domingo, 14 de janeiro de 2007

Pelo menos uma boa notícia. E uma idéia (14/01)

Em meio à balbúrdia dessa eleição da Mesa da Câmara dos Deputados, uma boa notícia. Reportagem do JB dá conta de que os ministros de Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo mandato terão que ser bons de voto no plenário da câmara baixa do parlamento. É bom. Mas não basta. Para minimizar a confusão política, será preciso que o presidente tenha a disposição de demitir os auxiliares cujos apoiadores não votem com o Planalto. Parece-lhe radical? O Brasil tem duas dezenas de partidos representados no Congresso, o que confere à nossa democracia uma pluralidade invejável. Mas essa pluralidade precisa acoplar-se à funcionalidade para que as coisas caminhem bem e o país possa trabalhar com alguma tranqüilidade. Uma das expressões mais adequadas para o sistema político brasileiro é o tal "presidencialismo de coalizão". A definição, se não me engano, é do cientista político Sérgio Abranches. Eu prefiro falar em presidencialismo parlamentarista. Entre nós, estabilidade política na democracia só existe com divisão de poder entre os partidos. Eu não falei divisão de cargos, eu disse divisão de poder. E quem tem poder tem também responsabilidades de governo. Você sabe a diferença entre distribuir cargos e distribuir poder? Então comente. Ah, sim. Acho que o presidente deveria convidar para o governo representantes do PSDB. Não faz sentido o terceiro maior partido brasileiro (e o até então maior da oposição) entrar como um ator de segunda linha, um figurante na coalizão governamental, só ajudando a garantir a eficácia congressual e a reduzir o custo político das ações do governo. Poderia ser um quadro tucano propriamente dito ou alguém de fora, mas indicado pelo partido. Quem apóia, participa. Quem ajuda, governa junto. É democrático. Por que não?

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5 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Eu concordo. Quem apóia o governo tem que entrar no governo.

domingo, 14 de janeiro de 2007 11:14:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Também acho que faria sentido o PSDB participar do Governo. Seria interessante discutirem uma agenda governamental mínima e comporem-se para implementá-la. Mas seria muito irônico algumas situações, como ocupar uma diretoria dos Correios, sobretudo aquela onde estava lotado aquele ex-apadrinhado de Roberto Jefferson.

domingo, 14 de janeiro de 2007 15:56:00 BRST  
Anonymous Luis Hamilton disse...

Nossa! De forma alguma! O PSDB no governo do PT? Pelamordedeus! Este país precisa de ALTERNÂNCIA, não de DITADURA. Os três maiores partidos brasileiros juntos seriam uma força grande demais para a nossa ainda incipiente democracia....

domingo, 14 de janeiro de 2007 16:32:00 BRST  
Blogger Dourivan disse...

Concordo. E mais cláusula de barreira e fidelidade partidária, que você explicou, explicou mas ainda não sei (ou não quis saber)por que é contrário.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007 17:13:00 BRST  
Blogger Dourivan disse...

Mandei o comentário anterior antes de ler a resposta do Prof. Fábio Wanderley ao seu post passado.

Mas, em suma, minha mais perfeita definição ideológica seria misantropo - com muito orgulho. Achem o que achar, minha misantropia merece ser respeitada diante das leis e da sociedade do País.

O problema é que, se eu quiser fundar o Partido dos Misantropos, vou ter que procurar gente tão ou mais insociável que eu... Portanto, logo vão surgir tantas dissidências quanto forem os filiados ao partido.

E aí? Vamos todos ao STF reclamar o nosso (de cada dissidente, individualmente) sagrado direito de organização como minoria, com direito a cotas do fundo partidário?

P.S.: quanto ao horário no rádio e TV, estou disposto a abrir mão dele, por questões de princípios que naturalmente um militante do Partido dos Misantropos não precisa explicar.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007 17:59:00 BRST  

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