segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

A volta de Berzoini e uma lição de João Paulo II (01/01)

Uma boa notícia nesta passagem de ano é a volta do deputado federal Ricardo Berzoini (SP) à presidência do PT. Nem a CPI do desvio de dinheiro destinado à compra de ambulâncias nem a Polícia Federal identificaram qualquer participação dele no caso da tentativa de compra do dossiê antitucano na véspera do primeiro turno da eleição de outubro. Aliás, note-se que o relatório final da CPI foi aprovado por unanimidade. Nos últimos dias, alguns petistas tentaram deflagrar nas sombras uma operação midiática para impedir a volta de Berzoini. Argumentavam que o retorno dele poderia introduzir um elemento negativo na agenda, logo no começo do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Esse pessoal não se emenda mesmo. Na frente das cortinas, atacam o "denuncismo" antipetista. Atrás delas, surfam nesse mesmo "denuncismo" para abocanhar posições na cúpula partidária. Afinal, cada acusação contra um dirigente corresponde a uma vaga potencial na direção do partido. E ninguém é de ferro. O arrivismo é uma doença conhecida nos tecidos partidários. Costuma ser fatal. Sobre o assunto, vale lembrar o que disse o então Papa João Paulo II: "(...) a superficialidade e o arrivismo, ainda que levem ao sucesso imediato, não trazem o verdadeiro bem do homem na sociedade. (...) o Reino de Deus está suficientemente preparado para pessoas que vivem de forma séria e honesta, não têm ambições exageradamente elevadas e se dedicam com fidelidade às coisas mais humildes". O sujeito não precisa ser católico ou gostar da Igreja para perceber que, nesse assunto, o Papa deu uma bola dentro.

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