terça-feira, 19 de dezembro de 2006

O termômetro (19/12)

A sessão do Supremo Tribunal Federal que julga agora a constitucionalidade do anunciado reajuste do salário dos deputados e senadores caminha, parece, para considerar que um simples ato das mesas do Congresso com esse objetivo não teria eficácia jurídica. A palavra final, portanto, deve ser transferida ao plenário das duas Casas, que deverão decidir pelo instrumento do decreto legislativo. O termômetro político em Brasília indica que a tendência de momento é deputados e senadores aprovarem a correção de seus vencimentos pela inflação cheia de 2003 a 2006, diante das reações à tentativa de equiparar os salários dos parlamentares aos dos ministros do STF.

Atualização 1: a sessão terminou e confirmou que o aumento dos deputados e senadores terá que ser levado a plenário.

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8 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Quero ver agora o Serra aumentar o salário dos secretários dele em 90%. Aliás, o Serra mandou um projeto à Assembléia criando novos cargos de confiançca. Isso é o PSDB, tucano bom de bico.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 11:33:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Parabéns pelo acompanhamento em tempo real das notícias e pertinentes comentários.
É isso que se desjea ao buscarmos os blogs. Continue !
Aqui no RGSUL o "novo jeito de governar" já mostrou ao que veio : tarifaços para governar "

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 11:52:00 BRST  
Anonymous Cesar Cardoso disse...

Malandro demais se atrapalha, já dizia mestre Bezerra da Silva. Que isto sirva de lição para as mesas da Câmara e do Senado, até porque duvido que, com tanta pressão contra e faltando 2 dias para terminar o ano (ninguém vai fazer mais nada a partir de sexta mesmo...), qualquer coisa que não se justifique como reposição da inflação vá passar pelo plenário.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 12:28:00 BRST  
Blogger Cid disse...

Alon

Eu havia comentado outro dia no blog do Tão Gomes Pinto que a verdadeira questão do aumento dos subsídios dos parlamentares era a diferença entre o índice oficial e os tais 91%.

O subsídio de deputados e senadores é reajustado a cada quatro anos, o tempo de uma legislatura, e agora se sabe que deveria ir para pouco mais de R$16 mil. Parece que a decisão do STF vai obrigá-los a votar em plenário esse percentual (2003/2006), o que resolve a questão.

É importante reconhecer que a gritaria generalizada acabou dando certo. Poderíamos agora começar a gritar contra os ganhos diários dos parasitas do sistema financeiro, que ficam com o filé da riqueza nacional sem produzir p* nenhuma. Ou contra as isenções fiscais de toda a espécie, que somam muitas vezes mais que o aumento dos políticos. Ou contra o sistemático perdão das dívidas dos ruralistas.

Quem sabe assim, de gritaria em gritaria, poderemos exigir novas prioridades para o país.Que essa verdadeira catarse nacional contra os 91% sirva, pelo menos, para alguma coisa.

cid cancer
mogi das cruzes - sp

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 13:08:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Que projeto de nação brasileira é esse, onde um legislativo recém reeleito, onde as candidaturas foram voluntárias, sabendo-se o salário vigente, resolve aumentar o próprio salário completamente fora dos índices de inflação e de reajustes dos demais trabalhadores e aposentados, legislando em causa própria?
Só o fato de estarmos ocupando a agenda legislativa e do STF com isso, já demonstra um certo fracasso de um projeto de congresso nacional verdadeiramente republicano.
A democracia nos custou caro, e nossos congressistas precisam ser os primeiros a darem-se o respeito e honrar o mandato que têm para preservá-la. Se desrespeitarem seus eleitores de forma acintosa, estarão provocando uma ruptura na razão de ser do congresso: a representação popular.
Se a população perder o Congresso como referência de poder popular estaremos à mercê de aventuras golpistas.
A construção da democracia não acabou em 85 com eleição de Tancredo, nem em 88 com a COnstituinte e nem em 89 com eleições diretas para Presidente. Na verdade ela é construída a cada dia, a cada escândalo esclarecido, a cada reforma, a cada conflito de interesses votado, a cada eleição. É com tristeza que vejo o próprio congresso produzir retrocessos como esses.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 13:40:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

"A democracia nos custou caro, e nossos congressistas precisam ser os primeiros a darem-se o respeito e honrar o mandato que têm para preservá-la. Se desrespeitarem seus eleitores de forma acintosa, estarão provocando uma ruptura na razão de ser do congresso: a representação popular.
SE A POPULAÇÃO PERDER O CONGRESSO COMO REFERÊNCIA DE PODER POPULAR ESTAREMAOS À MERCÊ DE AVENTURAS GOLPISTAS."

Você foi ao ponto que realmente interessa, José Augusto.

A questão que merece analise cuidadosa é: a quem, neste presente, interessa a corrosão moral de um dos pilares da República?

Em respeito ao dono do blog, modero meu comentário. Digo apenas que os líderes de partidos que patrocinaram tamanha indecência mereciam ser postos pra fora do Congresso à força de chicotadas. Não menos indecente é o silêncio de quem se calou.

Estou com 54 anos. Nem mesmo na época da ditadura militar eu me envergonhei de ser brasileiro. Hoje eu me envergonho.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 15:06:00 BRST  
Blogger Manuel disse...

Venhamos e convenhamos, vocês acham os salário do Presidente da República e dos ministros de Estado razoáveis, levando-se em conta as responsabilidades de seus cargos?

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 21:41:00 BRST  
Anonymous Radamés disse...

As Mesas Diretoras usam um decreto que não poderia servir como base para o reajuste de 91% para deputados e senadores. O secretário-geral da Mesa, Mozart Viana, que se aposentou da Câmara e foi contratado como comissionado logo em seguida, acumula hoje uma remuneração total de R$ 35,7 mil. Para que serve alguém tão bem remunerado e que não alertou sobre a ilegalidade do decreto? Ou será que ele (Mozart) alertou, e mesmo assim Colbert Martins (PPS-BA), Bismarck Maia (PSDB-CE) e demais líderes presentes e ausentes (PV) aprovaram os 91% (os líderes representavam seu liderados e os ausentes não queriam atrapalhar e ao mesmo tempo não se comprometer) impondo o reajuste como condição para reeleição das mesas? É muita cara-de-pau PPS, PSDB e PV entrar na justiça depois da revolta popular, quando que somente PSOL e parte do PT disseram não no momento decisivo.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006 02:43:00 BRST  

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