quarta-feira, 16 de maio de 2007

Quando a Igreja ajudava a combater a ditadura ninguém berrava pelo "estado laico" (16/05)

São profundamente injustas as opiniões que, a pretexto de defender uma sociedade laica, imputam à Igreja Católica e ao Papa Bento 16 a intenção de transformar o Brasil num estado teocrático. Não há nada disso. O Vaticano gostaria que implantássemos o ensino religioso nas escolas. Aliás, não está esclarecido se Bento 16 pediu ensino católico ou ensino religioso, com liberdade de escolha da religião. Você há de convir que há uma diferença razo'avel entre as duas coisas. O Vaticano não concorda que a relação entre os padres e a Igreja no Brasil seja regida pela CLT. O Vaticano quer facilitar os movimentos de missionários católicos em terras indígenas. O Vaticano é contra ampliar os casos de aborto legal. O Vaticano é contra o divórcio, os preservativos e a pesquisa científica com células-tronco embrionárias. Não há nada de mais em a Igreja e o Papa externarem as suas posições e fazerem pressão para que elas prevaleçam. Eu discordo de muitas opiniões e atitudes da Igreja Católica no Brasil (faça uma busca por "CNBB", na janelinha no alto à esquerda nesta página). Mas eu admiro e aprecio a defesa que a Igreja faz da família e do direito à vida. Eu acho que numa sociedade marcada pelo consumismo, pelo hedonismo e pela dissolução dos laços familiares (raízes da explosão da violência nos grandes centros urbanos) é ótimo que uma instituição forte como a Igreja adote posição firme a favor de certos princípios. Vamos debater com serenidade, caso a caso, e ver onde está o ponto de equilíbrio. Mas o que está acontecendo não é isso. É uma onda histérica em que as opiniões da Igreja e do Papa Bento 16 são expostas como se fossem imposições para teocratizar o Brasil. Por que qualquer ONG de meia tigela pode aparecer na televisão defendendo teses e mais teses e o Papa não pode dizer ao governo brasileiro o que ele considera ser mais adequado para nós? Eu defendo a separação entre o estado e a Igreja. Mas defendo que a Igreja tem todo o direito de atuar politicamente. Eu me irrito quando a Igreja opera como uma facção política, mas até isso ela tem o direito de fazer. Aliás, quando os padres apóiam a luta dos movimentos sociais e se alinham a suas reivindicações não vejo ninguém da esquerda bradar pelo tal "estado laico". Assim como ninguém da esquerda berrava pelo "estado laico" quando a Igreja denunciava corajosamente as torturas no regime militar. Não me lembro de movimentos pelo "estado laico" quando os padres e freiras ajudavam , animadamente, a erguer o PT, quase trinta anos atrás. Então, pessoal, chega de oportunismo e de farisaísmo.

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18 Comentários:

Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Ótimo post. Pessoalmente, gosto muito dessa sua face, digamos, direitista. Hehe

Como já foi dito por católicos com conhecimento profundo da Igreja, equivocam-se completamente aqueles que acham que a Igreja sob o pontificado de Bento XVI erra ao recusar adaptar-se às imposições da modernidade.

Concordo e acho essas análises de uma burrice arrogante. No limite, a piada: "quem esse Papa pensa que é?"

Também há católicos que preferem os tempos dos pontificados de João XXIII e Paulo VI. Nesses tempos, eles contam, a Igreja permitia-se dar maior e ampla publicidade e pluralidade ao seu diálogo interno e externo. Hoje, dizem, prevalece a imposição severa da vontade papal. Mas são coisas da Igreja, a qual ninguém está obrigado seguir. É católico quem quer ser católico.

O que sei é que Nela o tempo corre lento. Há quem explique que ai está uma das chaves para o seu entendimento histórico. Quem é católico ou já acompanhou, sabe, como escreveu E.Canneti, que as procissões não correm. A estratégia vencedora da Igreja de Pedro não é adpatar o seu tempo ao tempo de cada presente, modernizando-se e tornamdo-se progressista. Ao contrário, sua sabedoria é saber fazer o tempo de cada presente submeter-se ao seu.

Também gosto de Bento XVI, que dizem ser um dos intelectuais mais importantes da Igreja. Do pouco que conheço, concordo com suas críticas ao relativismo tão ao gosto da nossa modernidade. Concordo com você que nos dias de hoje ser conservador é uma alternativa preferível a tanto progresso e modernidade.

Quanto à concordata, eu sou contra. Achei acertadíssima a orientação que o Itamaraty deu ao presidente Lula para recusar o acordo.

abs.

quarta-feira, 16 de maio de 2007 20:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,

Talvez o problema seja de dosagem. O papa Bento carregou nas tintas ao defender a castidade, ao condenar o uso de preservativos entre outros assuntos polêmicos. A verdade é que a Igreja jamais será secular, já que ela é construída sobre dogmas, preceitos, doutrinas. No dia em que a Igreja defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é porque acabou.
A Igreja pode continuar a defender seus dogmas; já o Estado deve ser responsável e ver o que é melhor para seus cidadãos, em determinado momento histórico, hoje com tantas doenças sexualmente transmissíveis, é impossível um Estado laico se colocar contra o uso da camisinha. ´
Acho que mais ou menos isso.

quarta-feira, 16 de maio de 2007 21:40:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Alon, na veia. Muito bom. E quanto ao comentario do anonimo, eu não vou nunca deixar o estado legislar sobre o meu peru, se vai de manga curta, de manga comprida, de látex ou peladão. O pessoal eclama da interferencia da Igreja e deixa o estado dar palpite em sua vida privada?

quarta-feira, 16 de maio de 2007 22:50:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Alon, ninguém é contra o trabalho da pastoral da criança (da Dra. Zilda Arns). Me parece que houve ou ainda há uma iniciativa desta pastoral para promover o registro civil (um documento do Estado laico). O Brasil tem um contingente significativo de crianças e até mesmo adultos sequer registrados, excluídos da cidadania, de programas sociais, por falta de documento e desconhcimento. Agora, imagine que algum ente político propusesse um projeto de lei onde só poderia obter o registro civil quem fosse batizado no religioso (ainda que, por qualquer religião). Aí a natureza laica do Estado estaria comprometida.
Da mesma forma acho nobre e louvável a Igreja ter um movimento pastoral anti-aborto para oferecer orientação e apoio espiritual e/ou material à mulheres grávidas visando a convencê-las sempre levarem a gravidez até o fim. Respeito também o direito, mesmo discordando do mérito, de pregar a castidade fora do casamento e/ou sem fins reprodutivos. Sendo por livre escolha, quem se habilitar, que siga. O que não acho aceitável como cidadão é que queiram manter (no caso da interrupção da gravidez) ou incluir (no caso da castidade) esses conceitos oriundos da Fé (da crença) no código civil, e principalmente no código penal, a ponto de condenar à prisão a mulher infratora.
No caso do apoio da Igreja aos direitos humanos, aos movimentos sociais, e a fundação do PT, acho que não era a Igreja quem atacava o Estado laico (não me lembro de ameaças de excomunhão a Generais, houve?), e sim ela (a Igreja) é que estava sendo imiscuída pelo marxismo, como o próprio Papa João Paulo II disse, e Bento XVI reafirmou.
A Igreja CAtólica tem um belo trabalho chamado pastoral da sobriedade, que assiste dependentes químicos em muitas paróquias (é provável que aquele sítio visitado pelo Papa faça parte). Existem milhares de grupos de auto ajuda que reúnem-se nas paróquias de todo o Brasil. Essa pastoral procura tratar os dependentes como um problema de saúde, dar apoio espiritual e promover a reinserção familiar, social e religiosa. Nunca trata como caso de polícia. Tenho um conhecido que é diretor de uma comunidade destas há 9 anos, que já atendeu milhares de dependentes. Nunca vi manifestações de apoio no sentido de liberalizar leis anti-drogas, mas nunca quiseram a aplicação da lei punitiva a nenhum dependente. Então, porquê no assunto aborto, o comportamento não é pelo menos semelhante?
Uma coisa são as leis da Fé, da crença, da qual a Igreja Católica (e outras Religiões) tem sua autoridade, e não cabe a leigos, como eu, imiscuir. Havendo liberdade religiosa, quem não concordar, é livre para escolher outra religião em que tenha mais crença, inclusive nenhuma. E que cada um responda espiritualmente por seus atos. Assim as Religiões podem condenar ou absolver almas de acordo com suas crenças, mas não podem condenar ou absolver pessoas como fazia nas fogueiras da inquisição, e a criminalização da interrupção da gravidez eu vejo como uma chama ainda viva dessas fogueiras.
Se você defende o direito da Igreja e do Papa atuarem politicamente, com todo o peso político que essa atuação representa, porquê você considera errado (ou descortês) a atuação política de oposição por parte de quem se sente vitimada(o) por toda essa pressão política, cujas leis afetarão as suas vidas, sem que sejam fiéis?
Quanto as teses de Bento XVI colocadas em debate:
1) Ensino religioso nas escolas públicas, sou contra. A escola laica favorece a formação de cidadãos mais compreensivos dos direitos dos outros, do caráter laico do Estado, e da convivência harmoniosa e respeitosa em liberdade religiosa. O ensino religioso deve ser feito nos templos e nas tradições familiares.
2) Padres regidos pela CLT: O Vaticano deve ser atendido. Padres não obedecem relação empregatícia, e são padres voluntariamente. O Estado estaria sendo opressor se impusesse a CLT.
3) Facilitar os movimentos de missionários católicos em terras indígenas. Gostaria de conhecer melhor a proposta. A princípio não me agrada a desordem e permissividade que existe de ONG's e seitas (geralmente cristãs evangélicas e estrangeiras) em reservas indígenas, sobretudo na Amazônia. Vejo como possível ameaça à segurança nacional (não do Vaticano, mas o que liberar ao Vaticano terá que estender a todos) e à preservação das culturas, tradições e liberdade religiosa nativas.
4) Aborto legal. já manifestei.
5) Divórcio, continua como é hoje.
6) Preservativos: se forem "pecar", "pequem" vestidos.
7) Pesquisa científica com células-tronco embrionárias. Sou a favor.
Também admiro a defesa dos demais valores familiares e humanos, a condenação da corrupção e da violência, a crítica ao capitalismo (não foi condenação, foi crítica), e a pregação do amor ao próximo definida no Cristianismo.

quarta-feira, 16 de maio de 2007 23:54:00 BRT  
Blogger Paulo Lotufo disse...

Alon, além disso - na qualidade de quem já foi coroinha - irrita-me profundamente aquele típico "intelectual paulistano" que acha um atraso qualquer rito católico, como missa cantada, declaração em latim ou procissão, mas quando convidado para um barmitzva (está certo?) acha o "máximo" o menino de 13 anos declamando em hebraico.

quinta-feira, 17 de maio de 2007 04:10:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Eu não sou católico, logo não quero que ela imponha seus conceitos ou idéias sobre miha vida. Viu? É simples assim.

quinta-feira, 17 de maio de 2007 10:11:00 BRT  
Anonymous Artur Araújo disse...

Alon, vamos mudar um pouco os polos do debate: a jihad é um preceito islâmico, inscrito no Corão. Admitido o princípio da aceitabilidade da pregação política por um credo religioso, não há como contrapor-se à defesa da conversão a fio de espada, não é mesmo? Ou a regra só vale para os cristãos e judeus?
Sei, será alegado que tal pregação fere um princípio constitucional - o da liberdade de credo - mas aí resvala-se para o cerceamento da liberdade de expressão, já que não se estaria praticando a jihad, mas meramente se fazendo sua defesa, mesmo que chegue à defesa do fim da liberdade de credo.
E se um jainista quiser impedir a matança de mosquitos, em defesa do princípio da vida? E como fica a velha polêmica das transfusões de sangue e as Testemunhas de Jeová? E a não-prestação de serviço militar por quakers?
Mais um pouco do mesmo: educação religiosa na escola pública pode ser nos moldes das madrassas? Se não pode, é privilégio só de alguns cultos? Quais?
São cenários extremos, mas que, em minha opinião, revelam o quanto é mais saudável circunscrever as religiões ao espaço de seus fiéis.
Por mais que possa me ser conveniente uma igreja católica que se pronuncie em defesa de algumas teses que me são caras, prefiro-a muda no tocante aos "assuntos de César".
Nunca tive a menor simpatia pelas comunidades eclesiais de base e sua estreiteza sectária, seu messianismo de marxismo rasteiro, sua tentativa de "cristianizar" a luta política e social.

quinta-feira, 17 de maio de 2007 10:40:00 BRT  
Anonymous augusto disse...

Prezado Alon: Muito bem colocado. Interessante, alguns são a favor do direito de abortar e, ao mesmo tempo, contra o direito de jogar. Um abraço do Augusto.

quinta-feira, 17 de maio de 2007 14:05:00 BRT  
Anonymous augusto disse...

Prezado Alon: Muito bem colocado. Interessante, alguns são a favor do direito de abortar e, ao mesmo tempo, contra o direito de jogar. Um abraço do Augusto.

quinta-feira, 17 de maio de 2007 14:05:00 BRT  
Anonymous augusto disse...

Prezado Alon: Muito bem colocado. Interessante, alguns são a favor do direito de abortar e, ao mesmo tempo, contra o direito de jogar. Um abraço do Augusto.

quinta-feira, 17 de maio de 2007 14:05:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Rodrigo, aquela máxima do velho testamento "não matarás" vai ser imposta em cima de você independente se você é católico ou não.

sexta-feira, 18 de maio de 2007 00:59:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

JV, "não matarás" um embrião só pra quem acredita que a vida começa na concepção. Se você acredita, problema seu. Eu não acredito, e isso é problema meu. Só não acho que seja justo impor, mesmo que seja a uma só pessoa, a máxima "mão matarás" a uma mulher que resolveu abortar e pode ir para cadeia por isso só por que papa ou outra pessoa acha que a vida começa na concepção. O conceito que a vida começa na concepção é um conceito religioso, portanto de foro íntimo. Se você acha o aborto errado, não aborte. Simples assim. Mas seria de bom tom comprar o pacote inteiro também, como, por exemplo, ter relações sexuais sem preservativo, sexo só depois do casamento e para fins reprodutivos. Seria menos hipócrita, assim como também seria criar uma associação de pessoas que são contra o aborto para ajudar a cuidar de todas as crianças indesejadas.

sexta-feira, 18 de maio de 2007 10:08:00 BRT  
Anonymous marcelinha disse...

ai gente... voces continuam a confundir coisas taaaaao simples...

uma coisa e o ensino religioso que a igreja quer enfiar goela abaixo das nossas criancas,,,,
outra coisa e o ensino de HISTORIA DAS RELIGIOES que certamente deveria ser adotado por todo estado pretensamente laico,,,,

sexta-feira, 18 de maio de 2007 22:32:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Rodrigo, neste caso específico, me referi ao não matarás adultos, coisa que o Velho Testamento reza.
É uma questão típica da religião que vira lei do estado. Ou você acha que pode matar?

sábado, 19 de maio de 2007 12:59:00 BRT  
Anonymous Vinícius Tavares disse...

Caro Alon, peraí! Vamos com calma! O fato da Igreja ter denunciado os crimes do regime militar não tem nada a ver com qualquer tipo de ameaça à laicidade do estado brasileiro. Afinal de contas, é obrigação de qualquer clérigo, sacerdote ou fiel católico, ou de qualquer religião, opor-se à qualquer forma de atentado à vida e à dignidade humanas, principalmente qdo estas ameaças emanam do estado. Ou você acha que o papa Pio XII teria atentado contra a laicidade do estado alemão caso tivesse se posicionado firmemente contra os crimes dos nazistas nas décadas de 30 e 40? A Igreja, dada a sua forte presença na sociedade brasileira, tinha mesmo era a obrigação de posicionar-se contra a ditadura dos milicos. Qto às atitudes dos padres e freiras, fundadores do PT e que apoiavam e apóiam as reinvindicações dos movimentos sociais, elas não representam a posição OFICIAL do Vaticano. Exatamento o contrário das falas do papa Bento XVI. Acredito que não haveria afronta ao estado laico se o papa deixasse bem claro que as suas prescrições são dirigidas aos fiéis da sua igreja. Mas, não é isto o que ele faz. E ainda, não acredito que este papa, com a sua oposição, publicamente declarada, ao ecumenismo (como será que ele se sentiu qdo se viu obrigado a receber a benção do rabino Henry Sobel?), tenha pedido genericamente o ensino religioso nas escolas. Será que você acha mesmo que o papa Bento, que já afirmou que as outras religiões não passam de meros desvios da fé "autêntica", a católica, não tenha tentado impor o ensino religioso católico nas nossas escolas públicas? As ONG´s, por sua vez, podem exigir do estado brasileiro qualquer coisa, por mais absurda que seja. Um estado laico, por definição, não pode aceitar que qualquer igreja faça o mesmo. Enfim, você se contradiz qdo defende o direito da Igreja atuar politicamente mas, na frase seguinte, diz que se irrita qdo ela age como facção política. Ou, por outra, se ela tem tal direito, como fica o estado laico? Abraços!

sábado, 19 de maio de 2007 16:11:00 BRT  
Anonymous Torquato disse...

Acontece que quem lutava contra a ditadura, não era a IGREJA, mas alguns de seus setores e padres e freiras. Setores da Igreja oficial, ao contrário, apoiaram a ditadura. Bispos conservadores o fizeram por muito tempo.

Sobre o Estado laico: solicitar a introdução de ensino religioso OBRIGATÓRIO em escolas públicas é o quê? Considero que é uma tentativa sim de passar por cima do laicismo de nosso Estado. E se não ficou claro se seria ensino católico ou religioso, pior ainda, pois a implantação de ensino religioso nas escolas públicos criaria uma polêmica sem fim entre quais religiões deveriam ocupar esse espaço, com consequências nefastas para todos.

sábado, 19 de maio de 2007 21:00:00 BRT  
Anonymous Aerton - Recife disse...

Alon,
Perfeito.
Lembro que no sertão nordestino, para que os agricultores se aposentem, já que não tem documentos comprobatórios do trabalho na agricultura (se é que podemos assim denominar no sertão), precisam pedir uma certidão de batimso na IGREJA, e o padre, consultando os registros (Nº do livro, da página e ano), certifica a apartir da vida religiosa (batismo, crisma, matrimônio, óbitos) que aquele pobre idoso nordestino tem uma identidade e uma história. Munido desse documento e de outros poucos, o sertanejo busca a aposentadoria (uma miséria - mesmo que não tenha pago o INSS, seus filhos ajudaram a construir São Paulo, e olhe que pagaram muitos impostos). Então o INSS acolhe TEOCRATICAMENTE, em sua laicidade um documento da Igreja de Bento XVI. Contarditório, não? E essa igreja tem direito de definir civilmente quem trabalhou ou não no campo? Contudo, para usufruir das benesses da Igreja o governo e seus seguidores não bradam!

Parabén Alon.

Aerton

quinta-feira, 24 de maio de 2007 11:36:00 BRT  
Blogger euroluso disse...

Alon,

Concordo plenamente consigo!

quinta-feira, 24 de maio de 2007 12:34:00 BRT  

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