sábado, 24 de fevereiro de 2007

Quase 90% a favor de usar o exército no combate ao tráfico de drogas no México. Inveja (24/02)

Da Angus Reid Global Monitor:

Os mexicanos adultos apóiam maciçamente o projeto do governo de empregar o exército no combate ao tráfico de drogas, segundo uma pesquisa do instituto Parametria. 89% dos pesquisados são favoráveis à decisão [do presidente Felipe Calderón]. (...) Logo depois de tomar posse [em dezembro] Calderón ordenou o envio de mais de 7 mil soldados aos estados de Michoacán e Guerrero, no esforço para combater o tréfico de drogas. No total, mais de 24 mil militares já foram enviados aos diversos estados mexicanos [com esse objetivo]. (Continua...)

Lembrem-se de que Calderón foi eleito numa disputa apertadíssima a teve sua vitória contestada pela oposição. Agora, busca respaldo popular endurecendo o combate ao tráfico e ao crime. Bom para o México. Enquanto isso, no Brasil, um ministro é mantido refém sete horas por assaltantes e nem dá queixa na polícia. Para ser sincero, sinto até um pouco de inveja dos mexicanos.

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5 Comentários:

Blogger Anão disse...

Bom para o México?

Vamos ver onde vai dar... os caminhos mexicanos, ultimamente, não vêm me parecendo os mais promissores...

Abraço

sábado, 24 de fevereiro de 2007 12:55:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Também podemos sentir inveja dos haitianos. Lá o exército brasileiro faz o que não que fazer aqui.

sábado, 24 de fevereiro de 2007 13:15:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Eu invejo os haitianos. O exército brasileiro faz lá o que diz que não pode fazer aqui.

sábado, 24 de fevereiro de 2007 13:41:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

É interessante também entendermos melhor nossa própria realidade para invejarmos:

As Forças Armadas não querem ser um remendo para ajudar a perpetuar as mazelas das polícias (o que é sábio, senão as polícias continuam como estão e as FA viram mais uma polícia auxiliar permanente).
As FA devem atuar quando esgota-se a capacidade policial (como nos ataques do PCC em São Paulo no ano passado). E entendem que a resolução da má gestão policial pelos Governadores precede sua atuação, uma vez que não tem poder de intervenção nestas polícias militares.

Acredito que se os Comandos das FA e os Poderes políticos (incluindo Governadores) repactuassem uma mudança constitucional, que desse às FA poder de comando e intervenção sobre as Polícias Militares quando fossem convocadas a atuar na segurança pública, a questão seria resolvida com o profissionalismo devido. Ou seja, as FA atuariam quando os Governadores perdessem o controle da segurança, e nada mais natural do que as FA assumirem o controle sobre a PM do Estado durante essa atuação.

Vejamos a Constituição Federal:

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
§ 5º - às POLÍCIAS MILITARES cabem a polícia ostensiva e a PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.
§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à DEFESA DA PÁTRIA, à GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS e, por INICIATIVA DE QUALQUER DESTES, da LEI E DA ORDEM.

Lei Complementar 97/1999 (artigo 15, § 2º): A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após ESGOTADOS os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados no art. 144 da Constituição Federal.

Ou seja, a segurança pública que queremos das FA, é atribuição das Polícias Militares. Estas são subordinadas aos Governadores e intervenção federal nelas seria inconstitucional.
As Polícias Militares são forças auxiliares e reserva do Exército, mas a recíproca não é verdadeira.
O emprego das FA em operações de segurança pública, deve estar condicionado ao esgotamento das polícias.

sábado, 24 de fevereiro de 2007 13:53:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Que tal introduzir no debate a Guarda Nacional voluntária por Estado e a municipalização das polícias? E a eleição de delegados e promotores?

sábado, 24 de fevereiro de 2007 16:41:00 BRST  

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