quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

O inacreditável (06/12)

O inacreditável nessa crise do transporte aéreo, que se arrasta há mais de um mês, é que ninguém de primeiro escalão tenha pago por ela com o seu próprio emprego. Nem que seja para mostrar alguma solidariedade do governo para com o cidadão-contribuinte. Agora se fala em sabotagem. É preciso que se restabeleça, urgentemente, a autoridade do governo sobre o sistema de controle de vôos no Brasil. Imediatamente. Como fazer, é problema que cabe a Luiz Inácio Lula da Silva.

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21 Comentários:

Anonymous André Pessoa disse...

"Solidariedade do governo com o cidadão-contribuinte", colocado no contexto que você colocou, é um conceito incompreensível para mim. Como eu não entendo mais o que você escreve, deixo de ler o blog e de assinar o feed.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 14:58:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Vou tentar (peco licenca ao alon para) explicar, andre: tem certas situacoes em que o governo precisa tomas uma providencia drastica para ao menos mostrar que esta preocupado com o que acontece ao cidadao e ao contribuinte. Pena que voce deixe de assinar este blog, seus comentarios sempre foram otimos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 15:36:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro André, escrevi muito rapidamente e talvez tenha ficado confuso. Na minha cabeça, não há hipótese de acontecer o que vem acontecendo na aviação brasileira e até agora ninguém ter sido responsabilizado. Lamento que você deixe de ler o meu blog. Vou trabalhar para que você reconsidere essa decisão. E se você tiver considerado outros posts igualmente obscuros, você me ajudaria se apontasse concretamente onde aconteceu.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 15:47:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Na frase que motivou o comentário do André penso que você foi muito gentil com o governo.

Eu escreveria, inutilmente, no lugar de "solidariedade":

"Respeito do governo com o cidadão-contribuinte".

Penso também que se o atual governo, na pessoa do seu representante máximo, tivesse alguma noção do que é "trafego e controle aéreo" seguramente jamais teria nomeado quem nomeou para dirigir o ministério da defesa.

Saiu a o PIB do IPEA: 2,8%.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 20:08:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

O Alon entrou na onda da mídia terrorista. Primeiro que uma cabeça já rolou. Segundo que essa crise é muito pequena para gerar tanto xilique.

As medidas já foram tomadas, mas leva tempo para formar controladores.

Estou mais preocupado com as matérias do JN falando dos motoristas de ônibus, esses sim o veículo que transporta o Brasil.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 21:30:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Paciencia Alon e comensais deste blog. A estafa do companheiro (não sou PT) André é um fenômeno social-intectual. Todos estamos de ressaca por um período no qual houve muitos debates de idéias. Não só os derrotados estão de ressaca, até os vitoriosos também estão de ressaca - com exceção da turma do TSE.

Rosan de Sousa Amaral

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 22:05:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

"A quem pode estar interessando fazer esse clima de terror? Não há base lógica para isso porque tudo está sendo feito em nome da segurança", afirmou, ao participar da abertura do Congresso da Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar). "Os brasileiros não precisam ter medo de voar."

presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, no Estadão online

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 22:13:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, este é o problema de o estado bancar o empresario, tomar conta de 40% do PIB, aparelhar as empresas estatais com politicos de esquerda...esquecem de cuidar da segurança em todos aspectos, a razão de ser do estado.
Não mande um ministro para a rua, mande o chefe dele.
JV

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 22:19:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Alexandre, por qualquer critério, essa coisa foi longe demais. Em qualquer lugar do mundo alguém graduado já teria ido para a rua.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006 23:15:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

O Brigadeiro Vilarinho, chefe do Departamento de Controle de Tráfego Aéreo (Decea) caiu.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 00:50:00 BRST  
Anonymous Vera Borda disse...

Olhem só o que saiu na revista Veja de 29/11 último, seção Brasil Confidencial: Interesses ocultos
Antes de começar o caos aéreo, o deputado Alberto Fraga (PFL-DF) promoveu um churrasco com os controladores de vôo, a 24 de setembro, numa chácara em Brasília. Queria votos. Prometeu apoio logístico para os controladores em suas reivindicações salariais. Então revelou que havia um grupo internacional interessado na privatização do sistema de controle aéreo brasileiro. Só privatizando, explicou, seria possível aumentar os salários. Vera Borda

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 02:55:00 BRST  
Blogger alberto099 disse...

Concordo contigo Alon, inclusive com o termo usado, mas creio que você deixa o principal de fora. Demitir alguém do primeiro escalão agora seria mesmo demonstração de solidariedade, um ato simbólico, mas de um simbolismo politicamente importante. O que fica de fora desse ato, porém, é o principal: a falta de controle do governo sobre a máquina do próprio Estado. Já reparou como é difícil atribuir responsabilidades na máquina pública? Esse é o principal motivo do desempenho lastimável do Estado brasileiro em quase todos os setores em que atua. O governo Lula já detecta o problema, mas acho que ainda não o diagnosticou: não havia a intenção de deslocar o José Dirceu para a questão da gestão da máquina antes de todo o escândalo do primeiro mandato? Agora puxando a brasa para a minha sardinha, como pode a cúpula do governo se debruçar sobre as questões internas quando a falta de consistência da luta político partidária está sempre exigindo a recomposição de sua sustentação no congresso? Nota: “choque de gestão” é um belo slogan, mas é apenas um slogan.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 08:41:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,
Sim, é verdade que a Presidência tem que agir mais incisivamente no caso, menos por sua importância real e muito mais pela crise de imagem que gera.
Outra coisa, porém, é o clássico "dêem-lhes cabeças" para fazer de conta que algo foi feito. Ainda que o "bom velhinho baiano" tenha pouco estofo para enfrentar a crise, não será a mera troca de sofá que resolverá o adultério.
O quadro aéreo brasileiro, até pelo enorme crescimento de tráfego comercial dos últimos anos e pelos efeitos do "derretimento" da VARIG, é um bocado mais complexo e a transição para o comando civil é o nó verdadeiro.
Seu post - e comentários subseqüentes - estão com um tom de "Fora, Meirelles". Devem ser eflúvios da UNE (rs).

Artur Araujo

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 09:06:00 BRST  
Blogger Angelo da C.I.A. disse...

Alon, eu já te mandei e-mail e comentei por aqui, sempre batendo na mesma tecla: Discordo da maioria de suas opiniões políticas e econômicas mas respeito seu estilo, clareza e sua não-concessão ao "esquerdismo de cartilha" ( outra hora explico ).
Porém, o que você escreveu sobre ser a favor do abaixo-assinado pela anistia de Dirceu me leva a pensar: Sabendo que você é a favor da política de cotas e usa, entre tantos outros, o argumento de "compensar os erros do passado", o que você acha que José Dirceu, Genoíno e todos os outros petistas deveriam fazer para "compensar os erros do passado":
1) Devolver os 2 últimos anos de mandato a Collor?
2) Criar uma reserva de vagas em cargos do executivo para políticos injustamente ( você aponta todas as cassações do Congresso como injustas ) cassados pelo Congresso?
3) Criar uma ONG obviamente patrocinada pelo governo com o intuito de "Resgatar a dignidade dos cassados";
4) Obrigar a mídia burguesa, a qual pretendem democratizar, a dar espaço aos cassados para que façam o que quiserem. Espaço igual ao dado às notícias de roubo, formação de quadrilha, sonegação, desvio de dinheiro público dadas a respeito deles.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 09:20:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Angelo, é um prazer tê-lo de volta. 1) Inexeqüível. 2) Dispendiosa. 3) Igualmente dispendiosa. Além do mais, precisamos reduzir o dinheiro dado pelo governo a ONGs. 4) A mídia, burguesa e proletária, deve ser livre para veicular o que quiser. Caro Angelo, julgamentos políticos são uma contradição em termos. Se alguém delinqüiu, que seja punido pela Justiça. Mas o mandato eletivo é inviolável e sagrado. Um grande abraço.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 10:22:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Arthur, você que tem experiência empresarial há de concordar comigo que por qualquer critério numa situação dessas o executivo responsável e quem o indicou já teriam ido para o cadafalso, caso se tratasse de uma empresa razoavelmente profissional.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 10:25:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon
como viajo pouquissimo vou dar a opinião de uma leiga, apenas interessada como cidadã ( e eventual consumidora dos serviços das empresas aereas). Por acaso em Agosto, por necessidade, pois odeio viajar, fiz uma viagem aos Estados Unidos, por uma companhia brasileira. Como sei que o mercado de aviação é oligopólico e desconfio que a regulação no Brasil ainda funciona mal, sempre esperei tratamento módico ou ruim para preços altos. O que vi era digno de terror - atendimento péssimo, desrespeito aos consumidores, deboche dos funcionários (provavelmente muito mal pagos) e atrasos apavorantes. Claro que nem pensei queixar-me ou atribuir a culpa ao Presidente da República, pois a via liberal do seu programa sempre me fez acatar a hipótese de que o mercado soluciona tudo e que no longo prazo o equilibrio se restabelece. Então, para sermos logicos, como quem lucra são as companhias aereas, e elas não estão a dar conta do serviço, é preciso que a agencia reguladora ajuste a oferta (que caiu) á demanda (que subiu), pois excesso de demanda deveria ser punido com preços estratosféricos. Ou então as empresas pararem de querer só ganhar e adequarem seus investimentos e planos estratégicos para as condições nacionais. Há anos que sabíamos que essa classe, os controladores de voo, é tratada abaixo de cão, assim como os funcionários das empresas aereas, e conversando com alguns deles, há anos que procuro não viajar pois sei do desequilíbrio desse setor. Assim como na construção civil, em que cada vez mais engenheiros e arquitetos de quinta são contratados em detrimento de bons profissionais e os predios caem, a farra liberal no mercado de trabalho está a ter consequencias. O fato de serem militares a controlar o voo não aumenta os salarios dos controladores, até diminui a sua capacidade de conseguir melhores condições de trabalho. E a operação tartaruga só mascarou o poder de mercado dos oligopolios aereos que se desculpam com o governo. Se o Lula intervir com mão de ferro vai ser acusado de intervencionista, não estamos numa economia de mercado? Os consumidores que exerçam o seu poder ou a teoria econômica está errada.
abraço
Inês

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 10:46:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Caríssimo Alon,
Creio ser exatamente a experiência empresarial que me leva a afirmar que o problema não se situa, nem exclusiva nem principalmente, no(s) gestor(es), mas em uma mudança de fundo na "cultura empresarial". E, para situações desse tipo, nem na iniciativa privada o remédio é cadafalso. Menos ainda na administração pública, sujeita à Política, às correlações de forças, e para qual não se aplicam, mecanicamente, conceitos de gestão privada, como vc bem sabe.
A transição do modelo militarizado do DAC para o conceito, internacionalmente adotado, de agência civil (ANAC, FAA, etc) é que, na verdade, gera toda a crise. Afinal, os sistemas, procedimentos e recursos humanos são os mesmos que, por anos, nunca "provocaram caos".
Não tenhamos ilusões; independente de quem seja o ministro, esse braço-de-ferro ainda vai dar muito pano p'ra manga, muitos interesses foram feridos.
abs,

Artur Araujo

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 11:10:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Acho tambem que as companhias aéreas e aeroportos são um porre, concordo com Ines.
Mas controle de vôo é segurança, segurança, policiam forças armadas tem que ter presença forte do estado. Os controladores não participam de um mercado, quem quer voar não pode escolher este ou aquele controlador, está sujeito ao cara de plantão, por isso a regulamentação forte é necessária.
Se enganam os que pensam que Reagan ao desregulamentar o controle aéreo agiu a favor de alguma espécie de mercado, os controladores americanos eram tão fortes que chantageavam o estado, e Reagan mostrou como o estado pode ser forte e pequeno ao mesmo tempo. Mandou os chantagistas para aquele lugar.
JV

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006 19:33:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Não quero ser provinciano mais do que já sou (apenas utilizo aeroportos umas 12 vezes por ano). Mas do ponto de vista social, as rodovias têm sofrido apagões permanentes e não vejo a mesma repercussão. As rodivias têm importância social e econômica infinitamente superior que os aeroportos.

Rosan de Sousa Amaral

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006 10:34:00 BRST  
Anonymous Jurandyr Passos disse...

Além dos demais problemas mais graves dos transportes já observado pelos demais leitores, essa crise revela muito mais:
1.Que a instituição do cargo de confiança está falida a ponto de transformar em vilão uma figura ilibada como o ministro Waldir Pires. Era melhor encerrar a carreira sem essa mácula no currículo, obra dos amigos.
2.Ninguém lembra mais como o sistema de vigilância aérea da Amazônia foi-nos imposto goela abaixo pelos EUA, dez anos atrás, ao custo de US$1,5bi, a pretexto de controlar o tráfico de drogas. Ao invés disso, mostrou-se uma droga completa e fatal.
(PS: Não sou petista, mas tenho que admitir que todos os erros do governo petista começaram no governo FHC. Ou será que todos os erros de FHC continuaram no governo do PT?)

terça-feira, 12 de dezembro de 2006 10:00:00 BRST  

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