quinta-feira, 10 de maio de 2007

Piada holandesa - ATUALIZADO (10/05)

Alerta aos nacionalistas recém-convertidos, aos xenófobos de ocasião e aos aprendizes de colonizador. Recolham as armas. A Petrobras Bolívia não é uma empresa brasileira. Trata-se de uma empresa holandesa. Sim, é verdade. A Petrobras Bolívia pertence a uma holding holandesa. Para mim, assunto encerrado. Que os bolivianos se entendam com os holandeses. E se a Petrobrás (com acento) não ficar satisfeita com os termos da rendição que -graças a sua própria arrogância- deverá assinar com o governo de Evo Morales, que vá reclamar com a Casa Real de Orange, em Amsterdã. Tem bons museus, belos canais e dá para conhecer o país de bicicleta.

ATUALIZAÇÃO (10/05, às 15h08): Informação da Folha Online:

A Petrobras fechou acordo com a Bolívia para a venda de 100% de suas duas refinarias no país. De acordo com o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), a Bolívia pagará US$ 112 milhões pelas instalações, incluindo seus estoques de derivados. A estatal brasileira permanecerá operando as usinas por um período de transição, não definido. (Continua...)

Piadas holandesas à parte, mais um capítulo encerrado na seqüência de contenciosos com a Bolívia. Vale o registro de que este blog já afirmara, neste mesmo post, antes do acordo:

(...) E se a Petrobrás (com acento) não ficar satisfeita com os termos da rendição que -graças a sua própria arrogância- deverá assinar com o governo de Evo Morales, que vá reclamar com a Casa Real de Orange, em Amsterdã. (...)

Entenderam a piada?

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15 Comentários:

Blogger Cesar Cardoso disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Não consigo parar de rir.

Quer dizer que toda essa papagaiada foi em vão?

quinta-feira, 10 de maio de 2007 18:20:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

"Alerta aos nacionalistas recém-convertidos, aos xenófobos de ocasião e aos aprendizes de colonizador"

Se eu fosse o moderador do blog eu censurava este post. hehe

abs.

quinta-feira, 10 de maio de 2007 18:28:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Sua desinformação é inadmissível para um jornalista. A firma Petrobras Bolivia foi registrada na Holanda para o contrato ter mais segurança jurídica. Sim, os bolivianos tem muito mais a perder no fiasco, se ele for na Holanda e não no Brasil, país que não se dá ao respeito. O que você comemora é na verdade o maior empecilho para o engodo dar certo.

quinta-feira, 10 de maio de 2007 19:23:00 BRT  
Anonymous JV disse...

E o Sardenberg falou, a holding holandesa pertence a Petrobras brasileira, mas vocês são de uma tolice sem precedentes.

quinta-feira, 10 de maio de 2007 19:32:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro JV, eu realmente não sabia. Todos somos falíveis, ainda que no meu caso eu erre pouco (piada). De todo modo, eu não sabia. Eu e a torcida do Corinthians, ainda que isso não caracterize uma atenuante. Mas que é uma piada, isso é. O governo brasileiro nada tem a fazer nessa negociação. É um problema entre a Holanda e a Bolívia. Aliás, o governo brasileiro imiscuir-se no assunto caracterizaria uma -agora sim- inadmissível ingerência nos negócios internos da Holanda e da Bolívia. Para sorte nossa, é a Holanda. Poderiam ser as Bahamas, ou as Ilhas Virgens.

quinta-feira, 10 de maio de 2007 19:34:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Um pouco mais de humor, JV. E de precisão também. Se o contrato é com a Petrobras Bolívia, responde o acionista da Petrobras Bolívia. Humor, JV, não se leve tão a sério.

quinta-feira, 10 de maio de 2007 19:37:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Atém ontem essa informação era apresentada como uma especulação. Nenhum jornalista (os que vi ou li) a apresentou como fato. O primeiro, que eu saiba, foi o Sardemberg.

Minha questão: Se a coisa vem lá do governo FHC, por que só agora ficamos sabendo disso? Por que a Petrobrás não divulgou essa informação logo no início da crise?

Aposto duas mariolas e um cigarro Yolanda na seguinte hipótese: o governo não tinha interesse em divulgar a informação ao público no Brasil. Por que? Eu acho que é porque as negociações estavam sendo feitas diretamente entre os presidentes da Bolívia e do Brasil, bem ao contrário, portanto, do que você vem afirmando nos posts.

Ainda não entendi direito as razões do impasse entre Evo e Lula nessa negociação direta. Minha lógica me leva deduzir que o Evo usa o impasse com a Petrobrás para fazer jogo de cena para o seu eleitorado.

É claro que Evo sabia da Holanda. Muita gente na Bolívia ligada ao governo Evo sabia. Não por acaso andaram mandando recados aqui para o Brasil avisando que não iriam reconhecer ou aceitar nenhuma arbitragem internacional.

Como se diz aqui em MG, tem jacutinga nisso.

PS: E como você explica a mídia especializada ter "comido essa bola". Desinformação? Preguiça? Acomodação ao famigerado fontismo? Nenhuam das anteriores?

abs.

quinta-feira, 10 de maio de 2007 20:10:00 BRT  
Blogger Paulo disse...

Olha, vocês me desculpem mas quem comeu bola foram vocês. Esta informação vem sendo publicada aqui e ali desde que começou este impasse (desde bem antes da "invasão" das refinarias no ano passado). Só para citar três exemplos (desculpem os links só para assinantes, é o que tenho à mão):
"A Petrobras mostrou-se preocupada em reconhecer o direito da Bolívia à soberania sobre suas reservas, mas lembrou que seus investimentos naquele país foram feitos por intermédio de sua subsidiária na Holanda, que tem um acordo de proteção dos investimentos com a Bolívia." ( Petrobras diz que não aceita aumento do gás, FSP, 04/05/2006)

"E, como foi a Petrobras-Holanda que fez tais investimentos, ela poderá processar o governo de Evo Morales, nos tribunais da Holanda, país com o qual a Bolívia tem um acordo de proteção dos investimentos." (A nacionalização do gás na Bolívia, artigo de Luiz Alberto Moniz Bandeira na Folha em 12/05/2006)

"Caso a Petrobras decida tomar medidas judiciais internacionais contra o governo boliviano, a ação será via Holanda. Isso porque as operações da Petrobras Bolívia são controladas pela subsidiária PIB BV, com sede no país europeu por causa de tratado bilateral com a Bolívia, no âmbito do Centro Internacional para Arbitragem de Disputa sobre Investimento, órgão do Bird." (Nacionalização tem negociações paralisadas, FSP, 15/09/2006)

O Sardenberg não deu nenhum "furo", apenas "esqueceu" de dar esta informação antes ao seu distinto público televisivo. Que agora fica achando que isto é uma grande novidade. Mas é a vida, a maioria das pessoas também acha que telejornal é não é um gênero de ficção.

sexta-feira, 11 de maio de 2007 04:38:00 BRT  
Blogger Frodo Balseiro disse...

Alon
Lamentavelmente aPetrobras vendeu um ativo de U$200 milhões, por apenas U$ 112 milhões.
Na verdade é tudo uma imensa papagaiada! Fizeram todos de tonto.
A Bolívia queria pagar "apenas" o valor "de livro" das usinas, sem considerar tudo o que a Petrobrás investiu, e por conseguinte valorizou o negócio.
E foi exatamente o que pagaram! A Petrobras aceitou infelizmente a pressão do governo, e armou essa prezepada toda que humilha os brasileiros perante Moralez.
Mais uma vez o governo Lula se curva aos maus designios de sua torta política externa!

sexta-feira, 11 de maio de 2007 11:28:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

O humor de vcs anda péssimo. O fato de a Petrobras Bolivia serholandesa não tem qualquer importância. Este post foi uma piada. Tanto que pus "piada" holandesa. Mas eu admito que sou péssimo para piadas.

sexta-feira, 11 de maio de 2007 11:31:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

A oposição está deflacionando a crise. No começo ouvi muito falar em "confisco de US$ 2 bilhões". Os mais entusiastas chegaram a trombetear US$ 4 bilhões de confisco da Petrobrás. Como não é mais ano eleitoral e os bolivianos estão pagando pelas refinarias como qualquer desapropriação (um preço de avaliação mensurado e aceito pelo desapropriado), a conversa já é outra. O discurso oposicionista dos últimos resistentes, limita-se a falar em subavaliação, tenho ouvido valores entre US$ 28 e 88 milhões, conforme a preferência do freguês. As raposas políticas da oposição, já mudaram de pauta há muito tempo.
Se, por um exercício meramente hipotético, Lula viesse a fazer uma coalizão com o PSDB em 2010, acho que o discurso sobre a Bolívia já seria transformado em um bom negócio. Algo como o governo Lula ter agido com habilidades estadistas ao contornar a crise e sair-se bem.

sexta-feira, 11 de maio de 2007 12:13:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, não desanime. Dá para rir à tripa forra com as vitórias do glorioso Peixe!!! Aliás, deve estar mesmo faltando gás, boliviano ou não, pois, nenhum dos adversários consegue assá-lo(piada, hehehehe...). E vamos para a Libertadores e decisão Mundial...na Holanda? hehehehehe...
Sotho

sexta-feira, 11 de maio de 2007 14:22:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Pra completar, até o tucano David Zylberstajn declarou considerar a venda um grande negócio para a Petrobrás, considerando a conjuntura.
As ações preferenciais da Petrobrás estão em alta de 3% hoje (sexta-feira), e a agência de classificação de risco Fitch elevou o rating da Petrobrás para grau de investimento (nada disso tem a ver com a Bolívia, considerada como negócio de tamanho insignificante para o tamanho da empresa).
Isso tudo, depois de mais uma nova descoberta de gás na Bacia do Espírito Santo, anunciada na quarta-feira.

sexta-feira, 11 de maio de 2007 14:46:00 BRT  
Blogger alberto099 disse...

Caro Alon, nas negociações com a Bolívia a Petrobrás contabiliza uma perda comercial, resultado tanto da compra quanto da venda das refinarias, decorrente de ter aceitado entabular negócio com parceiro comercialente não confiável (risco que poderia mesmo ser precificado, e preço que por sua vez evidenciaria ter sido um bom negocio sair agora, como avalia David Zylberstajn, segundo o comentário do José Augusto). A não confiabilidade pode até ser atribuída a séculos de exploração do país, comercialmente falando é irrelevante. Mas deixando de lado a questão comercial, a Petrobrás agiu, tanto no passado quanto hoje, no interesse de seu controlador que, corretamente, vai muito além da questão puramente comercial. Quem mais perde, porém, é a própria Bolívia. De saída, porque fica agora mais difícil ao governo brasileiro justificar, ao público interno, investimentos crescentes no país vizinho. O Presidente Evo Morales é um político ingênuo, talvez um Lula que fosse eleito em 1989. Faz o percurso de Hugo Chaves, com a propriedade das empresas petrolíferas distribuirá “almoço grátis” para parte da população que, de ordinário, não teria participação nos ganhos dessa indústria tão rentável, o que lhe garantirá por algum tempo forte apoio interno, mas poderá forçá-lo, mais tarde, a fechar o regime político. O almoço se revelará parco e o futuro, se houver, será uma estagnação frugal, similar a Cuba.

sábado, 12 de maio de 2007 09:24:00 BRT  
Blogger rbanffy disse...

Alberto,

Chame-me de pessimista, mas não acho que Evo Morales se acanhe um pouco sequer quanto à possibilidade de fechar o regime para conter a inevitável oposição e disfarçar, pelo tempo que puder, a igualmente inevitavel estagnação.

Apenas fico aliviado com o fato dele estar do lado de lá da fronteira. Pior seria se nós tivéssemos um.

quarta-feira, 20 de junho de 2007 01:13:00 BRT  

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