domingo, 1 de abril de 2007

Como a FAB pode ajudar o Brasil (01/04)

Vi ontem no Jornal Nacional o ministro do Planejamento afirmar que a nova legislação antigreve do setor público vai incluir os controladores de vôo -agora livres da disciplina militar. Antes de tudo, minha solidariedade ao ministro Paulo Bernardo. Não deve ser fácil acumular dois ministérios complexos e importantes como o Planejamento e a Defesa. Aproveitando, eu quero saber do ministro como ele vai fazer para aplicar a lei antigreve em relação aos controladores de vôo. Vai haver um contingente reserva de controladores para o caso de os titulares resolverem dar uma banana para a lei antigreve? E o contingente reserva, será civil ou militar? Se o governo estiver pensando em uma reserva civil de controladores, pode tirar o cavalinho da chuva. Ao primeiro movimento para treinar esse pessoal, o sindicato dos controladores ameaçará fazer greve -sabendo de antemão que do lado de lá tem um governo cujos joelhos tremem com facilidade. Pronto. Achei uma coisa que a Força Aérea Brasileira (FAB) pode fazer pelo país. Treinar imediatamente uma reserva militar de controladores de vôo, sem a ingerência política do ministério da Defesa. Uma tropa de elite pronta a entrar em ação. Mais ou menos como a Força Nacional de Segurança. Quanto mais cedo a providência for tomada, melhor. Sem essa reserva, ministro, a sua lei antigreve não vai fazer nem cosquinha nos controladores de vôo.

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog (Blog do Alon).

Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

7 Comentários:

Blogger Luca Sarmento disse...

Sem entrar no mérito da questão da greve em serviços essenciais, esta crise com os controladores de vôo teria uma forma de ser atenuada, de imediato.
A profissão de controlador de vôo pode, em qualquer parte do mundo, inclusive aqui, ser desempenhada em Inglês. Porque o governo não contrata, em regime de urgência, tantos controladores quanto necessário, no mercado internacional? Fim do problema.

domingo, 1 de abril de 2007 09:50:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Grande Luca

Sei bem que você não é um bocó. Ao contrário, suas estocadas aqui no blog são sempre certeiras, eu penso.

Sabemos, você eu e tantos outros, que o governo é sócio nessa "crise".

abs.

domingo, 1 de abril de 2007 11:45:00 BRT  
Blogger alberto099 disse...

Caro Alon, se há um defeito de nosso Estado “democrático”, contra o qual nenhum governo, até o momento, sequer esboçou reação, é a falta de transparência. O que torna impossível um debate informado sobre a maior parte dos assuntos de administração pública que surgem. Essa falta de transparência é bastante útil aos interesses corporativos, os mais diversos, que dependem de recursos públicos (interesses tanto públicos – estatais – quanto privados), e por isso mesmo se perpetua. Podemos concluir, depois que a última greve estourou, que as recentes e repetidas panes nos tais “cindactas” foram sabotagem dos controladores? Como podemos aceitar que os eventos simplesmente se sucedam, e nada se apure, nada se diga, responsabilidades não sejam cobradas? A aeronáutica não é capaz de chegar aos sabotadores vindos de seus quadros e dentro de suas instalações? Somos então condenados às conjecturas, e as minhas são diferentes das suas Alon: o governo cedeu, até o último episódio, à aeronáutica, e a disciplina militar se mostrou incapaz para emendar os controladores de vôo. Por quê? Porque estes perceberam que o governo não tem como sustentar os atritos decorrentes da disciplina militar quando precisa dar satisfação aos cidadãos (entre parentes, cidadãos dos mais iguais, que andam de avião). Descobriram isso apenas depois que enfrentaram a pressão militar decorrente do caso Legacy. Com a desmoralização da aeronáutica no caso, essa aceitou as razões do governo na crise (“compreende(u) a posição assumida pelo Governo, em face da sensibilidade do assunto para os interesses do país”, né?), e veio com a conversa de que propusera um órgão… quem diz que não? Quem sabe o que se passa? Por que a aeronáutico buscou até o último momento manter o controle de todo tráfico aéreo? Porque é da natureza de todo organismo burocrático buscar o máximo de atribuições para aumentar seu poder, independente de haver justificação, essa é fornecida a posteriori. Veja que minhas conjecturas independem de integrantes no governo simpáticos a causa dos controladores. Agora, se vocês querem um assunto em que o governo pós os pés pelas mãos no primeiro mandato foi o tratamento frouxo dado às greves do funcionalismo, daí a urgência de passar uma lei a respeito, já que greves importantes voltam a pipocar e o governo não tem margem para muita “negociação” agora. Vou arriscar uma proposta pouco pensada, privatize-se o controle de tráfego aéreo e deixe-se a galera parar, depois de alguma bagunça garanto que a situação se normaliza permanentemente, melhor que a incerteza atual, né não?

domingo, 1 de abril de 2007 11:51:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Exatamente o que Ronald Reagan fez, treinou controladores para demitir incodicionalmente os amotinados. A falta de mando do atual governo é uma verdadeira catástrofe. Se rende aos controladores hoje, amanhão o país será refém de corporações as mais variadas, se preparem para temporais e tempestades políticas.
A FAB decidiu, se é assim, não controlará mais o tráfego aéreo. Ou ele é militar e obedece rigidamente o código militar, hierarquizado ate o último parafuso, ou será civil, e a FAB nada terá mais com isto. E os controladores civis já sabem o poder que tem, sem ninguem para contrariá-los, serão o embrião repúblixca sindicalista que colocará o país na rabeira do mundo.

domingo, 1 de abril de 2007 11:55:00 BRT  
Anonymous JV disse...

este último foi JV

domingo, 1 de abril de 2007 11:55:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Talvez seja melhor considerar a utilização de um "exército" civil de reserva, e não ficar metendo militares em lugares de onde já deviam ter saído há muito tempo.
Tratou-se de uma simples greve, vitoriosa até o momento.
Prejudicou inúmeras pessoas que iriam se utilizar de avião. Algumas aproveitaram para dar seu showzinho classe média de choro, ranger de dentes, raiva incontida, bater em mulher... E daí? Que processem as companhias aéreas.
(sem assinatura)

segunda-feira, 2 de abril de 2007 15:33:00 BRT  
Anonymous Jura disse...

Muitos jornalistas ligaram a crise da aviação civil (reconheçamos que não se trata apenas dos controladores) à falência da Varig?
Mas será que eles estão se referindo mesmo á Varig ou à Fundação Ruben Berta?

Uma outra contribuição importante que a FAB poderia dar é que ela não tem saudades dos tempos de glória da fundação.

Em tempo: dá pra falar em crise de um negócio que não pára de crescer?

terça-feira, 3 de abril de 2007 08:00:00 BRT  

Postar um comentário

<< Home