábado, 2 de junho de 2007 12:07:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Compare a imagem do Congresso com a da Polícia Federal. Há 30 anos a imagem da PF era de uma polícia política do Estado repressora, que o cidadão comum temia. Hoje, reformulada e legalista, atuando como polícia judiciária de fato, junto com o Ministério Público, é a imagem mais visível do combate à corrupção, ao crime organizado e a impunidade, que o cidadão comum aplaude, porque está vendo-a agir em direção à defesa de seus interesses.
O má imagem do Congresso Nacional é mero reflexo dos próprios atos de seus membros. O distanciamento entre o que fazem os eleitos e o interesse dos eleitores é muito grande no legislativo. Há uma verdadeira crise de representatividade. O Congresso precisa reformar-se e muito, combater o corporativismo, elevar seus padrões de conduta, se quiser resgatar prestígio, e evitar atentados aventureiros contra sua dissolução.
Na minha opinião, só não devem acontecer crises e tentativas de ruptura institucionais, porque a economia caminha bem. Houvesse crise econômica e social grave, haveria ataques ao executivo, mas, com certeza, ao legislativo também, seja por golpe, seja por revoltas populares por reformas; como aconteceu na Venezuela, Bolívia e Equador, e não aocnteceu no Peru, onde a economia vai bem.
É engraçado ver veículos de imprensa criticando Lula por tentativa de "Chavezinação". Não se dão conta que devemos o ambiente institucional estável de hoje, em grande parte, à boa gestão Lula-Palocci.
Bem lembrou o Luiz no comentário acima do corporativismo dos congressistas também "donos" de concessões de TV's. Além disso, discursos inflamados no Congresso de solidariedade à RCTV vem bem a calhar para desviar as atenções, em tempo de operação Navalha e Octopus, tanto quanto dossiês Renan. Quando Chavez bate boca (como era calculadamente previsível), o sucesso do diversionismo é plenamente alcançado.

sábado, 2 de junho de 2007 12:41:00 BRT  
Anonymous Román disse...

Bravo! A análise brilhante, sintética e espirituosa voltou! Essa retórica acusatória que ridicularizava caricaturalmente posições que discordavam do insigne blogueiro (votei em você!) devem ser tidas como um soluço de adaptação aos novos tempos...Parabéns!
Román

sábado, 2 de junho de 2007 12:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Bom eu aho que o Chavez está mais que certo em não renovar com o canal de TV. Fiquei pasma quando vi o movimento para a renovação, os que são contra o que Hugo Chavez fez, e um cartaz inútil leio que Novela é vida. Imagino o quanto de dinheiro público essas emissoras usam do governo, é dinheiro que deveriam estar na educação, na saúde e na segurança.

sábado, 2 de junho de 2007 13:47:00 BRT  
Blogger alberto099 disse...

Caros Alon e Marcelo, não se trata apenas de retórica, nem o linchamento udenista é vazio de conteúdo. Faz parte de nosso sistema político macaquear uma democracia ocidental para encobrir a dominação de uma oligarquia “tipo” aristocrática. Enxovalhar o legislativo é parte desse teatro, mas também garantir as condições de eleição de parlamentares que fazem jus á fama. Essa garantia se dá de duas maneiras (até onde posso ver), pela operação de um judiciário inepto, que demonstra uma surpreendente incapacidade de apurar responsabilidades (mas que, como parte alta da aristocracia, sempre contou com reputação muito superior ao legislativo) e por meio de um sistema político-partidário amorfo, incapaz de dar voz às questões que mobilizam a sociedade, e sempre se resolve em personalismos. Não por acaso “oportunismo e a improvisação” prevaleçam na condução das oposições (oposição, como sempre, à pessoa do presidente e não ao seu programa de governo, que é sempre parecido ao programa da oposição, se fosse governo), e isso pouco tem a ver com a maior ou menor atenção dedicada pelo presidente (sempre terminamos na pessoa do presidente, não é?) a questões menores.

sábado, 2 de junho de 2007 14:10:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Román, vc acha mesmo que eu andava mal-humorado? Talvez sejam certas polêmicas que me deixam de mau-humor...

sábado, 2 de junho de 2007 18:33:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Muito bem colocado, Alon. Mas esse negócio de ler blog é engraçado. Difícil direcionar a discussão agora que a globalização midiática vulgarizou qualquer debate. Fidel é ditador, Chávez é ditador, não-sei-quem é terrorista -- e pronto!
A questão é tão simples e suscita uns enviesamentos que não se compreende.
Lógico que Cuba é um fracasso da diplomacia norteamericana. Isso independe de manterem residência de embaixadores um na casa do outro!
E, infelizmente, é necessário constatar que o senado brasileiro, certamente embalado pela histeria midática em causa própria, pisou na bola e se imiscuiu nos problemas de um país vizinho de maneira absolutamente indesejável. Toda a negociação com a Bolívia, o tato com o Paraguai e vão pisar tão infantilmente.
Lógico que o Chávez perdeu uma boa ocasião pra não botar lenha numa fogueira tão ingrata, mas aí a bobagem já estava feita.
Parece que o debate com o Fidel estava de melhor nível. Aliás, nunca vi um caricatural ditador latinoamericano menos caricatural ditador latinoamericano. Levou um papo sobre o metanol de leve, deu sua opinião, tá lá convalescendo (nos sonhos de alguns, morrendo), de vez em quando bota dois milhões de pessoas pra passear pela costanera lá deles (como é que chama, mesmo?) e, ao que parece, ao contrário do que de vez em quando aparece no jornal, não tem dois milhões de dólares depositados no exterior. A grana toda vai pro Peter Sellers e Cuba fica apenas com a dignidade, emprestando médicos qualificadíssimos pra todo mundo.

Seria eu uma Velhinha de Taubaté em relação à esquerda?

Mas diga lá, caro Alon, abre teu coração!, que polêmicas te deixam de mau humor? Talvez seja melhor voltar a elas, discutir a relação, acertar as coisas, voltar às boas com o mundo, até pra animar um pouco, eia, sus! Porque nesta coisa de Chávez o debate não tá saindo do discurso da Ve, ops -- não pode falar mal só de jornalistas ou dos próprios órgãos da imprensa também não?

Abs anônimos,

Anônimo

sábado, 2 de junho de 2007 21:46:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

E só pra completar, caro Alon. Em março de 1995, Fidel Castro resolveu passear. Ele e mais cento e tantos chefes de Estado (FHC não foi mandou Paulo Renato). Era um tal de primeiro-ministro, presidente, rei pra lá e pra cá, um ou dois ditadores (que ditador também é filho de Deus), e todo mundo ia ser recebido pela rainha da Dinamarca pra um jantar. Senhora finíssima, pintora, ciclista, não podia deixar de receber pessoal tão distinto em seu palácio, noblesse oblige total. E um frisson mídia se instalou. Fidel teria de sentar ao lado de Sua Majestade. Ui! Quoi faire, mon chér? Um comunista ateu de farda verde e emaranhada barba emanando fumos de tabaco, ao lado da rainha, ungida por Deus (e pelo parlamento, que por lá eles não dão muita bola pra essas sobrenaturalidades todas, razão pela qual têm as mais avançadas posições em questões como, hmmm, por exemplo, aborto). Mas voltemos à vac, digo, ao assunto de que vínhamos tratando, e eu já paro de aborrecê-lo. Então todos os jornais, revistas, em dinamarquês e inglês, em brasileiro ou italiano, ficavam com essa preocupação (não tão explícita, é claro, mais concentrada na polaridade guerrilheiro x rainha). E tudo porque o protocolo exigia que o líder político mais velho sentasse ao lado de Sua Majestade. E quem era o líder mais velho? Tã rãn: Fidel, o ditador, porque ditadores envelhecem no poder, não viram conferencistas em universidades americanas. Pois bem, até aqui todo mundo lembra, que foi um frisson mundial midiático, pauta única, do Jornal da Globo à CNN, CBS, ABC, Reuters, UP.
E eu ali, anonimamente postado frente a um aparelho de televisão em Copenhague, apanhei-me assistindo ao vivo a transmissão do tal jantar, com toda a pompa e toda a circunstância, lustres, criados e espelhos, tudo narrado em dinamarquês, o que me obrigava a me fixar um pouco mais nas imagens. E o que vi eu, ali anônimo qual aqui ignoto, postado frente ao televisor? Vi Fidel encantar a rainha. A rainha e os circunstantes, a ponta da mesa mais animada. Conversavam como gente civilizada, sorriam, Fidel expansivo, com seus gestos de mão (um tanto mais contidos, é verdade), dava impressão de falar sobre algo muito interessante. Não sei o que conversavam, não ouvi. Não me lembro do que disseram os jornais no outro dia, nem importa. Mas vi um daqueles momentos cada vez mais raros hoje em dia, em que toda a manipulação não consegue esconder a mais pura realidade: não é nada disso que vocês estão falando. Uma lição de Fidel, inclusive para o Chávez (meio bronco esse cara)! Mas quem quer aprender lições hoje em dia, em que basta saber dizer ditadura nojenta (os mais sofisticados diriam desprezível, ignóbil ou até abjeta) para transformar qualquer tema em uma discussão entre torcidas de futebol?

Espero que minha historinha não tenha sido muito cansativa e que minhas palavras insiram-se nos marcos da incensurabilidade. Volto à novela das oito na esperança de que tenha contribuído com alguma coisa, e que a Camila Pitanga apareça mais uma vez neste sábado.

Anônimo

sábado, 2 de junho de 2007 22:22:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Ficar mal-humorado. É que blogs de sucesso têm as suas, digamos, agruras. Polemizar aqui é uma honra. É uma honra para você, destinatário das polêmicas. E é também para os comentaristas, que te reconhecem com um blogueiro merecedor de contestação.

De minha parte, não perco meu tempo lendo outros blogs e, principalmente, deixando neles comentários. Gosto muito de comentar aqui. Gosto pra caramba do blogueiro. Mesmo discordando, gosto muito do que você escreve.

abs.

sábado, 2 de junho de 2007 23:06:00 BRT  
Blogger Julio Neves disse...

Alon, quem primeiro veio com essa de "mensaleiro" foi um deputado. Aliás, foi cassado por isso.

Então, pra falar em mensalâo ou outros adjetivos tem que ficar esperto, hehehe.

Se o "Congresso Nacional ser comparado a um covil de larápios" vem desde o império, então deve ser por isso que o Lula é um monarca.

Interessante que foi Joao VI quem abrir os portos para o mundo, e coincidência nossa regente Dilma se envolveu recentemente num episódio envolvendo um barco. Esse mundo dá voltas...

Dar 10 pro Lula nunca. Não esqueço do mensalão.

domingo, 3 de junho de 2007 03:11:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Uma correção no que escrevi antes:
Onde se lê "eu não perco meu tempo lendo outros blogs", leia-se "eu não perco meu tempo lendo outros blogs de esquerda".

Concordo com sua observação dirigida ao nobres congressistas. No entanto, o Congresso é um dos poderes constitutivos da República. Pode e deve manifestar-se. Concordar ou não com as manifestações é direito do cidadão.

Por que os congressistas pró Chávez no Congresso não tentaram aprovaar uma moção de apoio?

Aliás, não lembro de ter lido ou visto por parte da nossa sempre tão comabtiva esquerda nenhuma manifestação. Talvez porque o assunto seja impopular e os nossos esquerdistas são bem chegadinhos em ficar bem na foto. Na minha opinião, falta coragem pra essa turma vir a público e dizer o que realmente pensa.

Você é uma honrosa excessão.

Abs.

domingo, 3 de junho de 2007 10:20:00 BRT  

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