sexta-feira, 1 de junho de 2007

"As reformas bolivianas e o contexto sul-americano atual" (01/06)

Vale a pena ler a boa análise sobre a situação política boliviana distribuída pelo Observatório Político Sul-Americano (OPSA), do IUPERJ. O texto é de Cesar Guimarães e José Maurício Domingues. É raro ver entre nós uma análise equilibrada sobre países como Venezuela, Bolívia e Equador, comandados por governos nacionalistas (e nativistas). Coloquei na seção Textos de outros. Para baixar, clique aqui.

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11 Comentários:

Blogger Frodo Balseiro disse...

Alon
Nelson Rodrigues dizia, com muita propriedade, que "o nacionalismo é o último refúgio dos canalhas"!
Falar em nacionalismo hoje, com o mundo todo interdependente é um atraso de vida!
Não é atoa que só quem continua insistindo nessa bobagem, são os governantes indígenas, que não aceitam até hoje a modernidade e a tecnologia!
Querem continuar andando para lá e para cá de Lhama, mascando seus aditivos químicos, "sublimando sua existência".
Hoje os países desenvolvidos dependem dos "pobres e oprimidos emergentes" e estes precisam da pesquisa, da tecnologia que não tem como desenvolver.
Só uma mente obtusa para defender o isolamento xenófobo adotado pelos três governantes indígenas!
Até Lula que tinha um certo viés nacionalista de botequim, já percebeu que o isolamento não leva a nada. Só à infelicidade e miséria dos povos! Conseguiu entender a interdependencia dos paíse sejam eles ricos ou pobres!

sexta-feira, 1 de junho de 2007 18:57:00 BRT  
Anonymous Lucas disse...

Frodo,
volte (ja viu algum?) aos livros e as notícias dos últimos anos antes de adicionar seus comentários em qualquer blog sério da internet.
Nenhum desses governos de índios que tu fala quer se isolar do mundo, muito pelo contrário, querem inserção não somente da parte europeizada, mas de toda a sua população. Para isso que buscam, entre outras, a nacionalização de seus recursos naturais como meio de dividir essa riqueza e conseguir desenvolvimento tecnológico e científico.
O atraso em nosso continente sempre foi representado pelas elites brancas.
Mas enfim, acho que tu é um desses worms que impedem um debate sério sobre os assuntos.

sexta-feira, 1 de junho de 2007 19:25:00 BRT  
Anonymous Lucas disse...

Aí Alon, vamos te ver segunda-feira no Roda Viva. Capricha lá com o Sr. Romero!
Abs.

sexta-feira, 1 de junho de 2007 19:26:00 BRT  
Anonymous F. Arranhaponte disse...

Devo concluir que os outros governos sul-americanos não são nacionalistas?

sexta-feira, 1 de junho de 2007 20:38:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

A história mostra que as relações entre nações que exercem seu nacionalismo e as que não exercem, é de mestre-escravo.
Enquanto os países pólo do 1o. mundo exercerem seu nacionalismo, enquanto não existir uma cidadania mundial, coitado de quem cair nesse canto da sereia de não defender os interesses da nação.
Correm o risco de, em vez de ter seus governos eleitos por representação popular, acabar sendo governados por concessionários, que coletarão impostos, prestarão serviços de governança, outorgarão os meios de produção, os canais de TV, e serão remunerados em parte com uma taxa de adminstração fixa, outra parte na forma realização de lucros.
Sei que houveram muitos casos de governos muito parecidos com a situação descrita acima na América Latina. Hoje, o melhor exemplo é a tentativa de aplicarem o modelo ao Iraque.
Mas vou ironizar um pouco. A novidade seria a radicalização do processo: quem sabe a concessão de governos de países modernos e globalizados, disputadas em pregões de Bolsas de Valores Internacionais, mas garantindo as liberdades democráticas, é claro, onde qualquer um tenha o direito de participar.

sexta-feira, 1 de junho de 2007 21:29:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Quem disse que o nacionalismo é o último refúgio do canalhas, se não me engano, foi Mark Twain. Nelson Rodrigues dizia era que "toda unanimidade era burra". Isso daria até o que pensar...

sexta-feira, 1 de junho de 2007 21:34:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Não consegui ler mais que três paginas do artigo, que me parece até interessante e honesto. Mas me deu uma tisteza ver que a Bolívia não vai sair do buraco... O MAS queria impor uma reforma constitucional por maioria simples, mas a constituição exige a qualificada (2/3). Como os representantes da oposição, escolhidos por seus eleitores exatamente para isso, impedem a provação imediata de tudo o que o MAS do Evo quer, eles simplesmente forçaram a barra para transformar o sistema representativo em uma paródia de sistema de assembléias, uma utópica democracia direta. A manutenção do clima de enfrentamento somada à tradição golpista boliviana só poderá desaguar em mais um round de violência e tomada do poder pelas armas. Daí desanimei. Quem sabe amanhã recupero o ânimo e leio até o fim.
Por hora, boa noite.
de Marcelo.

sexta-feira, 1 de junho de 2007 21:42:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Er... desculpe, mas não era nacionalismo, era patriotismo, não era o Nelson Rodrigues, Samuel Johnson, e por fim, a frase pode até ser memorável, mas não signfica nada. Canalhas tem de monte, patriotas e, principalmente, antipatriotas.
Anônimo-

sexta-feira, 1 de junho de 2007 21:47:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Cadê o post sobre os controladores indiciados por assassinato?

sábado, 2 de junho de 2007 00:41:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

É o "Por que não começar abolindo, por exemplo, as medidas provisórias?", de 26/05.

sábado, 2 de junho de 2007 01:20:00 BRT  
Anonymous Artur Araújo disse...

Reforço sugestão já dada: aos que se dispõe a comentar e debater seriamente neste espaço, um dos pouquíssimos do jornalismo na internet brasileira em que é possível discordar-se sem recursos ad hominem e sem recitativo de litanias ideologizadas, sugiro ler,ler muito.
Por exemplo, "Kicking away the ladder" (Chutando a escada) de Ha-Joon Chang,Diretor Associado de Estudos de Desenvolvimento da Universidade de Cambridge. Um livro pequenino, porém eficaz, que retoma os estudos de Friedrich List sobre como se formam as potências econômicas e PROVA (não argumenta, simplesmente, usa FATOS) que TODAS as economias bem sucedidas formam-se em processos dirigistas, de forte presença do Estado Nacional, intervencionistas, de mercados regulados, nacionalistas, semi-autárquicos e protecionistas.
A pregação do antinacionalismo e do "laissez-faire" - inclusive em sua versão hodierna (só no discurso), a tal da "globalização" - é sempre fenômeno que SUCEDE a obtenção de posição de força no cenário econômico e político e aplica-se, preponderantemente aos "outros".
Ouvir os mantras do liberalismo atual- e suas versões prêt-à-porter de alguns pundits de blog - traz um cômico eco de dèja-vu. Esses moços fazem sucesso só entre os que abdicaram tanto do estudo da história como do espírito crítico não apriorístico, só entre os que não praticam a sábia fórmula do "estudo concreto da realidade concreta".

sábado, 2 de junho de 2007 10:21:00 BRT  

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