segunda-feira, 23 de abril de 2007

A constatação (23/04)

A Folha de S.Paulo traz hoje reportagem sobre estudos segundo os quais:

O uso de computadores nas escolas não melhorou o desempenho dos alunos em português e matemática, aponta um exame feito pelo MEC (Ministério da Educação). Essa conclusão surpreende entusiastas do uso de novas tecnologias no ensino e consta em dois estudos realizados a partir do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), principal meio para avaliar a qualidade da educação.

O texto é de Antônio Gois. Clique aqui para ler a íntegra. Abordei o assunto em Salas de aula e professores. Que simples!, de julho do ano passado. Um trecho do post:

A Índia diz que não vai entrar no projeto de um laptop de US$ 100, idéia desenvolvida por Nicholas Negroponte. Ele andou circulando também por aqui com a proposta, e parece que o governo brasileiro está estudando a idéia de comprar milhões dessas maquininhas. Deus nos livre. A declaração do secretário indiano da Eduação sobre o assunto é uma frase que vale por um programa de governo. Diz o senhor Sudeep Banerjee: "Nós precisamos de salas de aula e professores mais urgentemente do que de ferramentas fantasiosas".

Leia também: Abaixo os especialistas

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9 Comentários:

Anonymous André Nogaroto disse...

Tenha a santa paciência...

É óbvio que apenas colocar computadores em sala de aula não melhora o nível educacional de ninguém...

Junto com o laptop, deve vir acompanhando uma prática pedagógica que faça a "interface" entre a internet, a informação e o conhecimento...

Precisamos de pesquisas que possam medir os níveis de aprendizagem com utilização de práticas pedagógicas adequadas ao uso do PC em sala de aula...

Imagine meus alunos podendo ler seu post em sala de aula precedidos de uma dissertação sobre a importancia de buscar e ler conteúdos que melhorem o conhecimento...

Sou professor da rede pública, acadêmico de Administração e uso o laptop em sala de aula... Mas meus professores efetivamente ainda não perceberam as possibilidades do uso adequado da internet em suas aulas...

Dura realidade... O professor continua e será sempre o elo mais importante entre informação e conhecimento...

André Nogaroto.
www.andrenogaroto.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2007 18:20:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Português e matemática= lápis e papel. Internet para crianças é absolutamente inútil, e se elas sabem ler e escrever, aprendem a navegar na internet em 3 horas. Perda de tempo e de dinheiro do contribuinte.

segunda-feira, 23 de abril de 2007 21:40:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

É chover no molhado dizer que matemática só se aprende com "zilhões" de exercícios feitos a "unha". Mas não concordo com o Alon. A internet se bem usada, oferece possibilidades fascinantes.
Não sei como o Alon não consegue ver a ferramenta maravilhosa que a internet oferece a um professor de história e geografia. No aprendizado de outras linguas nem se fala. Para um professor de química que não tem um laboratório a disposição é uma maravilha.
O receituário antigo (sala de aula com poucos alunos, boa carga horária, professores capacitados e motivados) continua sendo o alicerce. Mas que o computador pode ser um lindo acabamento, isso pode.

segunda-feira, 23 de abril de 2007 22:51:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

A matéria mostra e eu posso comprovar na prática das escolas. Falta projeto pedagógico para a ferramenta e treinamento dos professores.

Mas outra comprovação que tenho é que aumenta muito a motivação dos alunos.

Quanto à o fato de que os computadores em casa são mais importante que na escola, pode ser, mas a maioria dos nossos alunos não os têm em casa.

Por fim, como consta na matéria, a alfabetização digital é fundamental nos dias de hoje.

segunda-feira, 23 de abril de 2007 23:34:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Uma vez me contaram uma parábola sobre uma empresa aérea que vendia uma passagem de US$ 300 para a Europa, mas o vôo só dava para levar até a metade do caminho (até o meio do Atlântico, logo...). As políticas públicas brasileiras, incluindo a educação, costumam ser assim: o orçamento alocado fornece aos alunos a passagem que só leva até a metade do caminho. Assim, informatizaram a escola com equipamentos, mas não introduziram ainda programas pedagógicos, incluindo formação do professor para explorar as novas mídias, que extraiam o potencial de uso do computador na escola.
Sou árduo defensor da inclusão digital nas escolas, e defendo o OLPC (laptop de US$100). O computador deve ser visto como os livros e como o caderno, ou seja, como material didático. Importantíssimo, porque potencializa diversas outras habilidades. Para essa potencialização acontecer entra a orientação dos professores, que tem no computador um aliado poderoso no arsenal de recursos para preparar aulas.
Tem escolas que tem blogs. Outras cujos alunos não só acessam informações, como produzem conteúdo sobre suas cidades, bairros para sites como a wikipedia ou google earth. Não sei se é caso isolado, mas a escola pública mais bem avaliada na 8a. série no estado do RJ possuía um blog.
Existem acervos educativos fantásticos na Internet, muito subutilizados, inclusive brasileiros, como o museu da vida da Fiocruz, o IBGE teen (porque não jovem?), laboratórios de ciências virtuais, o site domínio público do governo federal. É fabuloso e lúdico estudar geografia usando o Google Earth.
Todo pai de classe média que coloca seus filhos em escola particular reconhece aulas de informática como um valor na formação do filho, porque na escola pública deveríamos dispensar?
Além disso os projetos de Inclusão Digital como equipar as crianças com o Laptop de US$100 vão bem além da educação. A proposta é que os alunos levem o laptop para casa e inclua também a família. Envolve acesso à informações sobre saúde, trabalho, oportunidades, acesso a informações sobre preços de mercado da produção familiar, sobre direitos, programas sociais.
Além disso, o computador, assim como os livros, favorece o estudo autodidata nos momentos extra sala de aula.
Por fim, em cada 1000 crianças informatizadas, por simples probabilidade e estatística, dali sairão algumas desenvolvedoras de software e websites, outras em outras ciências e engenharia, outras talentosas em animação gráfica, outras em música eletrônica, outras blogueiras, outras em finanças. Por isso esse gasto é também investimento em ciência e tecnologia "no varejo".
É essencial termos bons professores e bem pagos, mas isso não é excludente com a necessidade de incluir digitalmente também as crianças.

terça-feira, 24 de abril de 2007 03:26:00 BRT  
Anonymous Lau Mendes disse...

Vai começar a choradeira. Livro didático aberto num clic ,e na série seguinte,de novo um clic,acaba por trazer prejuízo a muitas papeleiras,impressores,livreiros etc. O macro não é o desenvolvimento sustentável ? Então deixemos o papel para o exercício do aprendizado prático,até porque no ritmo que vai papel escasso encarece. Justificativas que encaixam são várias. A mais comum,”Ah mas Internet desvia o interesse do aluno”.....se bem lembro,tanto quanto uma revista Playboy aberta no meio de um Atlas Geográfico,e aí com duplo sentido mesmo.

terça-feira, 24 de abril de 2007 08:49:00 BRT  
Anonymous luiz lozer disse...

Eu ia comentar, mas ia chover no molhado.

professor, sala de aula, e mais um maravilhoso material didático o laptop das criancinhas.

vou pegar emprestado o farol de Alexandria do PHA e coloca-lo aqui, vamos parar de jogar luzes no passado, gente.

Agora que um laboratório de informática (40 PCs conectados a internet) também resolve isso também é verdade.

quinta-feira, 26 de abril de 2007 13:13:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Computadores? aonde? nas Escolas?
Trata-se de uma piada;as Escolas
brasileiras praticamente não têm
computadores!.Na minha cidade com
70 000 habitantes,a maior Escola
tem por volta de 15(quinze)
computadores,para uso exclusivo dos
alunos!
E ainda mais:eles são mais usados
para atividades lúdicas,não
pedagógicas já que não existe
planejamento neste sentido!
César

sexta-feira, 27 de abril de 2007 10:23:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Na minha opinião o computador é
instrumento didático,de grande
valia no ensino médio;no fundamental(primeira à oitava série)é desperdicio de tempo e
dinheiro;não aproveitam o conteúdo
e ainda detonam os equipamentos!
Se o menino quiser estragar o seu,
na sua casa,problema dele(e dos
pais)

sexta-feira, 27 de abril de 2007 23:53:00 BRT  

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