quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Amigos, amigos; negócios à parte (31/01)

Toda véspera de eleição parece a antevéspera do fim do mundo. As previsões são mais apocalípticas do que as dos estudiosos do aquecimento global. Mas os especialistas em Congresso Nacional advertem: depois da tempestade vem a bonança. Vem aí o esfriamento global dos ânimos na base do governo. O PT sabe que Luiz Inácio Lula da Silva não pode abrir mão de aliados. Mas que em caso de vitória de Arlindo Chinaglia o petismo vai querer dar um calor do PCdoB, isso vai. O sintoma pode ser detectado nas conversas de bastidores na Câmara dos Deputados. O que se espalha ali é que Lula já teria decidido "diminuir o espaço" do PCdoB. Suspeito que o próprio PCdoB, que não nasceu ontem, já tenha percebido isso. E esteja, naturalmente, se precavendo. Afinal, o PCdoB já entendeu que com o PT é: amigos, amigos; negócios à parte. Aliás, quer sentir o clima entre os dois partidos? Veja este trecho de editorial chamado na home page do vermelho.org.br (site do PCdoB):

Os partidos políticos, como as pessoas, aprendem, ou ao menos são capazes de aprender. O PT, fundado em 1980, levou oito anos e quatro eleições para estrear as suas primeiras coligações eleitorais, em 1988. Dezoito anos mais tarde, já teve tempo e experiências suficientes para concluir: hegemonia se constrói na disputa de idéias e no amálgama de consensos; não se impõe por deliberação da bancada de uma sigla, por numerosa e bem votada que seja a bancada, e por estelar que seja a sigla.

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1 Comentários:

Blogger cid disse...

alon

Não precisa dizer mais nada, e ainda foi dito com a maior elegância. Se eu fosse do PT estaria mais que incomodado. Que banho!

cid cancer
mogi das cruzes - sp

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007 22:06:00 BRST  

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