domingo, 12 de novembro de 2006

Tirando o atraso. E Bush? (12/11)

De volta a Brasília. Vamos passar rapidamente por assuntos relegados nessas duas semanas em que estivemos no Brasil que poucos freqüentam. George W. Bush perdeu as eleições legislativas em meio ao segundo mandato. O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, caiu. Por que o republicano Bush perdeu o controle da Câmara e do Senado? Pelo mesmo motivo que o levou a vencer o democrata John Kerry dois anos atrás. Se vocês estão lembrados, Bush fez uma campanha centrada em atacar Kerry como incompetente para desempenhar a função de comandante-em-chefe das Forças Armadas. Ou seja, Bush não está entregando a mercadoria (competência na condução da guerra) que se comprometeu a entregar lá atrás. Eu não me alinho entre os entusiastas da passagem do poder aos democratas no Estados Unidos. A agenda deles para nós é uma pressão permanente para que corrijamos nossas mazelas sociais (no que eles nos ajudam) e uma pressão também permanente para que contenhamos o nosso desenvolvimento, em nome da preservação ambiental. Qualquer um percebe que se trata de um nó cego. Pedem que resolvamos um problema e querem nos tirar os meios para resolvê-lo. Não deduza do que eu escrevi que sou contra a preservação ambiental. Eu sou a favor. Sou a favor do desenvolvimento sustentável e sustentado (são duas coisas diferentes). O problema nesse debate aparece quando as potências centrais querem nos impor a estagnação como o preço a pagar para que sejamos reconhecidos como um país ambientalmente responsável.

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3 Comentários:

Anonymous Carlos disse...

Sou um leitor assíduo,mas nunca fiz algum comentário.
Hoje não resisti!
Aonde chongas vc se meteu nestas duas semanas que era tão longe?

domingo, 12 de novembro de 2006 17:38:00 BRST  
Blogger Cid disse...

Alon

O verdadeiro nó cego é imaginar que ainda é possível correr atrás do tipo de civilização dos países centrais; o planeta não suportaria. Portanto, e porque a questão ambiental se impõe, novos paradigmas precisam ser buscados para o desenvolvimento do país.
Os democratas americanos (e os republicanos também) pensam única e exclusivamente nos interesses dos EUA; as mudanças provocadas pelas atuais eleições não vão alterar em nada sua política comercial. O que não deixa de ser uma lição para nós: o reconhecimento que interessa ao Brasil é o reconhecimento de seu povo, para o qual todas as políticas públicas devem estar voltadas. O resto, é o velho lero-lero da ideologia hegemônica.
E não me venham falar da China ou da Índia, pois o crescimento dessas economias só tem reforçado a concentração da riqueza. Nosso modelo há que ser outro: não é fácil, mas é a alternativa para acabar com a apropriação da riqueza por poucas mãos, centenária marca registrada do país.

cid cancer
mogi das cruzes - sp

domingo, 12 de novembro de 2006 23:29:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Além disso, Democratas nos EUA tem a fama de serem mais intervencionistas.
Mesmo assim, apesar do relacionamento mais conflituoso Brasil-EUA, acho mais fácil fazer uma agenda mundial com o Partido Democrata no poder, do que com o Republicano.
É mais fácil fazer acordos ambientais (protocolo de Kioto, por exemplo) e trabalhistas (como a unificação da jornada de trabalho mínima munidal) que atendam aos interesses humitários. O difícil será conseguir compensações para o combate a pobreza de economias menos competitivas, dos países mais pobres.
Sob o governo Lula, o Brasil já saiu da subserviência ao Consenso de Washington, basta permanecermos cuidando de nossos interesses.
Em tempo: discordo da obsessão pelo assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, que só nós trará ônus, sem bônus correspondentes.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006 12:24:00 BRST  

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