sexta-feira, 4 de maio de 2007

Diagnóstico e terapêutica (04/05)

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, expressou ontem suas preocupações em relação a um grave problema de saúde pública no Brasil: o excesso de consumo de álcool. Segundo o Globo Online, o ministro "quer restringir a venda de bebidas alcoólicas em rodovias, postos de gasolina e perto de escolas em todo o país". Ainda segundo o site, Temporão "disse que há uma epidemia de mortes provocadas pelo álcool". O ministro está certíssimo. São necessárias medidas imediatas e duras para desestimular o consumo de álcool. Assim como é preciso, rapidamente, enfrentar outro gravíssimo problema de saúde pública em nosso país: a obesidade infantil. Isso para não falar na obesidade em geral, muito mais difícil de combater mas igualmente preocupante. Bem, o diagnóstico do doutor Temporão sobre o álcool foi na mosca. Mas, e a terapêutica? Simplesmente "restringir a venda de bebidas alcoólicas em rodovias, postos de gasolina e perto de escolas" não vai adiantar nada. Na melhor das hipóteses, vai adiantar muito pouco. É preciso que Temporão faça com a indústria de bebidas alcóolicas (e com a indústria voltada à produção de coisas que provocam obesidade nas crianças) o que o então ministro José Serra fez com a indústria do tabaco: partir para o enfrentamento. Se necessário, proibir a publicidade. Por enquanto, o bom ministro Temporão vai ocupando seu espaço na mídia com base em diagnósticos e polêmicas, como por exemplo a do aborto. E essa agora do álcool. Eu, como torço pelo sucesso do ministro e do governo a que ele serve, espero que rapidamente o Temporão passe a uma nova etapa, na qual vai mostrar também como serão efetivamente tratadas as doenças nacionais que ele tão pertinentemente vem diagnosticando.

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4 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

No Brasil as bebidas e o cigarro,
matam mais que os acidentes de
trânsito e armas(de fogo e brancas)
Mas rendem muito para os governos,em impostos!
Portanto e consequentemente não
vão acabar(utopia),nem mesmo
diminuir o consumo.

sexta-feira, 4 de maio de 2007 12:08:00 BRT  
Anonymous Richard disse...

Isto que vc gostaria, Alon, vai acontecer no dia em que a galinha criar dentes... na verdade, ela já teve dentes! Mas não se chamava galinha, e sim Tiranossaurus Rex :-)))

sexta-feira, 4 de maio de 2007 12:28:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Será que o Ministro Temporão, não está, com isso, preparando o terreno para combater a publicidade alcoólica, como um prato quente que vai sendo comido pelas bordas? É preciso lembrar que José Serra conseguiu atacar a indústria de cigarrros, porque seu desgaste já estava em estágio avançado. Várias tentativas anteriores foram feitas de conter a publicidade tabagista, e enquanto as condições não foram reunidas (inclusive jurisprudência que começava a dar ganho na justiça a doentes vítimas do fumo, induzidos pela propaganda que não avisava das consequências), não houve clima para o sucesso da campanha.
Tanto é fato, que o próprio Serra poderia ter estendido ao álcool o que fez com o cigarro, mas deixou para depois, justamente por não haver apoio suficiente para tal empreitada.

sexta-feira, 4 de maio de 2007 21:06:00 BRT  
Anonymous Jura disse...

Eu também estou gostando muito do ministro Temporão. Torço para que o lobby etílico não consiga transformá-lo num ministro temporário.

Vai ser uma briga dura. Está provado que o álcool produz agressividade intensa e estimula a criminalidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2007 13:13:00 BRT  

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