quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Tchau à cláusula de barreira (07/12)

Escrevi aqui dias atrás, em Deu em nada:

PCdoB, PV e PSOL ficaram de fora do banquete do fundo partidário e do tempo de televisão. Melhor dizendo, ficaram só com as migalhas do banquete. Se o STF disser que a lei está ok, não poderão sequer funcionar normalmente no Congresso Nacional, nas assembléias legislativas e nas câmaras de vereadores. Eu nada sei de Direito, mas está na cara que impedir o funcionamento parlamentar de um partido que elegeu legisladores é inconstitucional.

Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) concordou comigo (santa pretensão) e derrubou por unanimidade a cláusula de desempenho. Ruim para a partidocracia brasileira (leia-se PT, PMDB, PSDB e PFL). Bom para a democracia brasileira.

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5 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Alguém não leu o livro "O Espírito das Leis" (Montesquieu): ou nós, ou o Supremo.

Rosan de Sousa Amaral

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 18:47:00 BRST  
Anonymous Sandor disse...

Uma vitóeria da democracia, sem dúvida. Mereceria comentários mais detalhados.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 21:10:00 BRST  
Blogger alberto099 disse...

"Nada mais parecido com um conservador que um liberal", não tenho tempo de ir atráz da origem do dito sobre a política do segundo reinado. Com sua concordância Alon, e eventualmente da constituição, o STF deu grande alento a perpetuação da farsa cujo palco principal é Brasília. Farsa onde o único constrangido é o eleitor, primeiro sujeito a um voto obrigatório num universo partidário insosso para em seguida ser acusado pela qualidade da representação. Enquanto garantimos a liberdade dos partidos, entre outras, como a do CNJ transformar-se de controlador externo do judiciário em seu principal defensor corporativo, para citar o caso a meu ver mais escandaloso das liberdades que Brasília se permite. Gozado que quem critica a cláusula de barreira lembre sempre desses três partidos e não das dezenas que sequer temos interesse em conhecer, e mesmo esse três o que representam se não minorias ínfimas (mas claro muito simpáticas a nossa cordial classe média)? E dizer que votei em senador e deputado federal do PC do B, e justamente porque têm um comportamento na base do governo mais coerente, ao contrário do partido do presidente. Mas o que fazer com um PC do B coerente num mar de gatos pardos?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006 08:37:00 BRST  
Anonymous Guilherme Koehne disse...

Pelo amor de Deus... alguém faça esse povo parar com isso...
Não entendo como pode um país fazer tanta lei, derrubr,fazer de novo, pior... derrubar... coisas que todo mundo diz que tem que fazer... mas ninguém faz...
Pelo amor de Deus... prem de fazer leis se não vão cumprir...

sábado, 9 de dezembro de 2006 00:11:00 BRST  
Blogger Jura disse...

A turma do Jornal da TV Cultura - Salete Lemos e Alexandre "Petrobrax" Machado - não gostou da decisão do supremo. "Assim não dá para mudar este país nunca", disse Petrobrax. "Continuaremos aqui a postos", ou algo assim, proferiu Salete.
O "jornalismo público" da TV Cultura - porque pago com o dinheiro do público que o assiste ou não - pretende não só manter o palanque eleitoral que montou para o PSDB, mas transformá-lo em trincheira de interesses partidários. Privados, portanto. Nada públicos.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006 15:37:00 BRST  

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