quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

A Terceira Via, consolidada (31/01)

Você ouvirá à exaustão que os blocos formados para a escolha da Mesa da Câmara dos Deputados só servem para isso: para dividir os cargos na Mesa da Câmara dos Deputados. É olhar a árvore e não ver a floresta. Política é mesmo um terreno cheio de armadilhas e surpresas. A Terceira Via veio ao mundo pelas mãos do PSDB, mas só saiu da incubadeira graças ao PSB, PDT e PCdoB. A aliança PT-PMDB aglutina, somados os satélites, no máximo uns 270 deputados federais. Basta uma dissidência de 20% (uma taxa moderada) para o governo ficar em sérias dificuldades na Câmara. Sem os cerca de setenta votos do bloco socialista-trabalhista-comunista o governo perde a maioria. E aí o bloco vai pensar: mas se o PMDB tem cinco ministérios para oitenta deputados, por que o nosso bloco não pode ter quatro ministérios? Serviço para Luiz Inácio Lula da Silva e os seus articuladores políticos.

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4 Comentários:

Blogger cid disse...

Alon

É uma boa sacada, essa sua. Faz sentido. Tem lógica. Agora, fica a pergunta: a política praticada na Câmara Federal tem lógica?

Se a resposta for positiva, creio que corremos o risco de avançar.
- Correr o risco? perguntará você. Sim, Alon, por falta de hábito, o pessoal pode se atrapalhar. Não deixa de ser um desafio para a habilidade política do governo. Depois de tantas trapalhadas...

cid cancer
mogi das cruzes - sp

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007 22:03:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Vou guardar minha farinha para comer o meu melado. Acredito que no dia 02/02 o Planalto chama sua base e acaba com tais blocos - ficando apenas PFL-PSDB-PPS (hoje o bloco da oposição e da direita).

Rosan de Sousa Amaral

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007 23:01:00 BRST  
Blogger Julio Neves disse...

Exercício de advinhação.

Neste momento em que o comentário está sendo publicado, já temos um novo presidente da Câmara, o Deputado Gustavo Fruet.

Acertei! Sou confiável, hehehe...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007 04:07:00 BRST  
Blogger Alberto disse...

Caro Alon, um ditado diz que nem tudo é o que parece, na nossa vida institucional eu diria que quase nada é o que parece. Seria auspicioso ver o Congresso definir-se sobre o essencial: quem é contra e quem a favor do governo. Mas para que isso fosse verdade as regras do jogo deveriam dar consistência (autoridade) aos acordos partidários, mas como isso seria possível se nada vincula o comportamento dos deputados de cada partido à orientação política do mesmo, se não há qualquer exigência de fidelidade. Você mesmo o mostra em seu post: “Basta uma dissidência de 20% (uma taxa moderada) para o governo ficar em sérias dificuldades na Câmara.” Cada parlamentar pode gostar de ver-se livre para votar sempre conforme sua “consciência”, mas isso degrada o Congresso, a disputa política vira um cada um por si, Deus contra todos. Empresta plausibilidade ao comentário no Jornal Nacional de ontem de que os blocos são fisiológicos, ou o curioso comentário que a Reuters atribui ao deputado Chico Alencar do PSOL: “São blocos vocacionados por poder, não por política”, desqualificando a política parlamentar, a democracia, e o eleitor brasileiro.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007 06:57:00 BRST  

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