terça-feira, 22 de maio de 2007

O Brasil deve ajudar a matar no nascedouro o separatismo em Santa Cruz (22/05)

O G1 traz hoje interessante reportagem sobre o separatismo nos estados do leste boliviano. Eis um grave problema estratégico na América do Sul. Os movimentos para separar da Bolívia os seus estados mais ricos embutem antagonismos econômicos e étnicos. No fundo, refletem a insatisfação "branca" diante da hegemonia indígena na política boliviana. Mas o separatismo em Santa Cruz de la Sierra só existe porque se alimenta de uma ilusão: de que receberá o apoio brasileiro para romper com La Paz. Não interessa ao Brasil uma Bolívia cindida, desestabilizada, com as regiões mais desenvolvidas em conflito com as demais. Interessa ao Brasil uma Bolívia democrática e pacífica, integrada economicamente aos demais países do continente e aberta ao diálogo com os países vizinhos. Vamos ver se desta vez o Itamaraty não pisca.

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6 Comentários:

Blogger Cesar Cardoso disse...

Saiu na Folha, há mais ou menos um mês atrás, reportagem sobre a mesma coisa.

O problema é que os separatistas são, também, uma forma de pressão da elite boliviana sobre Evo Morales. Como, ao contrário de Hugo Chávez, Evo tem uma agenda de recuperação das etnias indígenas, não dá para simplesmente tentar um golpe de Estado.

terça-feira, 22 de maio de 2007 15:00:00 BRT  
Anonymous TAQ disse...

Olha concordo quando vc diz que não devemos apoiar nem encorajar, mas tb concordo com vc quando diz que devemos deixar eles resolverem os problemas deles, assim se houver a separação é porque uma parte assim deseja. Se esta parte é maioria em sua região tb devemos respeitar. Provavelmente isso só ocorrerá com apoio internacional coisa que devemos negar, mas se mesmo sem isso eclodir a separação paciencia, esperaremos eles jutarem os cacos e ai vamos ajudar as partes.

terça-feira, 22 de maio de 2007 16:30:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Alon, a atitude do Itamaraty deve ser de apoio às instituições democráticas (Evo Morales foi eleito) e não oferecer apoio a movimentos pouco representativos fragmentadores de nações. Se crises institucionais na Bolívia vierem, deve agir multilateralmente, assim como criou o Grupo de Amigos da Venezuela, na crise do golpe contra Chavez.
Qualquer gesto a mais pró-Evo ou pró-"Nación Camba", por mais bem intencionado que seja, será visto como ingerência imperialista pelas populações.
Dei uma olhada na Internet, e pelo que li não há qualquer apoio militar (nem para-militar) ao separatismo, pelo contrário as FFAA Bolivianas dizem só intervir em casos de ameaça à integridade nacional Boliviana. Portanto tal movimento está condenado ao fracasso a curto prazo.
O cheiro que eu sinto é que o maior objetivo desses movimentos, não é o separatismo de fato. É provocar confusão que leve ao aparecimento de uma terceira via Conservadora que que tire o poder de Evo e restabeleça um governo Conservador dito de União Nacional, provavelmente via Golpe Militar.
A boa administração desse problema está mais nas mãos do próprio Evo Morales do que do Itamaraty.

terça-feira, 22 de maio de 2007 17:11:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

O que melhor temos a fazer como país é não meter a colher. Na eventualidade bem distante de uma ruptura vale o que escreveu o TAQ. É assunto interno. Se não concordo com os rompantes pouco diplomáticos do Lula quando defende candidaturas presidencias em países vizinhos, concordo menos ainda que o presidente da República do Brasil venha palpitar sobre assuntos internos à Bolívia. Invertamos a situação. Imagine se alguém estrangeiro vindo aqui para palpitar sobre política interna. Não dá. O melhor é entregar as questões de polítca externa para os profissionais do Itamaraty. Sempre foi assim e, no computo geral, o Brasil sempre se deu bem quando assim foi.

abs.

terça-feira, 22 de maio de 2007 18:06:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Como tais províncias receberiam apoio brasileiro, se a diplomacia brasileira segue o princípio da não ingerência? Como, se é o governo Evo apoiado pelo Brasil e não a oposição boliviana?
Sotho

quinta-feira, 24 de maio de 2007 11:38:00 BRT  
Blogger rafael disse...

Tenho a impressão de que apoiar movimentos políticos é uma característica bem americana de política externa, não?

quinta-feira, 24 de maio de 2007 15:52:00 BRT  

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