sábado, 13 de janeiro de 2007

Números interessantes (13/01)

Outro caso para vocês comentarem. São números bem interessantes trazidos pela reportagem de hoje da revista Veja sobre a marca brasileira de 100 milhões de celulares. Trechos da matéria:

Sendo pré-pagos oito em cada dez celulares, a renda que cada brasileiro proporciona é pequena, em comparação com o que ocorre em países desenvolvidos. Atinge 10 dólares, contra 40 dólares na Europa.

Com 100 milhões de linhas, o Brasil é o sexto maior mercado de telefones móveis do mundo, de acordo com dados de 2005. Deve atingir o quinto posto, ultrapassando o Japão, quando os números relativos a 2006 forem formalmente atualizados pela Anatel.

Mas existem no país 54 linhas para cada 100 habitantes. Numa comparação internacional, essa relação coloca o país no 92º lugar no ranking de penetração de mercado.

Entederam onde está o problema? O sexto maior mercado de telefones celulares do mundo é apenas o nonagésimo-segundo no critério de penetração. E a receita por unidade de investimento é quatro vezes menor do que na Europa. Deu para perceber uma das razões por que o Brasil cresce pouco? Será que tem a ver com a renda das pessoas e das famílias?

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7 Comentários:

Anonymous José Augusto disse...

Bingo: 64% dos brasileiros com celular têm renda de R$ 480. A matéria na IDG-Now detalha o perfil do consumidor http://idgnow.uol.com.br/telecom/2006/11/29/idgnoticia.2006-11-29.0844937437/IDGNoticia_view

domingo, 14 de janeiro de 2007 01:18:00 BRST  
Blogger Geraldo disse...

Mas a renda não depende da taxa de desenvolvimento da economia? Para mim renda é efeito e não causa, não podemos nos confundir.E não podemos perder o foco: o Brasil precisa aprender a desenvolver sua economia e seus índices sociais. Como é que poderemos conseguir esse objtivo?

domingo, 14 de janeiro de 2007 14:31:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Pois é... Não precisa do IDG, não. Na própria Veja há a menção de 6 entre 10 usuários de celular no Brasil tem renda até R$480,00.

Há mais espaço para crescer, sem dúvida. Mas este é um dado incontestável sobre o sucesso da privatização neste nicho. É fácil constatar o uso de celulares pela população de baixa renda, queiram os simpatizantes do estatismo ou não.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007 15:07:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Independetemente de achar certo ou errado a privatização teles, é preciso não confundir políticas com avanços tecnológicos. Aqui no Brasil os avanços tecnológicos da telefonia celular são creditados à privatização, por mais que os aparelhos celulares tenham barateado no mundo todo. Na China, onde as teles são estatais, o avanço (por sinal, bem maior que no Brasil), seria o caso governo capitalizar o sucesso para si também?

terça-feira, 16 de janeiro de 2007 16:58:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O governo chinês pode "capitalizar" (esse termo deve ser desagradável para alguns) o sucesso para si. O Roberto Giannetti já dizia que o comunismo chinês é mais capitalista do que os "capitalismos" brasileiro e japonês. Mas o que importa realmente é que o crescimento de lá aconteceu devido ao alto investimento que o governo chinês fez em infra-estrutura. O estado brasileiro não tinha dinheiro para investir e a solução foi a iniciativa privada (oh! demônio!).

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007 15:26:00 BRST  
Blogger cid disse...

Alon

Não vamos nos perder no velho debate privatização/estatismo. Os números são claros: as pessoas têm pré-pago para serem contatadas, sem muito custo.

- Por quê? pergunto.
- Porque a renda brasileira é baixa. Como também é baixa na China e na Índia, países tidos como exemplos de dinamismo econômico.

- Por que a China e a Índia? pergunto novamente.
- Porque, apesar do dinamismo econômico, não há distribuição de renda, são modelos que favorecem a concentração, muito parecido com o de um certo país ex-campeão mundial de futebol.

Moral (moral?) da história: certos modelos econômicos não levam necessariamente ao bem-estar da população; favorecem apenas os países hegemônicos, pois as regras do jogo foram estabelecidas por eles (isso é quase acaciano).

Como queria o senhor Ulianov, o que fazer?
- Pensar num modelo econômico alternativo, numa outra visão do mundo, penso eu.
- Utopia?
- Claro, utopia. Quem vive sem? Como diziam meus contemporâneos franceses de 68, "sejamos razoáveis, exijamos o impossível". Quem se habilita?

cid cancer
mogi das cruzes - sp

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007 18:53:00 BRST  
OpenID birasblog-birasblog disse...

Na china e na india ainda é mais baixa!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 16:59:00 BRT  

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