quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

O xis do problema (25/01)

Presto muita atenção sempre que alguém estufa o peito para lembrar como a "instabilidade do marco regulatório" e a "falta de respeito aos contratos" impedem que o Brasil cresça mais aceleradamente. Minha sugestão para resolver esse problema é fazer como os japoneses: copiar o que dá certo lá fora. A Rússia, por exemplo, cresce o dobro da taxa brasileira. A Venezuela e a China crescem o triplo. Sugiro então enviar delegações a esses três "market oriented" países para copiar as coisas boas do seu ordenamento jurídico-político. Eu estou convencido. Ou criamos aqui um ambiente institucional amigável e acolhedor para o investimento privado -como já fazem russos, venezuelanos e chineses- ou vamos ficar para trás. Agora que escrevi isso, lembrei de um detalhe. Não precisamos ir tão longe. Nossos vizinhos argentinos estão crescendo duas vezes e meia mais rapidamente do que nós. Talvez porque eles tenham atingido o estado da arte no rigoroso respeito aos contratos. Eu sugiro fazer uma permuta com a Argentina: nós os ensinamos a jogar bola e eles nos explicam os segredos da sua estabilidade institucional. Mas esses estudos todos podem levar algum tempo, e vocês sabem que o Brasil tem pressa. Eu, como sou imediatista e quero sempre o máximo, andei procurando uma solução radical e rapidamente aplicável. Aí, por acaso, assisti a duas belas reportagens da correspondente da TV Globo em Pequim, Sônia Bridi. No último sábado, ela mostrou no Jornal Nacional um dos segredos da explosão econômica no Vietnã: o salário típico dos operários na indústria de ponta é U$ 100, cerca de R$ 210. Hoje, diretamente de Davos, ela explicou no Bom Dia Brasil que:

Não é preciso perguntar aos trabalhadores das fábricas chinesas ou aos jovens indianos que desenham programas de computador se eles estão ganhando com a globalização. Os salários deles são baixos. Muito baixos. Mas esses empregos criados estão tirando milhões da pobreza. Todos os anos. Principalmente na Ásia. No Fórum Econômico, a pergunta é também desnecessária. As grandes corporações multiplicam seus lucros e seus diretores nunca ganharam tanto. Em 20 anos, o salário de um executivo cresceu de 40 para 110 vezes o de um trabalhador comum nos Estados Unidos. Aí está a percepção de que há perdedores. Nos Estados Unidos, no Brasil, na Europa, empregos são exportados para países que fazem mais barato o mesmo trabalho. O diretor de agenda global do Fórum diz que a globalização já não é mais uma questão de norte a sul. É mais um problema de quem tem renda média. Os pobres estão se beneficiando, os ricos também. Mas os de renda média estão sob muito estresse. Como aliviar este estresse para países e indivíduos? Como equacionar os desequilíbrios criados pela globalização?

É por isso que eu gosto de jornalismo na televisão. Não dá para ficar enrolando, tem que ir direto ao ponto. Eis o problema. Estamos crescendo menos porque outras regiões do mundo, especialmente a Ásia, oferecem um sistema de preços relativos mais apetitoso. Salários mais baixos e portanto mais lucros para quem investe. Vejam que eu (copiando a Sônia) estou falando de salários em dólar. Operários vietnamitas, chineses e indianos ganham pouco em dólar, o que confere alta competitividade e atratividade a suas economias. Em outras palavras, a pobreza relativa dos trabalhadores desses países em relação a nós faz com que eles atraiam mais investimento e cresçam mais. Como a demanda por mão de obra é alta, a idéia é que o processo conduza a um aumento progressivo da massa salarial. E como eles têm exércitos de reserva do fator trabalho (são países de largas populações rurais), podem fazer isso com alguma folga, sem pressionar muito a inflação. A pergunta é a seguinte. Estaríamos os brasileiros dispostos a ficar mais pobres em dólar (ou euro) no curto prazo para termos mais progresso no médio e no longo prazo? Esse é o xis da questão.

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28 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Matou a pau!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 11:18:00 BRST  
Anonymous Tiago disse...

Outro dia li um artigo interresante publicado em um jornal alemão. Chama-se senão me engano " Estamos matando o Estado de Bem Estar Social ", justamente analisando este aspecto. Ele relata que os alemães, e aqui tb, prefere-se pagar menos por produtos chineses do por produtos alemãos, isso esta fazendo crescer o desemprego lá (coincidentemente aqui tb), com isso o estado arrecada menos e começa a cortar beneficios já consegrados. Em suma ele culpa a própria população por parte dos problemas existentes. O que não deixa de estar correto em parte. Então que fique claro que não são apenas as empresas mas a população tb que busca sempre menores preços um dos responsaveis por isso.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 11:29:00 BRST  
Blogger Cesar Cardoso disse...

É, Alon, mas você sabe o que 'competir com Índia e China' significa...

1) Desvalorizar a nossa moeda, rapidamente, de maneira profunda e consistente. O problema é como fazer tudo isso sem cair numa inflação galopante. E, como se sabe, o repúdio à inflação é o grande ponto de união de todo mundo.

2) Cortar de maneira profunda direitos trabalhistas, para diminuir o custo indireto do trabalhador e facilitar a troca e o barateamento de mão-de-obra. Mesmo quem defende algum tipo de corte (Força Sindical) certamente é contra cortes profundos.

Aí sim, a gente pode pensar em competir em salário. Mas penso que a sociedade brasileira não quer nem ouvir falar desses dois pontos. Então é mais fácil reclamar do "desrespeito aos contratos".

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 11:37:00 BRST  
Anonymous Tiago disse...

Eis o link para o artigo
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2006/10/31/ult2682u240.jhtm

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 11:37:00 BRST  
Blogger Dourivan disse...

Caro Alon,

Ironia fina e no ponto exato. Mas a explicação do "exército industrial de reserva" empaca na questão Argentina. Eles não têm e tampouco nós. Pelo menos devido à existência de um salário mínimo irredutível e uma legislação trabalhista - com os quais muita gente gostaria de acabar para que pudéssemos surfar nas ondas do "outsourcing" e "offshoring". Por outro lado, por mais e ideologicamente manipulado que seja o mantra dos "marcos regulatórios" (por que não escrever logo "regulatory milestones"?) e do "respeito aos contratos", acho que o País poderia ter caminhado no sentido de atender algumas dessas imposições, de forma pragmática e sempre com as devidas contrapartidas. Os prejuízos seriam bem menores do que os causados pela ortodoxia financista do Banco Central. Esta fica mais claro a cada dia a quem serve e, como é vendida publicamente como fruto de decisões soberanas do País, não nos dá o direito nem ao menos de falar em contrapartidas.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 11:50:00 BRST  
Anonymous Luis Hamilton disse...

Todo mundo (sério) já está falando isso. Não se pode reduzir salário no Brasil? Em reais, não, pelo menos não sem mandar um embora e contratar outro por menos no lugar.

MAS TODO MUNDO SABE QUE O REAL ESTÁ SOBREVALORIZADO. E está porque a taxa de juros é elevadíssima, para agradar aos amigos do Dr. Meirelles.

Então, baixem-se os juros, aumente o dólar e tragam competitividade para a economia. De preferência, dêem um bom pijama para este tal de Meirelles!

Inflação? Claro, inflação é sempre um risco. Mas a do ano passado ficou 33% abaixo da meta. Isto é mais que prova de que existe SIM espaço para baixar os juros.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 12:09:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, vou brincar de lógica, do jeito que você gosta. Não seriam os "marcos regulatórios" e a "estabilidade jurídica" fundamentais para a economia do país justamente porque hoje (ainda?) não há ambiente político (ainda bem!) para a dilapidação das conquistas trabalhistas e para se correr o risco de uma alta da inflação detonada por uma rápida desvalorização cambial?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 12:18:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

1 - Já passamos por essa fase na década de 70; não é novidade.

2 - A Selic caiu em 1/3 nos últimos 14 meses e o câmbio não se mexe. Esa relação é simplismo.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 13:21:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O Alexandre tem razão. A queda dos juros não vai resolver o problema do câmbio. A solução seria fixar o câmbio num patamar em que o Real se desvalorizasse. Mas isso geraria inflação, o mecanismo para corrigir para baixo o salário real, como o Alon bem notou. O governo Lula vai peitar a CUT e a Fiesp para fazer isso? Nunca.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 13:33:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Eu acho que a Fiesp adoraria. Mas o movimento sindical e a classe média (que vai fazer compras em Miami) conflagrariam o país. Foi como acabou o governo do Fernando Henrique.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 13:34:00 BRST  
Anonymous Rodolfo Britto disse...

Alon, é por essas e outras que eu, mesmo ideologicamente distante de você, nunca deixo de dar uma passada por aqui.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 13:35:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Dê uma olhadinha nesta tabela:
PIB PPP oficial desvalorização
India 4,00 0,80 80%
China 10,00 2,50 75%
Argentina 0,60 0,21 65%
Brasil 1,60 0,62 61%
Russia 1,70 0,73 57%
Coreia do Sul 1,20 0,77 36%
Venezuela 0,18 0,15 17%
EUA 13,00 13,00 0%
Alemanha 2,60 2,86 -10%
Japão 4,20 4,90 -17%
Vietnam 0,26 0,48 -85%
Valores em US$ tilhões (estimado, fonte Cia Factbook)

A comparação do PIB pelo poder de paridade de compra (que mede as coisas que são efetivamente produzidas se fossem vendidas nos EUA) com o PIB oficial em US$ (que mede o preço que as coisas produzidas são vendidas), mostra o quanto a moeda está desvalorizada em cada país. Realmente Índia e China estão melhor posicionadas, mas a diferença não é tão grande assim. Argentina está no mesmo patamar brasileiro. Os países desenvolvidos (a Coréia do Sul já faz parte do clube) tem pouca desvalorização. A exceção à regra é o Vietnam, que está com sua moeda sobrevalorizada. Venezuela e Rússia fogem um pouco ao padrão pelo fator Petróleo.
Do que eu entendi, a produção brasileira está competitiva (consegue produzir para vender a preços competitivos, tendo lucros), mas provavelmente, como você ilustra bem no seu post, a lucratividade está menor aqui do que nos outros países (custo da mão de obra, logística, impostos, etc). Portanto está menos atrativa, para investimentos. Acho que uma discussão mais aprofundada chegaria aos reais gargalos, e que o câmbio não tem o efeito na instensidade que atribuem à ele.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 14:32:00 BRST  
Anonymous Nelson disse...

Concordo. Vamos tambem fazer uma lista de "personas non gratas" ao Brasil e oferecer a eles de lambuja, vc. sabe de alguns que estou falando.
Pessoas que se fossem para la e, ninguem desse conta. Vamos listar?
Ops, vamos ter que contratar o Queeen Mary II para levar, gente fina eh assim.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 16:15:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, A Argentina cresce o dobro do Brasil, depois de ter caído pela metade, na verdade está recuperando o que já tinha.
Mas ninguem mais estuda matemática?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 17:16:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Muito bem, Alon, é isso mesmo...é muito engraçado ver os "liberais" brasileiros elogiando a China...talvez o sonho deles seja viver em uma ditadura comunista, quem sabe...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 18:35:00 BRST  
Anonymous Ricardo Melo. disse...

Alon, mas que ironia ínteressante essa de você sugerir que perguntemos aos argentinos como eles conseguiram a confiança dos investidores! Faltou você dar o gabarito:
Os argentinos não deram bola para as garantias dos investidores. Muito pelo contrário, eles reestruturaram a dívida, pagaram algo como 20% dela.
Isso demonstra que quando alguém fala que o Brasil precisa melhorar marcos regulatórios e garantir contratos está mesmo é enrolando o público incauto.
Outro aspecto: somos um país subdsenvolvido e precisamos sim controlar/desvalorizar o câmbio. Ou ficamos pobres em dolar por um grande período ou nunca conseguiremos fortalecer as cadeias produtivas locais. É lógico que isso não é a solução de tudo, mas é uma condição necessária.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 19:07:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, boa pergunta, mas faltou um complemento, para ilustrar melhor.
Estariam os brasileiros dispostos a ficarem mais pobres em dólar hoje para que seus filhos tenham uma economia melhor, quando chegar a hora deles entrarem no mercado de trabalho?
JV

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 20:34:00 BRST  
Anonymous Frank disse...

Alon, além da questão macroeconômica abordada nos comentários, o Brasil precisa aumentar sua competitividade em linhas de produtos e serviços de maior valor agregado (e/ou aumentar a tecnologia e eficiência dos processos produtivos, para as indústrias básicas e agro-negócio, por exemplo). Competir com chineses em produtos massificados e "commoditizados" ou com os serviços de TI indianos é impossível, ainda que se promovesse a atenuação ou eliminação de nossos encargos trabalhistas - essa medida nos daria um fôlego, no curto prazo, mas seria uma briga fadada ao fracasso. O Brasil precisa mesmo é subir na escala de complexidade tecnológica de produtos / serviços (linhas "premium", orgânicos, etc. - no caso do agro-negócio) e processos produtivos para manter um patamar salarial acima dos asiáticos com um razoável grau de competitividade.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007 22:39:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Desculpe Alon mas onde surgiu esse enorme bobagem de que China e Argentina são grandes respeitadores de contratos? A China é campeã mundial no quesito desrespeito de contratos. Para os chineses, alterar um contrato unilateralmente é prática normal. Aliás, esse "costume" causa enormes embaraços para quem precisa se relacionar com a China (como eu, por exemplo).

A Argentina por outro lado é internacionalmente conhecida como o país do contrato furado. Isso é reconhecido até pelos própios argentinos. Na América Latina é a líder absoluta nesse campo. Aliás, é só ver o que o que aconteceu na última crise.

Abraços
Eduardo

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 01:34:00 BRST  
Blogger Pedro Paulo E. de Barros Lima disse...

Ué? E por que o progresso no Brasil tem que seguir modelo da China, Índia ou Vietnã? Aqui, no Brasil Colônia, os cargos públicos e "semarias" eram prêmio para os "executivos" portugueses que serviam lá, e voltando a Lisboa não tinham mais "educação" para frequentar a corte. Depois, no império, até pensaram em uma "Europa Tropical" e encheram o sul do Brasil e São Paulo com europeus desempregados. Acho desinteligente justificar o fraco desempenho da economia nacional com a miséria dos trabalhadores orientais.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 01:49:00 BRST  
Blogger Julio Neves disse...

Voce diz por que não "copiar o que dá certo lá fora". Mas, a gente não consegue aproveitar nem o que dá certo aqui dentro!

Por exemplo, o Jaime Lerner é um bom urbanista. Mas, fale em levar ele para o Ministérios das Cidades? E olhe que ele é do PSB, partido governista. Preferem o "urbanista" Severino Cavalcanti.

No tal PAC esqueceram de chamar até o pessoal do BC. Resultado? Votaram no 13.

Obs.: Dizem que na China piloto de avião não ganha pouco não...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 03:18:00 BRST  
Anonymous Paulo de Carvalho disse...

Pode parecer simples, e realmente é. É o que? É o capitalismo, meu caro... De que adianta ganhar menos e crescer (!?) mais se o que cresce mesmo é o lucro dos mais ricos, é sempre o capital? Mas que equação é essa que decide e justifica o declínio de uma classe mediana para favorecer os mais pobres e excluídos sociais, enquanto os "de cima" não perdem nem um só de seus anéis, que dirá os dedos.
Meu caro, a questão é mais profunda, não se trata de assumir o discurso do Mercado, que tipifica o trabalho como mercadoria e trata o acúmulo de capital como esperteza natural - a questão é discutir, debater, lutar sempre, para implantar o bom e velho socialismo. Pra mim é claro, é inverter a ordem das coisas, e valorizar o trabalho em detrimento do capital. Pelo menos é um caminho mais digno, mais humano e menos excludente, a não ser para os ricos porcos capitalistas.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 11:01:00 BRST  
Blogger Geraldo disse...

Sua opinião é muito interessante, mas infelizmente não vejo a sua praticidade. Será que somos igual à China ou Argentina? Não seria melhor cobrar de nossas autoridades divulgar os marcos regulatórios de países em desenvolvimento para que possamos analisar se poderemos copiá-los? (Copiar o que é bom é sinal de inteligência, não?).
Fara finalizar e resumir, acho que a midia e as autoridades precisam trazer à público os fatos e iniciar discussões a partir deles e nunca de suposições. Muito obrigado

Geraldo G. Brasil

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 11:57:00 BRST  
Anonymous Richard disse...

Nem vou ler os outros comentários (22, um record), vou direto ao ponto. Ficaria muito satisfeito sim de ficar mais pobre em Dólares ou Euros se os produtos que consumo tbm ficassem. Como foi colocado pela Cora Ronai (não gosto muito dela, tá!) não dá p/ ganhar 1 décimo de um canadense e ter que pagar o triplo por um iPod!!! A pirataria prova que não dá p/ manter margens de lucro/impostos com justificativas abstratas.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 12:38:00 BRST  
Anonymous Richard disse...

Bem, agora que li todos, posso me deter no comentário do Frank. Acho uma boa saída investir mais no agronegócio, buscando nos tornar pioneiros nesta área, assim como conseguimos em prospecção de petróleo. Afinal de contas, China, Índia, Coréia, Rússia e agregados tem que alimentar dois bilhões e meio de pessoas... é muita gente, né?!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007 12:51:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Estabilidade institucional na Argentina> Um pais que em cinco anos teve cinco presidentes> Vc está louco>

sábado, 27 de janeiro de 2007 12:12:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Vc ja ouviu falar de ironia?

sábado, 27 de janeiro de 2007 14:24:00 BRST  
Anonymous laamarques@uol.com.br disse...

O respeito dos contratos a que voce se refere alcança a situação da Bolivia e seus hidrocarbonetos, pensando-se em ambiente sedutor para investimentos?

terça-feira, 30 de janeiro de 2007 11:40:00 BRST  

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