quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Monitores de jardim zoológico e botânico (16/11)

O Brasil não está cedendo às potências centrais e mantém uma posição soberana na 12ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP-12), que reúne quase 200 países em Nairóbi, no Quênia. A ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva, apresentou no encontro a construtiva proposta de criar incentivos financeiros para estimular os países não desenvolvidos a reduzirem as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global. O Velho Mundo deseja que os países em desenvolvimento adotem metas compulsórias de redução da emissão de gases, como já acontece com os países industrializados. Clique aqui para ler reportagem no site Carta Maior. Clique aqui para ler reportagem na Folha Online. O Brasil está certo em resistir à pressão internacional. Como a China estava certa no século 19 quando resistiu à pressão britânica para liberar o consumo de ópio (veja nota anterior). Os países industrializados usaram até o limite os seus recursos naturais para proporcionar bem-estar aos seus povos, mas agora querem nos manter na pobreza e no subdesenvolvimento, a pretexto de proteger o ambiente global. A maior ameaça ao meio ambiente é a miséria. O caminho do Brasil é o desenvolvimento sustentável e sustentado (são coisas diferentes). Tirem o cavalo da chuva. Não vão nos transformar num país de monitores de jardins zoológicos e botânicos.

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9 Comentários:

Blogger Sergio Leo disse...

Cuidado, ó Alon, para não cair numa dicotomia furada. A proteção ao meio ambiente não é necessariamente obstáculo ao desenvolvimento, e estamos em posição privilegiada para dirigir os esforços de nossos pesquisadores no sentido do tal (mal-=definido) desenvolvimento sustentável...

Mas a pressão cínica dos países desenvolvidos é mesmo como voc~e aponta, e, em alguns lugares ainda maior: viu a proposta que a França quer apresentar à UNião Européia? Querem taxar as importações de países em desenvolvimento que não controlarem as emissões de carbono. Protecionismo travestido de ecologia, pode?

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 17:14:00 BRST  
Anonymous marilia disse...

a europa já é museu, jardim e bosque, e os europeus são seus monitores...
por que nós também não podemos ser monitores da selva?

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 17:58:00 BRST  
Anonymous André Pessoa disse...

"Usar até até o limite os seus recursos naturais para proporcionar bem-estar aos seus povos" não tem absolutamente nada de "sustentado" ou "sustentável" (haja jogo de palavras...).

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 20:12:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

André, isso foi o que fizeram a Europa e os Estados Unidos. Não há jogo de palavras.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 20:28:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro André,

Eu disse que usar os recursos até o limite foi o que fizeram os Estados Unidos e a Europa. Não propus isso para o Brasil. Só acho cínica e desumana a atitude de quem quer manter o Brasil no atraso e usa para isso um discurso "ambiental".

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 20:34:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O unico desenvolvimento sustentável é a propriedade privada, o resto vai tudo para o saco. Será que as esquerdas estão preparadas para este fato?

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 20:35:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, na mosca. Eles não pretendem parar de usar jatos para ir para lá e para cá, não pretendem andar de bicicletas, nem pretendem nos dar de graça mercados. É protecionismo ecológico sim senhor.
JV

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 20:37:00 BRST  
Anonymous augusto disse...

Prezado Alon: Excelente.

sábado, 18 de novembro de 2006 00:22:00 BRST  
Anonymous Gilson Raslan disse...

Há algum tempo li de um ambientalista sueco o seguinte: somente depois de serem resolvidas as questões sociais é que os governos devem priorizar as questões ambientais.

Ora, de que adianta o Brasil ter florestas exuberantes, ar puro por ausência de indústrias, rios cristalinos com esgotos a céu-aberto, jacarés que não podem ser abatidos para acabar com nossos peixes, capivaras nadando em nossas piscinas pelo excesso de população da espécie, etc, etc, se a nossa população está passando fome, vivendo em palafitas e favelas porquê não podem usufruir das riquezes naturais?

Desempregados, porquê não se pode construir hidrelétricas para propiciar instalação de indústrias, criando novos empregos, em nome da preservação de peixes que não podemos pescar para comer?

Existe poluição pior do que a miséria humana? Nesta os ambientalistas, pagos pelas grandes potências, nem tocam, porque são eles que a produzem.

Penso que essa tal de preservação ambiental é nada mais nada menos que nos colocar como guardiões das nossas riquezes para exploração futura das grandes potências.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006 04:01:00 BRST  

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