domingo, 18 de fevereiro de 2007

Leiam o Renato Janine e o Ferreira Gullar (18/02)

Dois textos sobre o caso João Hélio Fernandes Vieites, na Folha de S.Paulo de hoje:

O bandido como vítima, de Ferreira Gullar

Razão e sensibilidade, de Renato Janine Ribeiro

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4 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

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domingo, 18 de fevereiro de 2007 16:20:00 BRST  
Blogger jose roberto disse...

Parece que esse e outros exemplos recentes preconizam o nascimento de uma "nova esquerda" no Brasil, que consegue ser mais reacionária do que a nova direita. Quase todos os dias somos surpreendidos com depoimentos de recém-ingressos nessa nova categoria ideológica, que parece se formar a partir de adesões de antigos esquerdistas e progressistas oriundos das mais variadas tendências. Assustador, pra dizer o mínimo!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007 10:49:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

No meu entendimento, que também é o seu e de muita gente, histéricos são os que, num coro dogmático, repetem, em defesa de bandidos assassinos, a vagabundagem intelectual pretensamente sociológica que aponta a pobreza como causa do esquartejamento de uma criança.

No meu entendimento, que também é o seu e o de muita gente, nossa primeira obrigação é estar solidários com as vítimas deste ato bárbaro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007 05:35:00 BRST  
Blogger alberto099 disse...

Caro Alon, em um post de 15/2 você chama atenção de artigo do psiquiatra Contardo Calligaris sobre a hipocrisia contida no “Estatuto da Criança e do Adolescente”, comentei que a hipocrisia da sociedade brasileira vai muito além do que foi ali denunciado. O reconhecimento dessa hipocrisia, em palavras muito melhores que as minhas, está no artigo de Renato Janine Ribeiro a que você se refere neste post. Gozado que dificilmente encontraria alguém que enxerga todo esse caso de modo mais distante do meu, Ribeiro diz que costuma atacar a pena de morte com o argumento de que “o Estado não dever se igualar ao criminoso”, eu acredito que o melhor argumento contra a pene de morte é justamente impor um limite ao poder soberano do Estado. O Estado me parece um momento de arbítrio do qual sociedade alguma pode se livrar sem se destruir, o estado tem “razões” de Estado, mas não existem “deveres” de Estado. A democracia ocidental alcançou submeter parcialmente essa entidade à vontade coletiva, mas o indivíduo isolado fica inteiramente a mercê. Acho que se não fosse um artigo escrito num momento de forte comoção não conteria as referências a nossa hipocrisia nos trechos que cito: “No Brasil é diferente. Não temos pena de morte, na lei. A Constituição a proíbe. Mas provavelmente executamos mais gente que o Texas, o Irã ou a China. É que o fazemos às escondidas. Quando penso que, desses infanticidas, os próprios colegas de prisão se livrarão, confesso sentir um consolo. Mas há algo hipócrita nisso”. Logo em seguida diz: “... é uma tremenda hipocrisia deixar à livre iniciativa dos presos ou aos justiceiros de esquina a tarefa de matar quem não merece viver”.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007 06:52:00 BRST  

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