terça-feira, 13 de março de 2007

Os políticos seriam derrotados num referendo sobre a reforma política que eles aprovariam, se pudessem (13/03)

O blog do Fernando Rodrigues traz pesquisa da Fundação Perseu Abramo, do PT, sobre a reforma política. A ampla maioria (91%) acha importante fazer uma reforma política. Ótimo. Mas que reforma deseja o eleitorado? Vamos aos números:

- 55% são contra o financiamento de campanhas eleitorais com dinheiro público. 32% são a favor.

- 47% desejam manter o sistema proporcional para eleição do Legislativo. 31% são favoráveis a algum tipo de voto distrital.

- 63% desejam continuar votando em pessoas para o Legislativo. Só 5% aceitam o voto indireto, no partido (lista fechada partidária).

- Apenas 38% querem impedir que o parlamentar possa trocar de partido. 23% defendem que o político mantenha plena liberdade de escolha e 28% propõem regras suaves (um ou dois anos de prazo) para quem vai trocar de legenda.

- Sobre a quantidade de partidos, 56% defendem que haja muitos, mas menos do que existem hoje. A situação atual é considerada boa por 19%.

- 57% defendem que a representação dos estados na Câmara dos Deputados seja proporcional ao eleitorado. 27% defendem o sistema atual.

- 52% defendem manter uma reeleição e quatro anos de mandato. 44% desejam acabar com a reeleição.

Em resumo, a reforma política que os políticos aprovariam caso tivessem liberdade de ação (O cardápio da reforma política, de uma semana atrás) muito provavelmente seria derrotada num referendo popular. Coisa comum no Brasil. Nas duas últimas consultas populares (sistema de governo e proibição do comércio de armas) foi assim: a maioria dos políticos de um lado e a maioria do povo do outro.

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2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Depois de bem fixados os pontos horríveis da reforma que se preconiza, poderíamos estudar alguns pontos positivos, que mereceriam estar em uma reforma, não? Acho, por exemplo, que a lista fechada conviviria bem com candidaturas avulsas, por exemplo, ou que o voto distrital misturado com proporcional amplo, e talvez mesclado com listas fechadas/candidaturas avulsas em um caso ou no outro, poderia dar certo (tipo "fechada para o distrital" "aberta para o proporcional" ou vice-versa). Pode ser que ainda seja cedo discutir isso, mas talvez propostas sólidas nesse sentido pudessem desequilibrar o consenso que parece bem firme.
(Não vou assinar uma mera especulação, portanto,

Anônimo)

terça-feira, 13 de março de 2007 17:48:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Antes de mais nada, é recomendável conhecer os requisitos dessa pesquisa (região, quantidade de entrevistados, etc.).

Rosan de Sousa Amaral

terça-feira, 13 de março de 2007 21:29:00 BRT  

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