terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Os assassinos do Joãozinho não são de esquerda (13/02)

Toda vez que um tema em debate é aprisionado pela ideologia estamos a caminho de substituir a realidade por uma caricatura. Você sabe que este blog foge disso como o diabo foge da cruz. A ideologia é, sim, onipresente. Ela condiciona a visão de mundo, como se fosse um par de óculos. O problema começa quando o sujeito se deixa cegar pela ideologia. Recebi emails de gente segundo quem eu estaria adotando posições "de direita" por defender a abolição do conceito de maioridade penal em certos crimes hediondos, como por exemplo o assassinato do menino João Hélio Fernandes. Também fui atacado por admitir o debate sobre a pena de morte em determinadas situações. Bem, meus caros, no dia em que para ser "de esquerda" o sujeito tiver que tolerar um crime como esse, não nos restará outro caminho a não ser aderirmos todos à direita. Tranqüilidade, porém. Isso não vai acontecer. Procurem descobrir o que seria feito na China, em Cuba ou na Coréia do Norte, ou mesmo na Venezuela do presidente Hugo Chávez, com quem cometesse a barbaridade que tirou a vida do João. Lamento, mas vocês estão errados. Arrastar uma criança por sete quilometros com o carro, fazendo ainda por cima piada com o "boneco de Judas", nada tem a ver com a esquerda ou com a direita. Nada tem a ver com a ideologia de cada um. Nada tem a ver com desigualdades sociais. Nada tem a ver com a concentração da renda e da propriedade. Nada tem a ver com o PT ou com o PFL. Tem a ver com (a falta de) conceitos como civilização, humanidade, vida, Deus, justiça. Respeito a opinião de todos, mas permitam expressar a minha. Pessoas que perpetram um crime como esse têm que ser apartadas pelo resto da vida do convívio social, independente da idade em que cometeram o delito. Devem, sim, receber tratamento digno e humano em sua eterna reclusão. Devem poder estudar e trabalhar. Devem, principalmente, ter assistência religiosa e psicológica. Mas devem ser punidas, no mínimo, com a perda para sempre de sua liberdade individual. Você discorda? Então qual é a sua proposta? Aliás, em vez de resmungar e adjetivar, responda à pergunta que fiz num post anterior. Até que idade a pessoa deve ter o direito de tirar friamente a vida de um semelhante e não receber a justa punição pelo seu ato?

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27 Comentários:

Anonymous Letícia disse...

Alon, acho mto positiva a abertura para debates sobre a redução da maioridade penal, a pena de morte e tudo quanto o mais eu não concordo.

Nunca se sabe quando se deve mudar de opinião...E eu não quero ser pega de surpresa. Por enquanto não mudei a minha, mas continuo achando muito interessante tudo o que vc escreve e gostaria até de agradecê-lo por isso.

Gostaria também de manifestar meu descontentamento com um trecho desse post, se me permite.

"...(a falta de) conceitos como Deus...".

Eu não tenho "conceito de Deus" e nem por isso me sinto capaz de cometer crimes, quiçá crimes como esse...

Respeito quem tem, mas não acho q uma pessoa seja mais ou menos apta ao crime devido a possuir ou não uma religião, mas respeito quem pensa de outra forma.

So, com todo respeito, só queria fazer esse comentário.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 17:33:00 BRST  
Blogger jose roberto disse...

É simples, caro Alon. Existem (e sempre existirão) reacionários de direita e de esquerda. Em geral, os reacionários de esquerda defendem a pena de morte (mas apenas em alguns casos, é lógico), a tortura (mas só em alguns casos, é lógico) e também grupos de extermínio (mas só em alguns casos, é lógico). Respeito (e lamento) a sua opinião. Respeite (e lamente) a minha. PS.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 17:51:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon

è uma emergência, e numa emergência abandonam-se todos os conceitos.è guerra civil, Nos Estados Unidos, que possuem pena de morte, de tempos em tempos, alguém resolve atirar pra matar em quem estiver na frente. Sei lá

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 18:18:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro José Roberto. Concordo 100% com você. Há reacionários de direita e de esquerda. Melhor dizendo, há na direita e na esquerda gente cuja humanidade, digamos assim, perdeu substância. Permita-me, entretanto, verificar que você mistura conceitos. Tortura e grupos de extermínio são condenáveis em qualquer circunstância. Quanto à pena de morte, há países civilizados que a aplicam. Talvez eles estejam errados. Talvez não. Mas apena faz parte de seu arcabouço jurídico. Creio, porém, que esse debate nada tem a ver com reacionarismo ou progressismo. Obrigado por freqüentar o meu blog.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 19:34:00 BRST  
Anonymous zander catta preta disse...

Alon,

Não sou um especialista em direito, mas entendo um bocado de processos. Processos de implementação, processos de produção, processos de marketing.

Enfim, processos que por vezes são demonizados como burocratizantes, anti-naturais ou nocivos ao mercado, à produção, ao diabo a quatro.

A única defesa que faço é a seguinte: já tentaram fazer da forma correta? já tentaram agir dentro do processo? se sim e tudo continua dando errado, o processo está errado definitivamente.

E tem de ser morto, renovado, reciclado.

Caso contrário, é erro de aplicação do processo.

Diminuir a idade penal resolve esse tipo de crime? Especialmente esse crime onde UM dos delinqüentes é "di menó"? Assumir a pena de morte (ou prisão perpétua) resolve esse tipo de problema? É seguro de que nunca mais veremos ônibus sendo queimados com pessoas dentro, pessoas sendo escravizadas em um sótão escondido em Higienópolis, ou crianças sendo mortas nas ruas?

Se me assegurarem que no dia D+1 disso esses crimes cessarão por medo da pena, eu serei o primeiro a endossar a lei.

Enquanto isso não acontece, tendo a crer que a monstruosa rede de processos e de relacionamentos que é formada a nossa sociedade é que é mal aplicada.

Muito obrigado pelo espaço.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 19:36:00 BRST  
Anonymous carcamano disse...

Há dúvida se os responsáveis devem ser punidos? Não. Mas a maioridade penal é apenas um aspecto da questão e nem sei se é o central (diminua para 16 e a problema passa a ser o que fazer com os de 15 e por aí vai). os caras que arrastaram o menino são animais que não merecem ser chamados de humanos, mas exatamente por isso não deve ser deles o metro para discutirmos como gerir a nossa sociedade. Não é o caso de sermos tolerantes com a violência, mas de não permitir que a violência choque a serpente que está no ovo.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 19:57:00 BRST  
Anonymous F. Arranhaponte disse...

A discussão de pena de morte só atrapalha neste caso. É dificil, cara, rara, tem uma lógica moral questionável, não é prática e por aí vai. Num país onde assassinos ficam normalmente 3, 4 anos na cadeia, discutir a pena de morte é um salto até meio ridículo. Então é assim: ou o cara é condenado a 20 anos e ganha regime semi-aberto depois de 3,5, ou morre?

A discussão que interessa é o endurecimento do arcabouço penal que já existe. Não é preciso colocar pena de morte nem prisão perpétua nesta história.

O que temos que decidir como sociedade é o seguinte: os caras que mataram o João deveriam ficar 25, 30 anos na cadeia, ou deveriam ficar 3, 5 anos? Alguém pode achar que deveriam ficar 40, 50, é outra posição válida

Este é o debate que interessa

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 20:18:00 BRST  
Anonymous Paulo Lotufo disse...

1982: redemocratização em marcha com eleições para governadores. Em São Paulo, a vitória de Montoro era certa, em Minas a de Tancredo também. No Rio, Sandra Cavalcanti (direita) estava na frente de Miro Teixeira (esquerda). Houve o primeiro debate e, Sandra criticou a criminalidade e, pediu mais policiamento. Miro revidou com o tradicional lero 'pobreza" "falta de educação". Sandra não titubeou: pobre não é bandido não, bandido é bandido. Desde então abandonei o lero da esquerda na área de segurança.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 20:34:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Sinto muito, Alon, mas quando vc vê a exploração de um caso muitíssimo trágico como esse, mas, infelizmente mais um entre tantos outros, ser majoritáriamente feita por pessoas que sempre se calaram e até apoiaram crimes hediondos mais recentes, algo cheira mal...
Assim como não há idade para deixar de dizer que alguém é criminoso, não há idade para dizer que alguém é ou não vítima.
Enquanto isso, cala-se sobre as vítimas policiais e civis dos ataques do PCC causadas em grande parte pelo descalabro da Segurança Pública Paulista, sobre o infortúnio, que não precisa ser necessáriamente a morte, de famílias no Buraco do Metrô, e tantos outros crimes praticados cotidianamente no Brasil e no mundo todo. Sempre gostei de seu bom senso, nessa oportunidade acho que vc se igualou aos rasteiros. Independente de ideologias.
Deixando bem claro, que desejo a punição possível dentro da lei a esses como a tantos outros criminosos vis. E não se importem tanto, na prisão serão tratados como merecem pelos próprios detentos. Até para ser criminoso é preciso ter alguma humanidade.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 21:13:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, por isso você o meu esquerdista preferido. Enfim, um lúcido que se diz esquerdista, fenomenal. Falou e disse. A esquerda brasileira convenceu a todos que o criminoso é vítima da sociedade e a vítima do crime é responsável pelo mesmo.
Mas a questão do reacionarismo está equivocada. Reacionario é um termo utilizado pelos comunistas para definir os que resistiam ao comunismo. Não é o contrário de progressista.
JV

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 21:59:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,


A pena de morte e redução da maioridade penal é irrelevante porque a primeira já existe na prática. Vide a reação das fo~rças de segurança aos ataques da facção criminosa; as diversas chacinas, os assinatos em "confronto" com a polícia etc.; a segunda, porque quando a maioridade baixar para 16, os de 15, 14, 13 poderão ser usados pelos de "maior" para acobertar seus crimes e outra vez a sociedade iria ter de discutir a maioridade penal.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 22:42:00 BRST  
Blogger Pedro Lamarão disse...

Houve um ali em cima que disse "quem faz isso é um animal, não é um ser humano".

Eu sinto muita pena de ver as pessoas "esclarecidas" formularem esse tipo de entendimento.

As melhores palavras que eu encontrei sobre essa questão até agora foram as palavras da Katarina, que eu só posso repetir.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 22:49:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Caro JV

Acho que Alon é um esquerdista conservador. E eu acho um bem. Há centenas, talvez milhares, de sites de esquerdistas na WEB. Mas só há um que eu frequento: o do Alon.

Eu não digo que Alon é meu esquerdista preferido porque não tenho outros.

abs

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 22:52:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Do que deduzo, a discussão se resume:
De um lado a direita quer mais punição (através de leis e verbas) objetivando garantir direitos de integridade física e de propriedade.
Do outro lado a esquerda quer investimentos sociais preventivos, como educação e inclusão social, também garantia da integridade física, e presídios que reabilitem.
O denominador comum é a garantia de integridade física. Então todas as mudanças, sejam legais, orçamentárias e administrativas que levem a integridade física, sem ofender os outros pleitos, devem ser bem aceitas por todos. Daí poderia sair um "pacote" de segurança pública razoavelmente consensual.
O restante das divergências, cada facção deve lutar (e negociar) para garantir mais verbas nos orçamentos governamentais, no dia a dia.
Acho que esse encaminhamento torna a discussão mais simples.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 23:41:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Sobre as posições do Alon não considero de direita porque ele clama por garantias de integridade física e só. Não está objetivando com isso privilegiar investimentos e punições que favoreçam a garantia das propriedades em detrimento de gastos sociais.
Em tempo: pessoalmente discordo em parte de seu pensamento, Alon:
1) Concordo com zander catta preta que há mais falhas no processamento da segurança do que nas leis. A correção das falhas devem ser as prioridades que trarão resultados melhores e imediatos.
2) Defendo que menores respondam pela consciência que tem da perversidade do crime praticado, independente da idade, e continuem tendo regimes diferenciados de punição.
3) Só admito pena de morte, não como castigo, mas como "jubilamento" para quem já foi preso, esta tendo sua segunda chance dada pela sociedade no presídio, e continua cometendo crimes nas prisões como rebelião com mortes ou reféns, ordens de crime via celular ou recados, etc. Ou reincidentes que já tiveram segunda chance e voltaram cometer crime hediondo.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 00:04:00 BRST  
Blogger Julio Neves disse...

Alon, frustante é ver os "entendidos" se esconderem numa hora dessa, e esperar o "caso esfriar".

E ainda ousam dizer, para aqueles que pedem uma reação, que são radicais.

Quem mata, no futuro esquece do crime? Claro que não. Pode até virar um santo, mas terá para sempre na memória o fato passado.

"Ah, mas tal pena não vai funcionar", uns dizem. Mas, por que ter medo de tentar mudar? Concordo que pena de morte não cabe ser aplicada pelos seres humanos.

Muitos não gostam desse Livro antigo, a Bíblia. Preferem autores filósofos modernos. Mas, citando, lembro que o grande Davi não pode construir o Templo. Podemos dizer que foi uma punição perpétua.

E o grande profeta Moisés que não entrou na Terra Prometida? Podemos dizer que também teve uma punição perpétua.

Podem torcer o nariz para estes exemplos bíblicos, porem eu torço o nariz é para nossa justiça brasileira. E que infelizmente é imutável e muito falha...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 04:22:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 09:57:00 BRST  
Blogger jose roberto disse...

Sinto muito discordar de você, meu caro Alon, mas este debate tem sim a ver com REACIONARISMO e progressismo, até mesmo (e principalmente) no que se refere aos "países civilizados", que, como você diz, têm em seu "arcabouço jurídico" a instituição da pena de morte. Aliás, em um desses países, os EUA, a tortura já vem sendo oficialmente admitida (nesse caso, sob o argumento da defesa da segurança nacional contra o terrorismo). Portanto, a linha que separa a "pena de morte oficial" da
tortura e de grupos de extermínio é muito, muito tênue mesmo.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 10:02:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 10:17:00 BRST  
Anonymous carcamano disse...

Ah, antes que eu esqueça: apenas um dos animais era menor. Isso muda o quadro? Os "adultos" vai cumprir a pena integral?
Quem decidiu que o tema central do debate era a maioridade penal? O Jornal Nacional? Isso serve para vender revista e dar audiência, mas não para uma análise séria do problema da violência. Nada contra engaiolar rapazes de 16 anos, mas isso nem o bode da sala vai tirar. Não tenho acompanhado, mas algum veículo recuperou outros casos bárbaros, como o caso do índio Galdino?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 11:20:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Resposta: Em nenhuma idade. Não existe "justa" punição para isso. Vc disse no post anterior que nada tem relação com nada. Absurdo. Tô achando que seu blog foi clonado. Já li aqui coisas mais inteligentes. Está tudo relacionado. Pode matar os caras que tudo continuará como está. Assim vc perde o respeito.
Marcos Feitoza
João Pessoa-PB

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 11:46:00 BRST  
Blogger Helio de Almeida disse...

Concordo contigo. Entendo que a pena deve ser do tamanho do crime, não interessa o tamanho do criminoso. Lamentavelmente essas discussoes só vêm quando acontece a gota d´água, e ai corremos para fechar a porta depois de roubados. Reduzir a maioridade penal, acabará com a violência no país? Certamente que não, mas estaremos com certeza descobrindo os caminhos corretos para solucionar esse problema.
Helio de Almeida

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 11:52:00 BRST  
Blogger Francisco disse...

Mantendo o foco estritamente na questão postada, pode-se identificar posições de direita ou esquerda, mesmo nessas situações. Aliam-se à esquerda aqueles, a grosso modo, que brigam pelo avanço da maioria da sociedade. Em um momento assim, buscam informações, refletem e procuram intervir onde possam contribuir para as mudanças necessárias. São de direita os que defendem a manutenção dos status-quo, das conquistas obtidas, na maioria das vezes, por meio de espertezas, do individualismo exacerbado. Agora, devem estar achando que a culpa do que está acontecendo é da falta de educação, saúde, moradia... E eles não têm nada com isso. Têm é que correr atrás de mais dinheiro para aquele televisor de plasma ou para ter aquela vida de pachá dos comerciais de cerveja, rodeado de mulheres. Quem sabe fazer como o milionário jogador de futebol e comprar um carrão importado ou a apresentadora de tv que gravou para sua temporada de férias ao lado do seu iate e agora arregimenta os telespectadores para protestar por mudanças. Não importa que não se cumpra o que já existe. Importa que façamos mudanças - que não serão efetivadas. Prestar atenção em político para quê? São tudo ladrão... Ser sindicalizado para quê? O sindicato não me dá o que EU quero... Protestar nas ruas para quê? É tudo perda de tempo. E a máxima do EU moderno e globalizado é: "Time is money".

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 12:17:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Cabe aqui diferenciar a pena de morte decorrente do monopolio estatal da violência, da morte provocada pelos agentes do estado a serviço da lei (parte do monopólio)e da eliminação física dos assassinos por outros assassinos, um assassinato.
A pena de morte pode ter caráter atenuador do instinto criminal o assassinato (que alguns aqui comparam a pena de morte) tem car;ater estimulador ao crime.
JV

OBS: o mais engraçado em participar de blogs esquerdinhas festivos é demonstrar as contradições e bobagens que os autores escrevem. Aqui, no Alon, é bem diferente, mesmo se há discordância. Alon é conservador e não sabe.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 16:09:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Há um certo engano em achar que esquerdista não é conservador. É sim. A diferença é que o conservador direitista é aquele que só usa os anseios da sociedade como palavra de ordem para manter tudo como está, com propostas rasteiras e inócuos para esconder a estrutura podre que construíram.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 21:58:00 BRST  
Blogger Correio da Amazonia disse...

Para com isso. É uma falsa questão esta de um marco na idade para ser ou não ser punido. A punição para o menor deve ser gradual, passa dos 18, mas não passa dos 25, ou 28, porque esta é a idade na qual se espera que a pessoa realmente tenha o cérebro formado, definido. Não vai entrar em qualquer onda.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 16:10:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

não entendi esta questão de esquerdista conservador....

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 21:23:00 BRST  

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