quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

A Petrobrás vai bem, obrigado. Paguemos então o preço justo do gás para a Bolívia (14/02)

A Petrobrás lucrou quase R$ 26 bilhões em 2006. Vê-se que o problema com a Bolívia não causou qualquer prejuízo à estatal. Vê-se também que a empresa está com gordura para queimar e atender aos interesses nacionais. Afinal, se uma empresa é do Estado (e, portanto, do público, ao menos teoricamente), ela deve ser movida não apenas pelo lucro. Fosse assim, melhor seria privatizar. Mas o Brasil não vai privatizar a Petrobrás e ela poderá, naturalmente, servir de peça fundamental para melhorar as relações entre o Brasil e a Bolívia -que felizmente resistiram à onda chauvinista desencadeada pela oposição no período eleitoral do ano passado. Por que o Brasil não pode pagar pelo gás boliviano o que já paga a Argentina? Essa recusa me cheira mais a arrogância imperial do que a qualquer outra coisa. Ou será só medo de apanhar nos editoriais?

Leia também: Menos arrogância, mais pragmatismo, de maio de 2006

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34 Comentários:

Anonymous José Augusto disse...

Muito lúcido, Alon. Do ponto de vista pragmático, o preço que a Bolívia pede pelo gás, ainda é muito baixo comparado ao custo que será o gás da Bacia de Santos para amortizar o investimento de 30 bilhões para extraí-lo. Na próxima década, provavelmente teremos condições de ser auto-suficientes em gás pela extração nas bacias de Santos e Campos, mas a longo prazo, o gás boliviano ainda é muito interessante para o Brasil.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 13:44:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

mixaria é com xis ou ch?, não importa, mas é isso mesmo.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 14:09:00 BRST  
Blogger Cesar Cardoso disse...

É aquela história. Cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça. Neste momento, politicamente não tem condição de um grande reajuste do gás boliviano sem que o governo apanhe de toda a imprensa. Agora, quando as pessoas colocarem a questão do preço do gás boliviano no seu devido lugar...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 14:49:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

FAz o seguinte Alon, aumento o preço do gas GNV nos postos do Rio de Janeiro em 100% , afinal, não é o tesouro nacional ou a Petrobras que vão subsidiar o consumo dos motoristas cariocas (eu, por exemplo). Aí o consumo do gas cai lá no fundo, e a Bolivia vai vender o gas para quem?
JV

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 15:53:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

leia o comentário de Míriam Leitão, que reproduzo na integra sobre o assunto:
Evo está com a faca e o queijo.

Companheiro Evo Morales chegará ao Brasil com a faca e o queijo na mão. Para entender melhor, vamos por partes.



Ele diz que quer que o Brasil pague o mesmo que a Argentina e que a Bolívia está subvencionando o Brasil. Não é bem assim, mas parece. O Brasil é que construiu o gasoduto, investiu, achou as reservas e fez um contrato anos atrás super favorável a eles. Era o take-or-pay, ou seja, o Brasil tinha que pagar pelo volume total, ainda que não consumisse. Durante muitos anos, pagou mais que levou. Só agora é que está trazendo os 30 milhões de metros cúbicos/dia. O preço pago pelo Brasil tem uma regra: muda de três em três meses de acordo com uma média dos preços de uma cesta de óleos. No ano passado subiu muito, mas, este ano, o petróleo caiu, o preço baixou.



A Argentina, naquela época, tinha mais gás que consumo e também fornecia gás para o Brasil. De lá para cá, suas reservas caíram, ela parou de exportar e passou a importar. O país cresceu, o consumo aumentou, e eles fizeram um contrato com a Bolívia de fornecimento de gás cada vez maior. Este ano, teriam que ser 7 milhões de metros cúbicos e, em 2016, seriam 28 milhões de metros cúbicos, conta o especialista no assunto Adriano Pires.



Não se está conseguindo atender à demanda porque, depois das quebras de contrato, está havendo uma falta de confiança das grandes companhias de investir lá para garantir esse fornecimento. Isso é um problema da Bolívia.



Bom, mas aí vem a faca e o queijo. Neste momento, Brasil e Argentina querem o gás da Bolívia. Somados, os dois países querem mais gás do que ela tem para oferecer. O que ele faz? Quer aumento de preço. Já esqueceu evidentemente os longos anos em que o Brasil pagou muito mais que levou, já se esqueceu do período em que o Brasil pagou mais que a Argentina. Agora, usará essa diferença a favor do Brasil para cobrar a conta.



E como a Bolívia pode complicar as hidrelétricas do Rio Madeira, porque as águas vêm de lá, do Mamoré, pede de quebra uma hidrelétrica binacional.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 15:54:00 BRST  
Anonymous Antonio Lyra Filho disse...

Incrível é que o candidato derrota, Geraldo Alckmin, usou os problemas com a Bolivia em sua campanha, a ponto de ter brasileiros que desejaram que invadisimos o país.
Este era o homem que muitos desejavam ver na presidência do Brasil.
A Bolivia tem toda razão em desejar aumento para o seu gás. O preço está defasado, tanto é que a Argentina já aceitou um novo preço.
Mas a oposição, que não tem projeto para o país, usa isto para atacar e criar problemas para o governo.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 16:09:00 BRST  
Anonymous Caetano disse...

Contratos existem para serem cumpridos. O Brasil deve seguir o acordado e ponto final. Se a Petrobrás teve lucro, ele é de seus acionistas, não tem que ser repassado à Bolívia. Que pessoal mais entreguista, meu Deus!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 17:36:00 BRST  
Anonymous Frank disse...

Foi oportuno o post com o comentário da Mírian. Também já havia lido isso de outra fonte. Os casos são completamente diferentes. Os que querem olhar o preço agora e avaliar sua adequação à atualidade, ignora (ou quer ignorar) que se baseia em um acordo anterior, em que o Brasil assumiu riscos e fez pesados investimentos.

Olhar a questão apenas sob o ângulo da comparação com o preço de "mercado" ou o preço que pagamos a outros fornecedores parece-me deseducador - para dizer o mínimo.

Frank.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 17:52:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O Brasil é muito bonzinho! Descobre o gás, faz o gasoduto e paga por isso dando lucro à Bolívia e o senhor ainda quer que pague mais? A PETROBRAS é pública mas não é bem assim. Tem ações negociadas na BOVESPA e em NY e deve fazer o melhor para os seus acionistas. O que se deve fazer é respeitar os contratos firmados. Quando o Brasil ameaçou descumprir contratos, pois havia defasagem, houve críticas aos montes. Agora se é para perder deve aceitar? Seria melhor privatizar para acabar com esses "patriotas" que adoram fazer caridade com o dinheiro dos outros e acabar com essas discussões.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 18:22:00 BRST  
Anonymous Daniel disse...

Desculpe a expressão, mas PUTAQUEPARIU!
Finalmente alguém resolve conversar direito sobre essa história da Bolívia. "Arrogância Imperial", essa é a expressão exata. A Bolívia deve ser provavelmente o país latino que mais apanhou e foi sugado nesses séculos todos, desde que Colombo chegou aqui. E muita da pancadaria veio do Brasil. Preço justo pelo gás? Isso não é nada prá nós, e é muito importante prá eles, não só economicamente. Eles podiam estar pedindo o Acre ou a Bandeira de volta, mas é só o gás. Custa? E por que fazem tanto carnaval com isso nos jornais?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 19:10:00 BRST  
Anonymous Danilo disse...

Por que o Brasil não pode pagar pelo gás boliviano o que já paga a Argentina?
Porque contrato foram feitos para ser respeitados... não quer respeitar, pois bem a curto prazo parece que você ganhou... fez valer sua opinião, no LP você percebe que os investimentos minguam e se tornam mais exigentes...

Mas parece que a petralhada não gosta de manter contratos, isso é de se esperar...

Muitos comentários falando que se deve pagar o preço que a Bolívia pede, que eles são muito pobres e lalala... então tá, vamos lançar a campanha: "Adote um boliviano" aí você vai poder dar casa, comida, etc... hospede ele no quarto ao lado companheiro...

Alon, de você eu esperava mais, e olha que esperar que os contratos sejam cumpridos, não é esperar muito...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 19:21:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Deve-se pagar somente o estipulado no contrato. E deve-se dizer ao Morales para criar vergonha na cara e honrar o que foi acordado.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 19:23:00 BRST  
Anonymous Nara disse...

Alon, adoro seu blog, sempre que posso passo por aqui, porque encontro textos muito bem escritos e bem elaborados, parabéns!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 19:28:00 BRST  
Blogger Andre disse...

Reflexão bem reducionista essa sua, Alon. Para comentar de maneira que minhas posições fiquem claras, vou numerar os pontos:

01. A Petrobrás é uma empresa brasileira de economia mista cujas ações, em sua maioria, pertencem à União (ver www2.petrobras.com.br/ portugues/ads/ads_Petrobras.html). Isto é bem diferente de afirmar que a Petrobrás é do Estado (acho que não preciso explicar aqui a diferença entre Estado, União e País).

02. Não existe qualquer fator causal que justifique uma relação entre o fato de que a Petrobrás lucrou quase 26 bilhões de reais em 2006 e sua afirmação de que "o problema da Bolívia não causou qualquer prejuízo à estatal". Uma coisa definitivamente não implica na outra. Quero que você saiba que, sobre esse tema, vale considerar o fato de que o estado do Ceará está a ponto de perder a chance de montar um parque siderúrgico por conta do recuo da Petrobrás em oferecer gás natural a um preço viável como reflexo do sapo que teve que engolir do governo boliviano. Sendo uma empresa de economia mista, a Petrobrás fez o que estava em sua pauta para amenizar os impactos da pancada boliviana repassando os prejuízos. Mas isso não conta no seu cálculo, já que você mora em Brasília...

03. O lucro de determinada empresa não pode ser considerado simplesmente como "gordura para queimar" - principalmente considerando que tal empresa pertence em sua maior parte à coletividade do povo brasileiro.

04. A quais interesses nacionais essa "queima de gordura" da Petrobrás atenderá? Certamente você se refere aos interesses nacionais da Bolívia, não?

05. A Petrobrás poderá, naturalmente, "servir de peça fundamental para melhorar as relações Brasil-Bolívia"? Como? É preciso lembrar que Evo Morales sempre afirmou que a intervenção do governo boliviano nos negócios da Petrobrás não se tratava de exercício de política internacional e nada tinha a ver com suas relações diplomáticas com o Brasil. Nós aqui é que tomamos tal intervenção como assunto de interesse nacional. A Bolívia, Alon, sempre esteve de bem com o Brasil: bateu o pé e falou grosso. E nós, amarrados pela coleira energética do gás boliviano, optamos por baixar a cabeça e mandar a Petrobrás aguentar o repuxo da maré.

06. Você pergunta: "Por que o Brasil não pode pagar pelo gás boliviano o que já paga a Argentina?". Muito bem. Antes de tentar dar uma versão minha (e falo somente por mim) para essa resposta, gostaria de fazer uma reflexão a qual lhe convido para compartilhar: o Brasil tava no cantinho dele, bem caladinho, comprando o gás da Bolívia a um preço que hoje se considera baixo e nunca propôs uma rodada internacional de negociação para rever esse preço. Mas agora, depois que a Bolívia acordou, e correu para fechar a torneirinha do gás - que fica do lado de lá da fronteira - alguns de nós resolveram assumir o papel de Poliana e num rompante de puritanismo e caridade estão querendo justificar uma barganha de preço às avessas, pedindo ao vendedor para cobrar mais caro. Nunca ví isso!
Mas, voltemos à pergunta e à resposta que eu disse que ia dar. O Brasil não pode simplesmente pagar o mesmo que a Argentina paga pelo gás boliviano porque são quantidades diferentes de consumo, são períodos contratuais diferentes de compra e são investimentos diferentes de infra-estrutura.
Além do mais, me causa estranhamento essa necessidade de olhar a Bolívia como um país pobrezinho que precisa da nossa ajuda senão vai se acabar. Isso sim, Alon, é que é arrogância imperialista (e não imperial). O governo brasileiro está se arvorando a assumir essa pecha de império econômico do mal criada pelo governo Morales ao se achar na "condição privilegiada" de abrir mão de seus interesses nacionais em favor dos interesses da Bolívia.
Lutar pelo preço do gás não é arrogância nem prepotência. É na verdade o esforço que se julga implícito a cada governo na defesa dos melhores interesses da nação. É o mínimo que se espera do governo.
Espero que o Presidente do Brasil tenha a mesmíssima atitude do Presidente da Bolívia: bata o pé e defenda o que é bom para o Brasil antes de qualquer consideração de ordem política internacional.

07. Medo de apanhar nos editoriais? E o governo tem isso? Será que a ação do governo não estaria assim mais pautada nas repercussões jornalísticas do que no bem-estar do povo? Sei não...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 21:05:00 BRST  
Blogger Vera disse...

E no entanto, dizem os jornais online (às 21h do dia 13/02) que o presidente Morales voltou para a Bolívia sem conseguir aumento do preço do gás.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 21:57:00 BRST  
Blogger jose roberto disse...

Parece que, infelizmente, são as duas coisas: arrogância e (ainda) medo dos editoriais "daquela" mídia.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 22:01:00 BRST  
Blogger rafael disse...

Quanto a Argentina gastou no investimento em infra-estrutura nessa maravilha de estabilidade que é a Bolívia?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 22:03:00 BRST  
Blogger Luca Sarmento disse...

Sem entrar no mérito da negociação de preço com a Bolívia, que espero também seja justa, quero apenas lembrar que a Petrobrás é uma SA de capital aberto, onde o governo federal é apenas o acionista controlador. É diferente de outras estatais como a Caixa Federal, neste aspecto, que são de capital fechado e pertencem 100% ao Governo.
Como companhia de capital aberto, seu capital é negociado em bolsa de valores e está sujeita a uma série de leis que restringem as decisões do acionista controlador que não represente os interesses econômicos de todos os seus milhões de acionistas . Ou seja, deveria, em tese, se comportar como empresa privada e dentro das regras de mercado.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 22:10:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Sou acionista da Petrobras e como tal não acredito que a empresa deva aceitar um reajuste de preço. Isso seria quebra do contrato, a Petro deve garantir seus direitos. Esses ditadores - Chavez, Morales e Correa - infelizmente enganam seus povos. Em breve o pano cairá.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 22:10:00 BRST  
Anonymous Sergio disse...

Quando o preço do gás para Mato Grosso era superior que aquele pago pela Petrobras, a Bolívia não reclamava.

Quando o valor do contrato com Mato Grosso ficou com preço abaixo daquele do contrato Petrobras, a Bolívia começou a reclamar. E o que ela ganhou antes?

Vamos equalizar os preços, desde o ínício, contabilizando os grandes lucros que a Bolívia teve antes.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 22:32:00 BRST  
Anonymous gustavo disse...

Que idiotice astronomica, o que que o lucro da Petrobras tem a ver com isso? O preço justo é o preço do contrato. A Petrobras investiu e assumiu o risco.

Me recordo um pais africano que teve a divida externa perdoada pelo Brasil, quando houve a febre aftosa no Parana nao pensou 2 vezes em suspender a importacao da carne brasileira de outros estados que nem tinham a ver, em favor de outros paises.

Depois reclamam que o Brasil sempre se ferra nos acordos ... com essa mentalidade idiota e demagogica.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 23:02:00 BRST  
Anonymous Péricles Chamma disse...

Você está certo. Ou a Petrobras é usada para defender os interesses estratégicos do Brasil ou é melhor privatizar. Se os argentinos podem pagar, nós também podemos.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 23:50:00 BRST  
Anonymous Silas Souza disse...

Concordo. Não é a União que socorre o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras toda vez que há um desquilíbrio atuarial? Então que a Petrobras ajude o Brasil.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 23:53:00 BRST  
Anonymous Priscilla Moura disse...

Faz tempo que a Petrobras é um estado dentro do estado. Desse jeito é melhor privatizar. Concordo que boa parte das confusões com a Bolívia são culpa da Petrobras.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 23:54:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O Kir chner foi mais esperto que o Lula.Peitou a elite argentina e resolveu o problema. Aqui o Lula se treme todo só de pensar nos "formadores de opinião".

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 23:55:00 BRST  
Anonymous Pedro Tanaka disse...

Idiotice? O Alon tem razão. Conheço um monte de empresários que vivem quebrando contratos quando não servem a seus interesses. É fácil peitar a Bolívia. Quero ver peitar os americanos.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 23:59:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

A Petrobras já tem 49% das ações abertas, sendo assim, ela já possui fins lucrativos, imginem vocês donos de um negócio onde seu sócio decide fazer caridade usando dinheiro dos outros!!!.... Só aqui no Brasil os formadores de opinião concordam.
Sou comprador de uma multi-nacional, e estou temendo o repasse deste aumento para nós da indústria, pois isso pode significar mais um problema para competirmos com os preços da China. Se isso realmente acontecer, vocês irão ver mais uma multi-nacional fechando!!!

Lula Para Presidente da Argentina, isso é o que desejo!!!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 10:38:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Caro Alon, como um leitor assíduo e atento do seu blog, apresento algumas
ressalvas em relação à sua matéria sobre o gás da Bolívia, inclusive muitas já apresentadas. Existem problemas
na sua argumentação e nas suas informações. Vamos por ponto. Primeiramente
você afirma que a Petrobrás não teve prejuízo com as suas operações na
Bolívia, o que não é verdadeiro, segundo o artigo da Míriam Leitão, postado anteriormente, houve prejuízo não
só na Bolívia, como na venezuela. O fato dela ser uma empresa pública não
quer dizer que o governo de plantão possa fazer o que bem entender com ela.
Basta dar uma olhada no passado recente de controle da inflação através do
subsídio nos preços dos derivados de petróleo, que causou estragos à
empresa, que teve a sua capacidade de investimento comprometida. Além do
mais ela é uma empresa com ações na bolsa e portanto tem acionistas
minoritários que merecem respeito(por força da legislação). Quanto ao preço
do gás, no caso há um contrato em vigor que calcula o preço por uma cesta de
derivados de óleo, portanto, variável, de acordo com informação da cronista
Míriam Leitão no artigo citado. Contratos têm de ser respeitados e devem ser mudados, se for o
caso, não por meio de invasões de refinarias, nem por decisões arbitrárias,
e sim por intermédio de solicitações formais, que acredito existam cláusulas
sobre mudanças, como ocorre com qualquer contrato. Portanto, sugiro que você
se informe melhor sobre um assunto da maior importância como este, porque
senão fica parecendo que você fez uma escolha ideológica para aborda-lo, o
que desinforma mais do que esclarece. Encaminho as minhas observações,
procurando contribuir para que seu excelente blog possa melhorar cada vez
mais e contribuir para o debate sobre a tortuosa política brasileira.
Atenciosamente

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 11:23:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Qunata bobagem!!!
Quem fez o contrato primeiro foi a Bolivia.
Vamos deixar de respeitar contratos? Ridiculo!
Comparar preço do gas boliviano e o extraido na bacia de santos é outra bobagem!
Santos além de estratégico, pode reduzir em muito o valor da produçao, com aumento de produção e novas descobertas de poços.
Vamos mandar monteiro Lobato de novo para prisão? Vamos tomar vergonha e voltarmos a sermos brasileiros. Não precisamos de ditadores de paises de bananas como Morales e Chavez.
Lula continua se envergonhando de ser brasileiro!
Uma pena, por quem já morreu defendendo o nosso verde e amarelo!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 12:14:00 BRST  
Anonymous Thiago_1963 disse...

É o governo Lula fazendo bonito com o chapéu alheio!
Os anonimos(devido a crescente falta de democracia de nosso atual governo), colocaram com extrema clareza o que a imprensa governista não comenta.
O gás vai aumentar e deveriamos estar dando 110% de apoio a petrobras e aos poços na bacia de Santos e Campus!
Estamos deixando o Brasil para segundo plano. O governo Lula continua privilegiando os não brasileiros.
Tenho vergonha do governo que esta me representando hoje!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 12:22:00 BRST  
Anonymous Fernando disse...

Esta é a munha primeira visita a este blog.
Fico feliz em ver que tem gente que analisa os fatos ("fatos", aquilo que gente como a miriam leitao seleciona, de acordo com seus proprios interesses)sem ranço nem demagogia.
Estes "nacionalismos" rastaqueras, que boa parte da oposiçao e de editorialistas e seus sabujos defendem como heróis da nossa terra, acabam em guerra, xenofobia, preconceito e miséria.
Concordo com o Alon: A Petrobrás vai bem; paguemos o justo para auxiliar um povo irmao.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 13:38:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Absurdo os comentário que venho lendo atualmente! Vocês venderam a Petrobras para Bolívia ? O que a Bolívia oferece de benefícios ao Brasil ?
Se tem lucro, ele é nosso....
Vocês petistas não gostam de lucro mesmo heim.....

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 14:58:00 BRST  
Blogger Correio da Amazonia disse...

é isso aí. Vamos logo fazer uma guerra para defender os interesses dos acionistas da Petrobrás. O povo brasileiro tá aí é pra isto mesmo. Morrer pelos capitalistas. Que idiotice. O mercado determina o preço, os tribunais internacionais resolvam os contratos. O que o governo do Brasil tem com isto? Nada. Problema da Bolívia, e da Petrobrás.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 16:07:00 BRST  
Blogger rafael disse...

O engraçado é que NINGUÉM fala em guerra(nem metafórica).

E correiodaamazonia, se o governo não tem nada a ver com isto, por que Alon elogia Celso Amorim? Ai, ai, viu, é cada uma que aparece!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 20:16:00 BRST  

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