domingo, 1 de abril de 2007

É necessário investigar a hipótese de sabotagem (01/04)

O motim dos sargentos-controladores de vôo da última sexta-feira e a pífia reação do governo tiveram ao menos o mérito de lançar luz sobre as raízes da crise aérea vivida pelo país desde o choque entre o avião da Gol e o jatinho Legacy, dois dias antes do primeiro turno da eleição presidencial ano passado. Uma coisa nunca explicada foi por que os transtornos aos passageiros da aviação civil brasileira só apareceram depois do acidente. Se a situação do sistema era tão precária assim, a deterioração do serviço era para ter começado muito antes. Mas não: como num passe de mágica, as coisas pioraram de repente desde aquela fatídica sexta-feira, dia 29 de setembro. E um acidente que, obviamente, foi causado pelos pilotos do Legacy passou a ser debitado na conta da "incompetência nacional". Agora, a máscara caiu. A aviação civil brasileira certamente tem os seus problemas, mas a crise aérea não é principalmente produto deles. Uma hipótese a investigar: terá havido ao longo desses meses uma ação deliberada de sabotagem com o objetivo de enfraquecer a Força Aérea Brasileira (FAB) e tomar dos militares o que lhes resta de participação na aviação civil? E, se houve sabotagem, quem seriam os responsáveis?

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4 Comentários:

Anonymous José Augusto disse...

Uma pergunta que me inqueta é porque é necessário um Ministério da Defesa? Acredito ter sido criado para substituir a antiga estrutura de 3 ministérios militares, e buscaram inspiração no modelo estadunidense para não recriar com o antigo nome de Ministério da Guerra.
Mas poderia haver apenas o Estado Maior das Força Armadas (ou com o nome de Estado Maior da Defesa), um órgão de Estado, subordinado diretamente à Presidência da República, sem a intermediação de um ministro. Se um presidente se sente desconfortável para lidar diretamente com o Estado Maior militar, precisando do anteparo do Ministro da Defesa, não está apto a ser chefe das forças armadas.
Outra indagação é porquê a ANAC está vinculada ao Ministério da Defesa e não ao dos Trasnportes?

domingo, 1 de abril de 2007 20:04:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Alon,
isso está mais do que claro.
Evidentemente a greve de sexta foi só o golpe final dos sucessivos pequenos golpes dados pelos controladores.

E eu não estou tirando a razão deles e acho que o Governo foi especialmente lento na solução da questão.

Com medo de uma insatisfação militar, deixou o caso ir até o limite.

E é como Lula disse. Faltam reservas. Só que ele poderia ter providenciado nesses 4 anos. Faltou informação das FA?

Os ministros da Defesa falharam feio. E isso não é de hoje.

domingo, 1 de abril de 2007 21:25:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Aé, Alon, você inocenta estes controladores a priori sem provas e sem ouvir a gravação daquele dia na torre de controle e no centro Brasilia?

domingo, 1 de abril de 2007 22:25:00 BRT  
Anonymous Jura disse...

A Federação Internacional dos Controladores - o sindicatão deles no Canadá - já apoiava as reivindicações dos controladores desde 1981, conforme publicou em sua revista The Controller: http://www.the-controller.net/.

Qual o sindicato que não quer a receita proveniente do país em que a aviação mais cresce atualmente? Em todos os outros ela anda em recessão braba.

E por que a crise só veio à tona após o desastre na Amazônia? Porque a aviação comercial que hoje mais cresce no mundo quer controlar ela mesma os seus vôos. Não duvido que aplauda (e até apóie)o motim. Tem receio de mais prejuízos por causa de um controle militar que deixa dois paspalhos americanos andando por ai na contramão. Um controle que controla seus controladores com mão de ferro, exceto no aeroporto de São José dos Campos, onde até eu levanto vôo se comprar um Legacy. Quem é o manda-chuva lá?

segunda-feira, 2 de abril de 2007 16:01:00 BRT  

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