terça-feira, 7 de novembro de 2006

Vitória da alternância na Nicarágua (07/11)

Há pelo menos uma década e meia o grosso das forças políticas da esquerda latino-americana vêm apostando tudo na democracia e na via eleitoral para atingir o poder. A exceção é a Colômbia, mas mesmo lá não parece haver outra saída para o país que não um diálogo nacional e a incorporação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ao processo político-eleitoral, juntamente com a absorção de seus combatentes pelas Forças Armadas colombianas. Os dois maiores exemplos de sucesso nesse tipo de transição (da luta armada para a via pacífica) são a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), na Nicarágua, e a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), em El Salvador. A FSLN está a um passo de voltar ao poder (ao qual já chegou antes nos anos 70, mas pela via revolucionária), desta vez pelas urnas. É um evento de dimensões históricas para a América Central. Fica estranho o sujeito defender a democratização do sistema político cubano e, ao mesmo tempo, dizer que a esquerda não tem o direito de ganhar eleições na Nicarágua ou em El Salvador -ou em outro país centro-americano qualquer. Ou a democracia e a alternância no poder são para todos ou são só de mentirinha.

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4 Comentários:

Anonymous Marcus disse...

As coisas na Colômbia não são tão simples assim. As FARC já tentaram se integrar ao processo político legal, mas assim que alguns de seus integrantes mostraram a cara, foram assassinados por forças paramilitares.

terça-feira, 7 de novembro de 2006 17:20:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,

Quando vc tiver um tempo, faça uma pesquisa sobre o avanço das esquerdas na america latina, em especial, logo após a subida de BUsh ao poder nos EUA.

terça-feira, 7 de novembro de 2006 18:26:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Parabéns Alon. O caminho é este mesmo: pela vontade da maioria. Hoje as FARC estão dialogando com o governo da Colombia em Cuba, patrocinados pelo governo de Raul Castro.

Rosan de Sousa Amaral

terça-feira, 7 de novembro de 2006 18:39:00 BRST  
Blogger Cid disse...

Alon

Correta sua análise, embora um pouco formal. Não podemos esquecer que a esquerda, ao ganhar uma eleição, chega, num primeiro momento, ao governo, mas não ao poder. Este continua nas mãos em que sempre estiveram, ou seja, grande imprensa, judiciário, aparato policial, etc.

Somente no decorrer do tempo, e se sobreviver às enormes pressões, pode começar a fincar raízes e conquistar um pouco de poder. Mas vale a luta, pois fora disso parece não haver saída.

terça-feira, 7 de novembro de 2006 23:17:00 BRST  

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