sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

E o povo, como é que fica? (19/01)

Este é um post lastreado unicamente no senso comum. Minha dúvida é a seguinte: por mais justa que seja a reivindicação dos funcionários públicos estaduais de Alagoas, será razoável impor à população alagoana esses transtornos e esse sofrimento? Já passou da hora de regulamentar o direito de greve no serviço público. Eu sou 100% a favor do direito de greve. E sou 100% a favor de as pessoas terem polícia, médico, bombeiros, etc. 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano. E aí? Como conciliar esses dois direitos?

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9 Comentários:

Anonymous Moacyr disse...

Sou funcionário público e concordo com você. Greve no setor público não pune o patrão, mas sim a população. Outras formas de pressão deveriam ser consideradas, entretanto as lideranças e a base do funcionalismo não têm criatividade ou energia para utilizá-las. É bem mais fácil e cômodo fazer greve, principalmente por que o risco de demissão é próximo de zero.Continuo seu leitor assíduo, apesar das diferenças quanto ao Oriente Médio e ao Santos FC.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007 20:03:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Setores essenciais não tem que manter os serviços públicos funcionando? Me parece há uma cota de greve, em que pelo menos 30% dos servidores tem que continuar trabalhando. Se estiver falando bobagem, me corrijam, por favor.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007 21:23:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Boa pergunta!Parece que os politólogos falam que a ditadura da maioria geralmente entra em conflito com a democracia da minoria, não?

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007 22:25:00 BRST  
Anonymous Roberto Novaes disse...

A greve na saúde e na educação somente atinge os mais pobres. Para os governantes há redução do custeio, de hospitais, por exemplo, nos momentos paredistas. A estabilidade e a aposentadoria integral foram no passado a compensação pelo não direito de greve do funcionalismo. Porém, a base social do petismo já tinha se descolado da fábrica e, se instalado no serviço público nos anos 80. Daí, a barbaridade do direito de greve para o funcionalismo. Que se relate um funcionário que teve o ponto cortado durante uma greve??

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007 22:37:00 BRST  
Blogger Lucia disse...

ok, mas quem paga o aluguel do servidor?

sábado, 20 de janeiro de 2007 13:35:00 BRST  
Anonymous Maurício Galinkin disse...

Alon,
pelos idos de 1990 eu presidia a Associação dos Funcionários do IPEA e planejava-se uma greve dos servidores públicos federais. Quando insisti que nós - o comando de greve - devíamos nos responsabilizar pelo funcionamento e atendimento da população nos serviços básicos e emergenciais, quase fui posto para fora da reunião.
Depois disso, desisti de prosseguir atuando no meio de pessoas muito mais que insensatas, burras por colocarem toda a população contra eles.

sábado, 20 de janeiro de 2007 16:04:00 BRST  
Anonymous Vera disse...

Difícil, são duas esferas de ação coletiva, baseada em direitos coletivos: um de natureza concreta e específica, a da ação coletiva dos servidores públicos; outro de natureza abstrata, a do conjunto de cidadãos. A solução só pode ser política e, no caso, a solução já está ensaida: a porcentagem dos funcionários de serviços essenciais (o bode está em definir o que é serviço essencial, polêmica também de solução política) que, em caso de greve, têm de manter esses serviços num estado mínimo de funcionamento(qual é esse mínimo? outro ponto controverso).

sábado, 20 de janeiro de 2007 16:57:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Simples resposta a sua pergunta: existem "direitos" demais. Na verdade, esses "direitos" nada mais são que privilégios disfarçados, renomeados.
Direito a greve......mas como classificar o recebimento dos dias não trabalhados senão como privilégio? E assim por diante....
JV

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007 17:54:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Luiz

Solução para greve no setor público sem infringir direitos de ninguém.:
Fazer ,por força de lei, os administradores de pessoal dos três poderes e três esferas , descontar automaticamente os dias parados ,de forma "INEGOCIÀVEL".
Para evitar o que aconteceu na greve do Poder Judiciário em SP.
onde os funcionários não tiveram um dia se quer descontados em folha,mesmo tendo ficado deliciosos 100 dias no ócio ,com uma montanha de processos se acumulando.

Que tal ??

quinta-feira, 8 de março de 2007 13:28:00 BRT  

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