sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

De volta à realidade (15/12)

Reportagem do Estadão diz que o temido e alardeado pacote de redução de gastos vai morrer sem ter nascido. Você que acompanha este blog sabe: nunca vendemos aqui a ilusão de que Luiz Inácio Lula da Silva mandaria ao Congresso projetos contra os aposentados e os servidores públicos, ou contra os gastos sociais. Não faz sentido, politicamente falando.

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2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Os 61% do eleitorado brasileiro que votaram em Lula deram uma autorização, e indicação de rumo (segundo pesquisas divulgadas) no sentido de afastar a ortodoxia econômica (juros, cortes de verbas de investimento) e imprimir maior crescimento ao país. A "opinião pública" divulgada por "especialistas" da mídia, no sentido de cortar despesas (geralmente pedem cortes em investimento social, privatização da Previdência Social, etc), foi a mesma derrotada no último pleito eleitoral. Perderam nas urnas mas querem criar um fato consumado: ditar como operar a economia e as finanças públicas. O Lula não é um doutor, mas também não é bobo. Sabe o que as ruas esperam dele. Certamente não será a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Previdência Social, ou cortes na Bolsa Família, e no Pronaf.

Rosan de Sousa Amaral

sábado, 16 de dezembro de 2006 09:55:00 BRST  
Blogger Cid disse...

Alon

Os derrotados de ontem querem prevalecer sua agenda neste segundo mandato. A pedra de toque é, sempre, corte de gastos. Vindo dessa gente, já sabemos quem pagaria o pato.

Se a questão é diminuir os gastos do governo, existem outras saídas. Por exemplo, a diminuição drástica dos juros pagos aos parasitas do sistema financeiro, rentistas inclusos. Só isso já daria para fazer um pequena revolução no país.

Se se somar isenções fiscais de toda a espécie (ou temos todos, ou não tem ninguém, parafraseando Rui Barbosa) e o perdão periódico de dividas de ruralistas, o bolo aumenta.

Se apertar os (grandes) devedores da Previdência, também aumenta o bolo. Se for cumprido o papel do Estado na manutenção da Previdência - um terço, os outros dois são as empresas e os empregados - estariam dadas as condições para o desenvolvimento do país, sem prejuízo de aposentados e pensionaistas, muito pelo contrário.

Portanto, como sempre, a escolha é política: que país queremos, e para quem. Com certeza, Lula não prejudicará os aposentados. Mas não tenho certeza de que daria todos os passos para iniciar essa pequena revolução neste país tão desigual. Teria que pisar em muitos calos, e a atual correlação de forças políticas não autoriza maiores ilusões. Resta torcer...

cid cancer
mogi das cruzes - sp

domingo, 17 de dezembro de 2006 14:37:00 BRST  

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