terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Eu estou com o Noblat (13/02)

Ricardo Noblat pintou seu blog de preto e colocou a foto do Joãozinho no lugar da foto dele, Noblat. Caro colega, estou com você e não abro. Vamos à luta. Conte comigo.

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog (Blog do Alon).

Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

11 Comentários:

Anonymous José Augusto disse...

Parabéns Alon, parabéns Noblat.
Minhas "preces" estão sendo atendidas. Os blogs já estão colocando faixas pretas. Falta chegar aos jornais e revistas. Depois às instituições da sociedade civil apartidárias (ABI,CNBB, UNE, CUT, etc). E depois ganhar as ruas, com mobilização popular, como foi as Diretas Já. Só assim as autoridades dos 3 poderes, dos 3 entes federativos agirão de fato. Precisamos de uma meta de redução de violência que possa ser quantificada (talvez taxa de homicídios, talvez taxa de elucidação de crimes, talvez taxa de cumprimento de mandatos de prisão, talvez um mixto de tudo isso). Essas campanhas só devem parar quando atingir essa meta, que efetivamente expresse melhoria na segurança.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 02:23:00 BRST  
Blogger Sidarta disse...

Qual luta? Quer leis mais duras ou quer uma polícia mais qualificada?

Quer os dois? O que tem feito por um aparato repressor mais efetivo ultimamente?

Saudações,

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 06:20:00 BRST  
Anonymous Ricardo Melo disse...

Décadas de ditadura fizeram com que os intelectuais do Brasil incorporassem um enorme medo da violência do Estado.
Contudo, é primordial que o Estado assuma o monopólio da violênicia. O monopólio da violência pelo Estado - apesar de até nos parecer um conceito estranho - é a condição fundamental para a existência de um convívio normal e democrático na sociedade.
O trauma da ditadura militar, e a noção de Estado mínimo - herdada da neoliberal década de 1990 - fizeram muito mal para o nosso país. É um problema que envolve toda a sociedade: Estado, governo federal, Justiça...
Ou o Estado mostra que é implacável dentro da forma da lei, ou continuaremos amendrontados pela implacabilidade de criminosos sem medo da punição justa e exemplar.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 06:46:00 BRST  
Anonymous Ricardo Melo disse...

Décadas de ditadura fizeram com que os intelectuais do Brasil incorporassem um enorme medo da violência do Estado.
Contudo, é primordial que o Estado assuma o monopólio da violênicia. O monopólio da violência pelo Estado - apesar de até nos parecer um conceito estranho - é a condição fundamental para a existência de um convívio normal e democrático na sociedade.
O trauma da ditadura militar, e a noção de Estado mínimo - herdada da neoliberal década de 1990 - fizeram muito mal para o nosso país. É um problema que envolve toda a sociedade: Estado, governo federal, Justiça...
Ou o Estado mostra que é implacável dentro da forma da lei, ou continuaremos amendrontados pela implacabilidade de criminosos sem medo da punição justa e exemplar.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 06:46:00 BRST  
Anonymous carcamano disse...

Populismo?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 10:47:00 BRST  
Anonymous Esdras disse...

Não, coragem.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 10:48:00 BRST  
Anonymous Luiz Lozer disse...

Ricardo Melo, meu querido.

Perfeito! Perfeito! Perfeito! Perfeito! Perfeito! Perfeito! Perfeito! Perfeito! Perfeito!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 11:14:00 BRST  
Anonymous lotufo disse...

Alon, não publique. Mas, você consegue achar a edição de Movimento nos seus estertores onde um texto provocativo dizia que a esquerda precisa se preocupar com a violência e que segurança faria parte da agenda social a ser resgatada.
Acho que foi o Tonico ou o Raimundo o autor.
Esse texte me marcou porque ia contra a maré de toda a esquerda na época e agora.
abraços, Lotufo
Acho que há em algum lugar da imprensa brasileira um arquivo com o jornal, ou não?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 11:51:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Por mais que possa haver comoção, e por mais piegas que possa estar sendo a imprensa, a mobilização popular é bem-vinda para conquistar reformas na segurança pública.
A insegurança é hoje o problema nacional que foi a inflação no passado. Ela atinge todos, também ao pobre que tem seu salário assaltado no ônibus. Uma microempresa familiar de classe média baixa, não consegue ser aberta numa metrópole, se não tiver capacidade extra para pagar segurança. Grandes empresa fecham ou reduzem atividade por elevados custos se segurança no Brasil, fechando postos de trabalho. A indústria do entretenimento reduz atividade noturna por insegurança. Idem o turismo. Tudo isso afeta empregos e crescimento econômico. Trabalhadores que moram em áreas violentas ficam estigmatizados e são preteridos na hora de conseguir empregos.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 13:17:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Que tal fazermos mais do que isso? Que tal colocarmos todas as fotos de todas as crianças brasileiras mortas pela violência no Brasil somente neste comecinho de ano - incluindo as negras, as pobres e até as feias.

Eu não tenho blog, mas vou tentar onde puder. Talvez nos postes daqui de São Paulo e nos muros da cidade, mesmo que o prefeito não durma por causa da poluição visual (será que ele dorme de olhos abertos?) Eu, como vocês, também temo pela vida de meu filho, mas não acredito que seja possível protegê-lo individualmente. Ou defendemos a vida de todas as crianças ou não vamos salvar nenhuma.

A violência retratada por Fernando Meirelles em Central do Brasil não foi suficiente para nos alertar sobre a violência cotidiana contra as crianças nos grotôes do Brasil. Deve ter faltado um Oscar ao filme para que a classe média reacionária prestasse atenção nele.

Max Planck tinha razão quando inventou a teoria quântica. A energia circula em blocos finitos. Entre nós, a energia da indignação só se manisfesta quanto a vítima é parecida conosco e com nossos filhos. Esses sim são capa de revista. Os outros todos, que a gente ignora e abomina, não interessam, não vendem revista.

Que venham, então, a pena de morte e a redução da maioridade penal. A pena de morte ainda pode ser aperfeiçoada repetindo-se o modelo adotado em Ouro Preto na execução de Tiradentes. Vejam só que belo exemplo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Tiradentes_Esquartejado_%28Pedro_Am%C3%A9rico%2C_1893%29.jpg

Em matéria de show é melhor do que esse que essa brincadeira que já estão fazendo com o pobre Joãozinho (que seu sangue, como o de Tiradentes, não tenha sido derramado em vão).
Quanto à redução da maioridade, como já provou o Alon aqui mesmo, terá que ser reduzida à idade em que uma criança aprende a segurar alguma coisa. Seja a mamadeira, uma faca, navalha ou comprimido. Do contrário, tanto quanto a pena de morte secreta, não vai adiantar nada. Até porque já não há vagas na Febem e é melhor assim.

Alon, do jeito que vai o Eurípedes Alcântara vai te chamar logo, logo para trabalhar na Veja. Você não merece esse castigo.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 15:44:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Errei:
Em meu comentário anterior me referi a Central do Brasil, de Walter Salles Jr, ao invés de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.Perdão.

Tomara que agora esteja certo...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 16:52:00 BRST  

Postar um comentário

<< Home