segunda-feira, 26 de março de 2007

Uma reportagem do NYT sobre os direitos dos palestinos (26/03)

Tratei, dois posts atrás, do plano saudita para a paz no Oriente Médio. O principal impasse que resta entre israelenses e palestinos reside no direito ou não de refugiados (palestinos) da guerra de independência de Israel (1948-49) retornarem a território israelense mesmo havendo um estado palestino independente para acolhê-los. Vamos aos números. Foram cerca de 700 mil refugiados. Seus descendentes somam hoje cerca de 4,5 milhões. Israel tem cerca de 7 mulhões de habitantes, dos quais cerca de 1,5 milhão são árabes israelenses. Aritmeticamente, exigir o pleno retorno de todos os descendentes de refugiados a Israel significa eliminar o estado judeu. Sobre o tema, o The New York Times publica uma reportagem interessante. Ele mostra que essa talvez seja uma questão mais relacionada à disputa política do que à vida prática. Clique aqui para ler For Many Palestinians, "Return" Is Not a Goal.

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4 Comentários:

Anonymous Paulo Sampaio Gutierrez disse...

O retorno das fronteiras às de 1967, com alguns ajustes, me parecem também uma proposta razoável para o conflito israelense-palestino. Tomara que seja aceita e venha a paz duradoura. Mas ela tem um pouco da "teoria do bode": mesmo antes da ocupação de 1967 já havia conflitos, os palestinos não aceitavam Israel. Agora, aceitariam, tendo esse retorno como solução - seria a retirada do bode.
Outra possibilidade, talvez melhor mas menos factível, seria a criação de um Estado único. Deu para ser feito na África do Sul, talvez dê lá no Oriente Médio também.
E isso me leva para o assunto do título: boa parte das vitórias mais significativas de oprimidos no século XX foram obtidas com o pacifismo: a independência da Índia é o grande exemplo. Mandela só saiu da prisão para a vitória eleitoral quando ele e seu partido abandoram a luta armada. As vitórias dos direitos civis dos negros norte-americanos dependeram muito mais do Luther King e de outros "mansos" que dos Panteras Negras.
Dou aqui uma sugestão (que não será ouvida) aos palestinos, mas também aos israelenses: apelem ao pacifismo em oposição à tática de retaliações infindáveis.

segunda-feira, 26 de março de 2007 23:04:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Minha pergunta é mais singela: qual a necessidade de um estado Judeu? Ou Islâmico? Ou Católico? Exato: nenhum. Estado deve ser laico, e ponto final.

terça-feira, 27 de março de 2007 11:20:00 BRT  
Anonymous Bob disse...

Alon, o que vc quer dizer com "estado judeu"? Um estado de maioria judaica, mas "judaica" em que sentido? Religioso ou étnico? Pq vc fala de Israel como dividido entre "judeus" (majoritários) e "árabes" (minoritários), então não estou muito seguro a q vc se refere, suponho que ao "povo judeu". "Árabe" me parece referir-se ao povo (etnia, nação ou raça, como vc preferir). Não é uma religião. Vá lá que a maioria dos árabes sejam muçulmanos, mas há uma importante diferença entre um e outro, afinal os persas e turcos são muçulmanos, mas não são árabes. E "judeu" nesse caso? É o povo, a religião ou o quê?

terça-feira, 27 de março de 2007 13:41:00 BRT  
Blogger Misael disse...

Essa historia de arabe e judeus, tem algumas variaveis, que não são na verdade o mais importante. Quando se fala em judeus, temos uma etnia, sem dúvida. Porque nem todos os judeus são israelitas ou seja religião de israel, porque o gentílico de Israel, é israelense. Portanto, estamos nos referindo a judeus como etnia. E árabe também, mas acontece que estão chamando libaneses, sirios, afegãos, iraquianos, persas ou iranianos, de arábes. Sendo assim, não existiriam líbios, etíopes, egipcios, libaneses, sírios, turcos, iraquianos, sudanês, etc,etc, seriam então árabes, pois de maioria muçulmana, estariam sendo confundidos com árabes, o que não é verdade. Os povos começam com algum casal, ou pequeno grupo. Foram assim com os portugueses, com os franceses, com os ingleses. Antes da existência deste povo, como etnia, houve um começo vindo de algum outro grupo ou etnia. Foi assim com Abraão, Isaque e Jacob e as tribos de Judá. Aliás tribo, é inicio de Etnia. Retroagindo na história, não vamos encontrar povo árabe, sendo ocupante e dominante de Jerusalém, quando do domínio romano, há mais de dois mil anos atrás. Quando o General Tito, depois Imperador de Roma, destruiu Jerusalém no ano 70 de nossa era, não tivemos massacre de árabes, e sim de judeus. Gente não vamos conturbar ou tumultuar o raciocínio lógico, apenas, para justificar nossas teses. Quando se fala em Nazaré, Samaria, Palestina, temos na verdade uma mistura de povos, incluindo algum percentual de árabes, mas muito mais de judeus e sírios. O desdobramento disso estamos vendo hoje, que o componente religioso perturba o entendimento. Haja vista o cristianismo. Se ser cristão fosse uma criação romana, de papas, e do domínio católico, não teríamos um inicio em Jerusalém, entre os judeus, pois Jesus, Maria, José, Ana, Joaquim, Isabel, Pedro, Tiago, João, os doze discipulos escolhidos por Jesus, todos eram judeus, e tínhamos: fariseus, (Paulo e outros), saduceus, publicanos, essênios, e outras religiões da época, e todos estes praticantes eram judeus, como eram os primeiros cristãos, sendo judeus. A única identidade era pertencerem a uma religião monoteísta, que tinha Abraão como patriarca. Tendo Deus, como divindade e os profetas descendentes da etnia que vinha de Abrão Isaque e Jacob. Pois conforme Moisés, os antecessores de Abrão, como Noé, Cam, Sem e Jafé, Ló e outros, não eram Judeus, como não tinha esta denominação Isaque, e depois Jacó, esta designação veio depois, para determinar aquela etnia. O Estado judeu não é teocrata. Lá temos as religiões de todo o mundo representadas. Os muçulmanos, vêm aqui no Brasil e divulgam sua religião, constroem suas mesquitas, também nos E.U.A, também em Jerusalém. Mas, se os israelitas, se os católicos, se os budistas, se os protestantes, quisesem divulgar e construir suas igrejas, em Teerã, Damasco e outras capitais de maioria muçulmana, teríamos problemas com uma "chamada guerra santa", que permite matar em nome de Deus. Fica impraticável, fanatismo, ignorância, falta de higiene, com religiosidade. Vejamos o problema da água, que os povos de maioria muçulmana tem tratado, sem conhecimento de causa. O conhecimento, o desenvolvimento, a eduação, devem vir junto com a religião, e o respeito ao próximo.
Misael

domingo, 8 de abril de 2007 21:59:00 BRT  

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