sábado, 28 de abril de 2007

A boa notícia que vem do Incra (28/04)

D'O Estado de S.Paulo:

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) decidiu ontem iniciar uma ofensiva contra as propriedades rurais que constam da chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho. Esse é o nome dado ao conjunto de fazendas - que hoje somam 52 - nas quais foram constatadas condições de trabalho análogas à escravidão. A partir dos próximos dias elas serão alvo de vistorias para verificar índices de produtividade e respeito às leis ambientais. O objetivo é acelerar a desapropriação e a destinação dessas áreas para a reforma agrária. (...) Paralelamente, procura-se dar mais agilidade aos processos de expropriação de fazendas nas quais a polícia descobriu plantio de maconha. Desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, 18 propriedades nessas condições - todas elas no Nordeste e com uma área total aproximada de 5.200 hectares - foram destinadas a assentamentos.

Parabéns ao Incra. Clique aqui para ler a reportagem completa. Outro trecho dela:

Apesar dos esforços do governo, suas ações são criticadas por organizações como o Movimento dos Sem-Terra (MST). Na opinião de seus líderes, seria necessário dar ênfase aos processos de desapropriação nas Regiões Sul e Centro-Oeste do País. Acusam o Incra de dar preferência para assentamentos em áreas públicas, na região amazônica, distante dos centros consumidores de alimentos e sem infra-estrutura, condenando-os quase sempre ao fracasso.

Eis um dos problemas da posição do MST. A aliança com forças políticas que defendem a intocabilidade da Amazônia deixa o MST numa sinuca de bico. Tendo que criticar até quando o governo acerta. Escrevi sobre o assunto no Correio Braziliense, recentemente (Esquerda e direita, sócias).

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog (Blog do Alon).

Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Meu sogro já falecido,comprou na
década de 60,750 hectares no
noroeste de Mato Grosso.Comprou
legalmente(não de grileiros),
desmatou uma pequena parte,fez
cercas(com próprias mãos),curral,
casa sede e outras benfeitorias.
Veio um bando de vagabundos (se
autodenominam sem terra)e tomou
conta.Com ação de reintegração
foram expusos pela polícia,mas
voltaram logo inclusive desmatando
e acabando com a fauna,antes
abundante.Meu sogro poderia apelar
para pistoleiros,como era totalmen-
antiviolência,"deixou quieto".
O INCRA nada fez até agora,passados
mis de 10 anos!Precisa falar mais?

segunda-feira, 30 de abril de 2007 14:30:00 BRT  
Anonymous Richard disse...

Acredito que o problema ainda está na idéia de que mandar pessoas para amazônia é jogar elas lá e esquecer! Anos desta política fizeram esta idéia se sedimentar.

quarta-feira, 2 de maio de 2007 13:12:00 BRT  

Postar um comentário

<< Home