domingo, 14 de janeiro de 2007

Um teste sobre a posição do PT em relação ao aumento do salário dos deputados - ATUALIZADO (14/01)

Nessa história da aliança PT-PSDB para eleger o presidente da Câmara dos Deputados, os tucanos estão levando muita bordoada, enquanto o PT sai de fininho. É natural. Ninguém poderia pedir ao PT que rejeitasse um apoio dessa importância. Mas tem um detalhezinho que ficou para trás e é bom registrar. A disputa pela Mesa e pela presidência começou, para valer, naquele melê em torno do aumento do salário dos deputados. Corrijam-me se eu estiver errado, mas lembro-me de que três partidos lideraram a mobilização contra equiparar os subsídios dos parlamentares ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o reajuste de mais de 90%. Foram eles o pequeno PSOL, o médio PPS e o grande PT. No dia em que o assunto foi decidido pelos seus pares, o líder do PT na Câmara dos Deputados deu entrevistas seguidas para afirmar que o seu partido discordava da medida e que propunha, no lugar, o reajuste só pela inflação acumulada. Lembro-me de que pelo menos dois ministros petistas, Guido Mantega (Fazenda) e Luiz Marinho (Trabalho), criticaram duramente a iniciativa dos líderes da Câmara e do Senado. Agora, o candidato do PT à presidência da Câmara dá a entender que pode vir a apoiar o tal aumento. Por justiça, é preciso lembrar que Arlindo Chinaglia (assim como Aldo Rebelo) sempre defendeu a equiparação, mesmo quando seu partido a combatia. Mas a dúvida não é sobre a posição do líder do governo. Eu conheço o Arlindo e digo que um defeito ele não tem: a hipocrisia. Minha dúvida é sobre a posição do PT. Vamos então ao teste de múltipla escolha:

Sobre a equiparação do salário dos deputados federais ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, você diria que o PT:

a) É contra.

b) É a favor.

c) Pode ficar a favor ou contra, dependendo de que posição lhe trouxer mais dividendos políticos num dado momento.

d) Este teste é uma sacanagem. O PT tem suas posições, mas dá aos filiados ampla liberdade para segui-las ou não. Quem formulou o teste está, visivelmente, querendo criar constrangimentos para o PT na eleição da Câmara dos Deputados.

e) As alternativas (c) e (d) estão corretas.

Aponte a resposta que lhe parecer mais correta. Atenção: só aponte a alternativa. Não explique a sua resposta, para não ajudar (atrapalhar) os demais. Daqui a pouco, o gabarito.

Atualização às 20h03:

A certa é a alternativa (c). A (b) está errada, por razões óbvias. O PT combateu o aumento em dezembro. A (a) também está errada, já que o PT apóia para a presidência da Câmara dos Deputados um candidato que defende a equiparação. A (d) tem pelo menos uma informação errada, já que o PT não dá aos filiados a liberdade de aceitar ou não as deliberações do partido. E se a (d) está errada a (e) também está. Portanto, por eliminação, a alternativa correta é a (c). Você pode até não concordar com ela, mas estará certo se assinalá-la. Sacou?

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23 Comentários:

Anonymous Prisco Fávaro disse...

alternativa e

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:12:00 BRST  
Anonymous Carlos Prado disse...

Alternativa (d)

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:12:00 BRST  
Anonymous Priscilla Tavares disse...

Hahahahahahaha, evidente que é (e).

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:13:00 BRST  
Anonymous Paulo Jorge disse...

opção d

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:21:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

alternativa d

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:21:00 BRST  
Anonymous MariaR disse...

Alternativa d

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:31:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Aposto que é e.

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:33:00 BRST  
Anonymous João Augusto disse...

Alternativa e, com certeza.

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:34:00 BRST  
Anonymous João Santos disse...

e

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:45:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Eu tambem acho que é a letra e

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:46:00 BRST  
Anonymous luis fernando disse...

alternativa e

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:58:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Essa achei fácil: letra (c)

domingo, 14 de janeiro de 2007 14:37:00 BRST  
Anonymous Marcus disse...

Alternativa E.

domingo, 14 de janeiro de 2007 17:29:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

querido alon,
uma dúvida terrível: como se pronuncia seu sobrenome?
abraço,
ana.

domingo, 14 de janeiro de 2007 17:56:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

fó-iêr-vér-quêr

domingo, 14 de janeiro de 2007 21:12:00 BRST  
Anonymous Luis Fernando disse...

Pô Alon, a maioria (eu inclusive)escolheu "e" só pra te sacanear!

domingo, 14 de janeiro de 2007 21:58:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Vc definiu o atual PT com maestria na alternativa C. Belo teste!!!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 07:50:00 BRST  
Anonymous Richard disse...

Pô Alon, vc é bom de criar questões... deveria trabalhar em banca de vestibular. Eu tbm marcaria "e" por achar a mais completa. Mas com certeza, a "c" é a mais correta.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 09:29:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

"A (d) tem pelo menos uma informação errada, já que o PT não dá aos filiados a liberdade de aceitar ou não as deliberações do partido."

Considerando que a alternativa (d) possui duas informações, e que "pelo menos uma informação (a suficiente) está errada, já que o PT não dá aos filiados a liberdade de aceitar ou não as deliberações do partido", fiquei curioso sobre as razões do blogueiro para incluir a outra informação na afirmativa (d)(hehe).

abs

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 11:28:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

foi uma pegadinha, paulo araujo. ele fez um troço que parecia todo certo mas que tinha um detalhe errado. e nos induziu ao erro de votar na (e).

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 11:35:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Que foi uma pegadinha, eu sei. Resta saber no pé de quem...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 11:41:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Não vejo o teste como tão constrangedor para o PT assim. A letra "c" expressa legitimamente que partidos existem para ambicionar o poder. E poder emanado por forças políticas são inexoravelmente produto de negociações, com inevitáveis concessões. O que um partido não pode é fazer concessões naquilo que fere seus princípios fundamentais, a ponto de descaracterizá-lo, fazendo representar outro grupo oposto à sua base eleitoral.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 12:12:00 BRST  
Blogger Dourivan disse...

Não entendo nada do mérito história, mas apóio o método pra definição do gabarito.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007 17:09:00 BRST  

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