sexta-feira, 16 de março de 2007

A receita de Putin, Getúlio e Lula (16/03)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já era o comandante do maior partido do país, o Rússia Unida. Mais recentemente, criou o Rússia Justa, com um colorido social, para minar a influência do Partido Comunista. Na história do Brasil, Getúlio Vargas fez algo semelhante, quando no ocaso do Estado Novo estimulou a criação do Partido Social-Democrático (PSD) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Caminhar com duas pernas partidárias é também o que busca Luiz Inácio Lula da Silva, quando olha com um olhar apaixonado para o novo consórcio PT-PMDB, por meio do qual ambiciona um longo período do seu (de Lula) grupo político no poder. A receita é comum. Admitir, e até estimular, a competição eleitoral na base da sociedade, cuidando para que essa polarização se inscreva no âmbito do governismo. Na foto de Domingos Tadeu, da Agência Brasil, Lula empossa o novo ministro da Integração Nacional, o deputado federal do PMDB-BA Geddel Vieira Lima. No fundo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aplaude.

Leia a reportagem da The Economist sobre a recente eleição regional na Rússia

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1 Comentários:

Blogger alberto099 disse...

Caro Alon, uma receita que exige evidente habilidade política, mas que revela uma democracia fraca, dependente mais de personalidades carismática mais do que do claro reconhecimento (e convivência) de interesses divergentes.

segunda-feira, 19 de março de 2007 12:40:00 BRT  

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