terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Em resumo (06/02)

O que dizer sobre a agressividade verbal e corporal do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), contra um cidadão que fazia em voz alta reclamações dirigidas à gestão do alcaide? Qualquer pessoa está sujeita a ter explosões de fúria. É da natureza humana. Mas quem não consegue controlar seu temperamento deve ficar longe das responsabilidades do poder. O mais longe que puder. Em benefício da coletividade. E não venham com a história de que foi tudo uma jogada de marketing do prefeito. Quem assistiu viu que não foi. Além do mais, não é porque o sujeito é prefeito, governador ou presidente que ele tem o direito de sair por aí xingando e empurrando as pessoas.

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17 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Qualquer um perde a paciencia.
Tem seu dia de cão
e daí?

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 10:46:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, obviamente não foi uma jogada de marketing proposital, mas que caiu como tal e, trouxe mais benefício a ele, do que prejuízo. O eleitorado paulistano não gosta da baderna e, agora está encontrando um líder, que desconhecia.
Mas, será bom ele parar por aqui, caso contrário será contrapudecente.
Palavra de marqueteiro.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 10:58:00 BRST  
Anonymous Sergio Maidana disse...

Um questionamento: vi na Tv a cena e achei engraçado uma coisa: o manifestante Kaiser, parecia estar simulando um choro após a putiada que levou; e, ao pegar o copo dágua, começou a simular uma tremedeira, que até minha filha de 12 anos começou a rir (é...aqui em casa as crianças assistem a jornais e aprendem desde cedo a não serem enganadas por marqueteiros).

De onde saiu este Kaiser? amanhã quando descobrirem que tem ligação com a Marta Suplicy ou o grupo do Tatto, vão dizer que é tudo armação dos tucanos. Como sempre, o culpado dos males do Brasil é dos tucanos.

Mas cá prá nós; aquele cara estava fingindo. Seja sincero, Alon: tava ou não estava?

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 11:07:00 BRST  
Blogger Cláudio de Souza disse...

E se fosse a Marta?

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 12:42:00 BRST  
Blogger Angelo da C.I.A. disse...

Eu realmente não sei quem ventilou que isto pode ter sido um golpe de marketing. Aquilo foi sim um anti-marketing. Ora bolas, o "povo" brasileiro e mesmo o de São Paulo adora usar o vitimismo e a humildade como virtude. Foi uma truculência, sem dúvida. E mesmo eu, simpatizante que sou do PFL e de Kassab acho que foi uma idiotice. Fazer aquilo, daquele jeito e com aquelas testemunhas? Absurdo, absurdo, absurdo.
E o que impressiona é que Kassab só é motivo de críticas por atitudes POLÍTICAS equivocadas, nunca administrativas. Porque um bom político, um político experiente, um político com visão no longo prazo jamais faria aquilo.
Os danos à imagem de Kassab são quase irreversíveis.
Kassab precisa aprender logo a ser um político de verdade ou terá que voltar a ser no máximo um operador da máquina partidária!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 14:44:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Alon,

Você sabe nos explicar porque o Prefeito acha que a poluição visual é o pior problema ambiental de São Paulo? O ruído insuportável, a poluição do ar e das águas, o lixo acumulado, a desarborização acelerada, a impermeabilização do solo e a contenção de enchentes são menos graves e prejudiciais à segurança e à saúde públicas?
Se você não souber, não faz mal. Vou perguntar aos marqueteiros. Eles explicam qualquer coisa.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 16:16:00 BRST  
Anonymous Richard disse...

O problema é que, ano que vem, tem eleição e todos são obrigados a votar e alguém sempre é eleito... imagina se a maioria ficasse em cas e o pleito pudesse ser anulado por falta de quorun?! Tenho certeza que as autoridades seriam menos autoritárias assim!!!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 17:48:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Do ponto de vista do marketing que explora o vitimismo, a atitude intempestiva do prefeito foi um equívoco. Forneceu munição aos profissionais da indignação e "campeões da moralidade"

Do ponto de vista daqueles que pensam que uma cidade do porte de São Paulo precisa estabelecer regras claras de civilidade, a atitude foi aplaudida. Serão minoria? Serão maioria silenciosa?

A forma (estilo) de reação escolhida pelo prefeito já está sendo ativada pelos "campeões morais" e profissionais da indignação (moções
"desinterassadas" de repúdio) produzirá efeitos negativos à imagem do prefeito? Acredito que não.

Lembro que os "campeões da moralidade" patrocinaram um crime, justificado por eles pelo fato do Francenildo ser apenas "um simples caseiro".

Pergunto: onde estavam estes profissionais da indignação, agora travestidos de campeões da moralidade, quando o "simples caseiro" teve sua privacidade inavadida com o beneplácido do governo federal?

abs

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 20:50:00 BRST  
Anonymous Marcus disse...

Aiaiai. Quanta teoria conspiratória. Como é que o "militante profissional" poderia saber que seu protesto iria gerar uma reação destemperada do prefeito e ir parar no Jornal Nacional? Menos, pessoal. Parem de ler o Olavo de Carvalho, está fazendo mal ao discernimento de vocês.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 20:53:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

E tem mais. O que dizer sobre a agressividade puramente física e nada verbal daqueles que patrocinaram a última invasão do Congresso? Escrevo sobre aquela mixórdia que culminou na invasão, destruição de patrimônio público e ataque físico a funcionários da Casa. Justificar tal barabarismo como "impeto revolucionário" que, em nome de "futuros radiantes" destruiu, num estilo, eu repito, autenticamente bárbaro (coisa de lumpen), parte das dependências do patrimônio público que é o Congresso Nacional? Mais uma vez, há que se recorrer ao oportunismo da "luta de classes" para
"explicar" e "justicar" tal crime?

Como dira o Lula, "menas", "menas".

Enfim, neste episódio do Kassab vamos evidenciar o quê? Vamos evidenciar que a violência justa é somente aquela que se origina no campo dos "oprimidos"?

Eu escolhi, para o horror daqueles que tem de si uma visão gloriosa, que os coloca no time dos
"campeões da moralidade" a intempestividade do prefeito.

Ali não era hora ou lugar, pelo menos para a minha idéia de civilade. Numa paráfrase do provérbio, "quem faz o que quer, leva o que não quer"

abs

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 21:19:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Para mim a imagem é clara: O prefeito investido de autoridade, em ato oficial, cercado de seguranças, partiu para cima de um cidadão (que poderia estar provocando ou não, agora não interessa mais), humilhando-o publicamente, principalmente pelo fato de ser constrangido a não revidar contra uma autoridade cercada de seguranças. A imagem foi do mais forte batendo no mais fraco. Juridicamente talvez caiba enquadramento como abuso de autoridade. Ainda que fosse provocação, o prefeito teve que abster-se de usar a inteligência para revidar (qualquer político tem militantes, e autoridades tem seguranças, para afastar pessoas inconvenientes). Na década de 70 teve uma foto publicada na Folha de SP do então prefeito de SP Olavo Setúbal com dedo em riste, expulsando um professor (ou professora, não lembro) de seu gabinete, que fora lá em comitiva com outros professores para levar reivindicações do magistério. Ali Olavo Setúbal iniciava o fim de sua carreira política. Hoje, Kassab ainda tem contra si recursos como Internet e o Youtube.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007 00:37:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O "Kaiser" Kasssab desempregou o "kaizé" Silva e este pai-de-família não pôde sequer protestar contra a vagabundice de quem deveria, pela Constituição, produzir alternativas e ainda é apresentado pela mídia como um rancoroso corporativo

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007 04:03:00 BRST  
Anonymous Daniel disse...

Caro Alon,

Primeiro, parabéns pelo blog, certamente o melhor do país quando o assunto é política.

Cresci na cidade de onde veio o Kassab, no interior de São Paulo. Acho que cheguei à capital antes dele, mas ele teve uma carreira mais promissora que eu, que não virei prefeito (nem tentei, na verdade). Conhecendo de lá esta figura curiosa, jamais votaria nele para prefeito, ou para vice de alguém que claramente o deixaria em seu lugar, já que o despreparo era patente. Quando li a manchete do descontrole dele com o manifestante, imediatamente imaginei um coitadinho reclamando da qualidade do serviço municipal de saúde levando patadas do prefeito.

Mas não é o caso, né? Era um sujeitinho reclamando da única bola dentro que a prefeitura apresentou desde que José Serra tomou posse no cargo, em 2005.

Claro que é uma bola dentro totalmente aleatória, pois desde que Marta Suplicy – também dade a destemperos verbais – saiu do cargo, São Paulo nunca mais teve planejamento urbano.

Enfim, o prefeito já deu mancadas maiores do que essa com o "manifestante". Neste caso, estranhamente, ele tinha até um pouco de razão!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007 10:42:00 BRST  
Anonymous Daniel disse...

Acabei de ler que o "vagabundo" ganhava a vida fazendo cartazes e estava sem trabalho desde que saiu a lei contra a poluição visual. Pronto, retiro o que eu disse que o prefeito tinha um pouco de razão, porque não tinha. Mas reitero o que eu disse sobre o planejamento.

A limpeza visual da cidade é uma coisa muito importante, de verdade, mas a implementação da lei deveria contemplar a situação difícil em que jogaria quem ganhava a vida fazendo cartazes e outdoors. Claro que ninguém pensou nisso. Quer dizer, o Kassab merecia ouvir uns desaforos. Apesar que um hospital não seria o lugar mais apropriado, realmente.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007 14:19:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, após dois dias de cão correndo pela cidade de táxi, descobri que os profissionais do volante ganharam um ídolo, perdido desde Maluf: Kassab!
O que fazer?

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007 16:09:00 BRST  
Anonymous Joel Palma disse...

Vcs sabem qual a razão da CIDADE LIMPA? propiciar aumento na publicidade dos jornais... Está comprovado que os grandes incorporadores tinham maior retorno com a publicidade próxima ao local de vendas (é lógico... pessoas que alugam casas ou apartamentos, ou trabalham por ali, dão mais atenção à venda de um apartemento próximo que num jornal, morando do outro lado da cidade...ORAS...)...IT'S THE ECONOMY, STUPID !

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007 01:39:00 BRST  
Blogger Observatório Socialista disse...

Existe um artigo sobre este tipo de comportamento no Blog Observatorio Socialista. Onde se tem a definicao do que se chama Capitao do Mato.
Convido-os a ler este artigo.
O Kassab eh um autentico Capitao do Mato, e nao se tem remedio para este tipo de vicio.



http://observatoriosocialista.blogspot.com/2006/12/acorda-chesf-que-o-bicho-pode-pegar.html

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007 08:11:00 BRST  

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