terça-feira, 14 de novembro de 2006

Economizar (14/11)

Ainda sobre o assunto do post anterior, Vinicius Torres Freire lembra hoje na Folha de S.Paulo que os gastos com auxílio-doença expandiram-se de R$ 3,9 bilhões em 2000 para R$ 10,9 bi em 2005. Pois eu aposto que essa diferença de R$ 7 bi é quase toda eliminável. O Brasil ficou mais doente nos últimos anos? Claro que não. Só aí são R$ 7 bi jogados fora. Quem quiser procurar o que economizar no setor público vai achar, fácil. Aliás, descobri o problema: todo mundo fala em cortar gastos públicos, o que é uma coisa antipática; a partir de hoje eu vou trocar a palavra, só vou falar em "economizar". Quero ver quem será contra economizar R$ 7 bi só em auxílio-doença.

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8 Comentários:

Anonymous Marcus disse...

Pelo que sei, Alon, o ministro da previdência informou ao presidente que, este ano, o INSS conseguiu eliminar os focos de desperdício.

Faltam os números oficiais, mas sei que a instituição está atenta para isso.

terça-feira, 14 de novembro de 2006 10:05:00 BRST  
Anonymous jose carlos lima disse...

Alon, tal situação decorre de sentenças judiciais. Um absurdo. Se o Conselho Nacional de Justiça fizer uma intervenção constatará que há uma avalanche de errros judiciais. É só você ir ao juiz dizer que tá com dor de barriga, eles nomeia um perito e você entra de auxilio-doença. ao invés de dirigir-se ao INSS os segurados estão indo direto ao Juizado de Pequenas Causas. Dentro de 30 dias no máximo já sai a sentença. O INSS que se cuide. os juizes já há algum tempo parece que resolveram f... o Poder Executivo. Velhas rixas. Velhas rixas. Os juizes não engolem o fato de Lula ter articulado a criaação do Conselho Nacional de Justiça. E outra coisitas mais...

terça-feira, 14 de novembro de 2006 10:35:00 BRST  
Anonymous José Vital disse...

Penso que este problema do auxílio-doença tem que ser contextualizado, bem como a própria discussão da previdência em si.
Considero sua abordagem muito importante e necessita-se de coragem para indicar onde economizar, bem como o necessário cuidado para não cometer-se incorreções.

Aqui no Ceará (e acredito em todo o país), no período de governo FHC, os direitos sociais com previdência e auxílio-doença foram verdadeiramente inviabilizados a muita gente que tinha este direito. Nos municípios (principalmente no interior do país) tanto os postos para solicitação de aposentadoria, como de auxílio-doença, foram fechados ou tiveram um sistema mais perverso: solicitavam-se dezenas de documentos de forma a inviabilizar o cidadão poder comprovar sua necessidade. Quer comprovar isso? Veja com suas fontes os dados de quantas aposentadorias foram aprovadas ano a ano de 1995 a 2002 e veja em 2003 a 2006. Você também irá comprovar um grande aumento de aposentadorias! Gente que deveria ter sido aposentada a vários anos e só a partir de 2003 que começaram a conquistar um direito que lhe era negado pela burocracia e pelo jogo de esconde-esconde do Governo Federal. Certamente podem existir distorções no crescimento dos beneficiados pelo auxílio-doença. Entretanto convém ponderar sobre os fatos indicados acima.

Grande abraço,

José Vital
Fortaleza - Ceará

terça-feira, 14 de novembro de 2006 11:43:00 BRST  
Anonymous Richard disse...

Pelo comentário do José Vital dá p/ se ter idéia do pq Lula ter tido tanta margem de votos sobre os tucanos... a lembrança de FHC ainda vai muito longe.
Mas o que me incomoda é que, quando o sistema começa a funcionar, entra em rota de colapso! Então é isto?! O país só pode funcionar direito quando só algumas pessoas tem acesso aos seus direitos?!?! Como é então que uma Suécia ou França ou ainda Alemanha sobrevive?!?! Será que são os bilhões de dólares em juros que pagamos!!!!!

terça-feira, 14 de novembro de 2006 14:19:00 BRST  
Blogger Fernando disse...

Alon,

Não se pode esquecer de dar nomes aos bois. Essa explosão de auxilio-doença nasce na terceirização mal feita nos anos FHHC.

Alias, não tenho nada contra se terceirizar, mas da forma como é feita é só pra aumentar uma forma de se desviar recursos publicos.

terça-feira, 14 de novembro de 2006 15:34:00 BRST  
Anonymous Antonio Lyra disse...

Outro problema que atinge o INSS, são as ações contra o orgão.
O número de ações são muito grande, que além de demandar muito custo com os processos, passam muito anos para serem pagas, pois são acrescidas de correções monetárias.
Uma forma de ecomomizar, seria de acordos com as parte4s reclamantes, coisa que não acontecem, levando as ações para as calendras gregas.
Imaginem o custo da administração desta ações.

terça-feira, 14 de novembro de 2006 17:05:00 BRST  
Anonymous Osmar Schröder disse...

Alon, sou recém-aposentado e me preocupo muito com o futuro da Previdência Social. Aposentei-me aos 55 anos de idade e 35 anos e meio de contribuição. Depois, trabalhei mais seis anos na mesma empresa. Contribuindo sempre. Só que os seis anos trabalhados após a aposentadoria não resultaram em nenhum benefício para mim. Apenas, acrescentaram um pouco mais de receita ao INSS. Feita esta introdução, vou ao ponto. O INSS é um órgão dependente de arrecadação do contribuinte. E, como tal, deveria ser tratado. Só que no caminho foi recebendo uma série de agregados que nunca contribuíram para ele, como os aposentados rurais e os especiais (deficientes físicos e outros). Sem falar nas aposentadorias concedidas às vítimas da ditadura militar, como a que recebe o presidente Lula, que hoje é de R$4.508,82. Metade dos aposentados de salário mínimo nunca contribuíram para o INSS. Esse número se aproxima de oito milhões de aposentados. Não sou contra o governo amparar essas pessoas. O que não está correto é transferir essa competência para o INSS que é um órgão dependente de arrecadação do contribuinte. O Funrural jamais deveria ser transferido para o INSS. Deveria permanecer como Funrural, independente do INSS, para não prejudicar os contribuintes desse órgão. Se tirar todos os penduricalhos do INSS, que nada tem a ver com ele porque nunca contribuíram, com certeza, sua situação financeira seria completamente outra. Quando os aposentados, que obtiveram tal condição porque contribuíram, se conscientizarem que estão sendo seriamente prejudicados em suas correções anuais por causa dos agregados não contribuintes, com certeza irão se unir e reagir. A União não pode e não deve fazer justiça social com um órgão que vive de arrecadação de seus contribuintes e futuros beneficiários. Que faça justiça de outra forma, via Tesouro.
Abraços,
Osmar

quarta-feira, 15 de novembro de 2006 11:34:00 BRST  
Anonymous Marcus disse...

José Carlos Lima não conhece a realidade dos juizados especiais. Por causa da enorme demanda e do pequeno quadro de funcionários, há muito tempo que eles não são tão céleres quando deviam ser.

Hoje, um processo contra o INSS nos juizados especiais federais demora de um a dois anos entre o ajuizamento e o pagamento da indenização.

E é extremamente leviano dizer que os juízes se deixam levar por "rixas", que aliás nem existem.

O que acontece apenas é que os segurados vão no INSS, são muito mal atendidos, inclusive por peritos que têm a missão tácita de negar o máximo possível de benefícios, e na justiça conseguem uma decisão imparcial sobre o assunto.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006 14:24:00 BRST  

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