sábado, 21 de abril de 2007

Enrolações e licitações (21/04)

Está hoje n'O Estado de S.Paulo:

Compra de caças vira prioridade nº 1 da FAB

Força estuda aquisição de aviões por critérios técnicos, sem licitação

Jacqueline Farid, RIO - O Projeto FX, suspenso desde abril de 2005, está sendo retomado este ano como “prioridade número um” do Comando da Aeronáutica. A iniciativa “recomeça da estaca zero” e será diferente do programa original, segundo adiantou ontem o brigadeiro-do-ar Paulo Roberto Pertusi, titular da 3ª Subchefia do Estado-Maior. Os estudos para o reinício do programa de aquisição de caças supersônicos de quinta geração tecnológica, para cumprir as missões de superioridade da Força Aérea Brasileira (FAB), já foram iniciados e, segundo o brigadeiro Pertusi, o objetivo é concluí-los “o mais rapidamente possível”. (...) Fontes ligadas ao Alto Comando sustentam que o modelo a ser adotado será o de compra direta, em que a escolha é feita sem licitação, por meio de critérios técnicos - o acesso a novas tecnologias será determinante - e compensações financeiras. Isso todavia não impede fornecedores internacionais de apresentarem ofertas. Um caça avançado custa entre US$ 45 milhões e US$ 65 milhões. O prazo entre a assinatura do contrato e as primeiras entregas pode chegar a cinco anos.(...)


Clique aqui para ler a íntegra da reportagem. Que negócio é esse de compra sem licitação? O Brasil precisa modernizar a sua frota de caças faz tempo. O assunto foi rolado com a barriga ao longo de todo o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, quando poderia ter sido decidido tão rapidamente quanto foi a (justificada) compra do novo avião presidncial. O resultado prático dessa inação é a FAB estar hoje em desvantagem diante do poderio aéreo dos vizinhos. Ótimo, portanto, que a compra dos novos caças tenha virado prioridade. Mas sem licitação? Depois de quatro anos de enrolação?

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1 Comentários:

Anonymous José Augusto disse...

A falta de licitação neste caso, me parece justificável, porque a aeronáutica deseja encomendar o melhor equipamento dentro de suas estratégias que lhe interessam, e não ser surpreendida ao abrir os envelopes e ter que comprar algum equipamento indesejado, porque o fornecedor adequou-se tecnicamente à licitação, com preços mais baixos, mas com inferioridade técnica.
A ausência de licitação não significa ausência de negociação.

terça-feira, 24 de abril de 2007 03:46:00 BRT  

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