quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Fim de linha e sucessão (20/12)

O reajuste do salário de deputados e senadores ficou para o ano que vem. O acordo precário obtido ontem em torno de um reajuste pela inflação dos últimos quatro anos ruiu hoje ao longo do dia. Ninguém quis entregar ao outro o troféu da vitória. Ficaram todos sem nada. E vai ser interessante assistir em 2007 ao debate simultâneo sobre os aumentos salariais dos parlamentares e sobre o possível engessamento do salário-mínimo e do salário dos funcionários públicos. Isso se Luiz Inácio Lula da Silva mandar mesmo essas duas últimas medidas ao Congresso. Quero ver para crer. No front da sucessão na Câmara dos Deputados, o PT ofereceu a presidência ao PMDB em 2009-2010 para, em troca, ter Arlindo Chinaglia (PT-SP) como presidente em 2007-2008. É uma oferta apetitosa, feita com o aval de Lula. Conversei longamente hoje à tarde com um deputado petista no cafezinho da Câmara. Ele me disse que a carta de Marco Aurélio Garcia e Chinaglia a Michel Temer (PMDB-SP) com a proposta foi, antes, apresentada ao presidente da República. Faz sentido. Vamos ver como o PMDB reage. E vamos ver o que farão a oposição e o presidente Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

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2 Comentários:

Anonymous Joel Palma disse...

Não acredito que venha a ocorrer aumento nos salários na próxima legislatura. Pelos meus parcos conhecimentos, uma legislatura determina os salários da próxima. E isso, antes das eleições.
Então, o máximo que pode ocorrer, é a correção a partir de determinado ìndice de preços.
Se for diferente, alguém me corrija.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006 13:11:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, toda aposta contém riscos. É certo que a proposta do Presidente Lula para um governo de coalisão entre PT-PMDB-PSB-PCdoB-PDT-PV etc tem que partir da premissa de que há lealdade nos que subscrevem o pacto. Mas, pelo histórico político-histórico do PMDB (dos últimos 12 anos), é uma jogada de risco para o Presidente Lula. O biênio 2009-2010 é na véspera da eleição presidencial. Pelas regras vigentes o Lula não pode se candidatar, mas se fizer um governo um pouco melhor do que o atual será um eleitor com capacidade extraordinária de fazer o sucessor. Com o PMDB no comanda da câmara e o primeiro na sucessão na hipótese de afastamento do Lula/Alencar, com um candidato mediano (tal qual os últimos que enfrentaram o Lula), terá cacife político para ser o favorito na sucessão. Eu não creio em bruxas, mas que existem existem. O bom manual de política para a espécie é aguele jingle "não troque o certo pelo duvidoso". Acerte com o PMDB: nesta próxima legislatura o Senado será do PMDB e a Câmara será de um dos demais partidos que compôem a coalisão.

Rosan de Sousa Amaral

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006 15:54:00 BRST  

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