terça-feira, 21 de novembro de 2006

Cotas adicionais, temporárias e declinantes (21/11)

Ainda sobre as cotas raciais, assunto abordado em post anterior, vai aqui uma complementação. Sugiro que elas sejam adicionais, temporárias e declinantes. Adicionais, porque novas vagas devem ser adicionadas ao sistema público de ensino superior -e não reservar aos pretos, pardos e índios parte das vagas já existentes. Acho que isso reduziria as resistências "brancas" à iniciativa. Temporárias, porque devem ser adotadas por um período determinado, já que a meta é convergir para mais igualdade -e não perenizar uma desigualdade de sinal contrário. E declinantes, porque seria desejável que as cotas fossem sendo suavemente eliminadas. Num exercício hipotético, se fosse estabelecida, por exemplo, uma cota de 25% das vagas nas universidades públicas para negros, pardos e índios, ela poderia eventualmente ser reduzida ao ritmo de 0,5 ponto percentual ao ano, para que fosse completamente eliminada em cinqüenta anos. Essa é a idéia. Uma modesta colaboração ao debate.

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7 Comentários:

Anonymous Maurício Galinkin disse...

Alon,
Concordo com a necessidade das cotas, e que sejam temporárias, mas ressalto que é indispensável que se melhore substancial e simultaneamente a qualidade do ensino fundamental e médio.
E que se valorize e dê condições -bolsas de estudo -para permanência dos filhos de famílias pobres nas escolas. Caso contrário, o resultado de todo esforço dirigido ao nível universitário se esvairá com o tempo, resultando inútil.

terça-feira, 21 de novembro de 2006 11:36:00 BRST  
Anonymous Richard disse...

Totalmente apoiado!!!! Fale c/ o Ali Kamel de O Globo... ele vai adorar sua proposta!!!!!

terça-feira, 21 de novembro de 2006 13:45:00 BRST  
Anonymous José Augusto disse...

Discordo apenas da imposição de que as cotas sejam adicionais (apesar de ser desejável). Do contrário, as cotas continuarão tendo que esperar a abertura de novas vagas, o que descacteriza o objetivo da política de cotas.
Que tal os brancos também se mobilizarem para abertura de novas vagas adicionais, em vez de serem contra as cotas?
Outro ponto que concordo é com o comentarista Mauricio Galinkin, quanto ao ensino fundamental e médio.

terça-feira, 21 de novembro de 2006 14:50:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

É José Augusto, os negros não querem melhorar apenas, querem tambem ferrar com os brancos...cada idéia.

Alon, hilária sua tentativa de domesticar o governo, claro que sua proposta se um dia aceita, no dia seguinte vira o exato oposto. Vide CPMF (p de provisória, logo significa permanente).

JV

terça-feira, 21 de novembro de 2006 22:29:00 BRST  
Anonymous Leonardo Bernardes disse...

Boas sugestões, Alon.

Aliás, sugiro também a proposta da USP para inclusão:

Observa - Projeto de Inclusão da USP

quarta-feira, 22 de novembro de 2006 12:01:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Meu caro:

Manifesto-me sobre as ações afirmativas para o ingresso do negro nas Universidades por este ser o tema da minha dissertação do Mestrado, a qual entrego nos primeiros meses de 2007.
O debate, na verdade, é muito interessante, a experiência indiana e , sobretudo, a norte-americana aclaram a discussão.
Em resumo, penso que, estatisticamente, temos sobejas razões para sustentar uma política de cotas para a inserção do negro no meio universitário.
Mas alguns cuidados devem ser tomados, como a temporariedade da política, a discussão no seio das comunidades acadêmicas, a regionalização dos percentuais e um forte apoio jurídico.
Nesse ponto, tive o prazer, enquanto membro da advocacia-geral da União, de manter o vestibular por cotas da UFPR, junto ao Tribunal Regional Federal da 4 Região, sediado aqui em Porto Alegre.
Estou à disposição para o debate e autorizo a inclusão deste comentário no blog, com divulgação aos interessados.


Forte abraço,

Rui Magalhães Piscitelli
Procurador Federal e Professor da Faculdade de Direito da UFRGS
ruimagalhaes@terra.com.br

terça-feira, 19 de dezembro de 2006 11:40:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Um exemplo dos mais banal do tipo de política estudantil praticada por UNE e companheiros. Veio uma gordíssima verba do MEC e no campus do guamá da UFPA nunca teve casa estudantil. Qual foi a decisão final: construir um grandioso centro de convenções (http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=3025 ). Decisão que passou pelo conselho e, no mínimo os estudantes se omitiram, qando poder nunca lhes faltou, posto que, até já invadiram o gabinete do reitor, colocaram-no(u) para correr e fizeram das janelas secadoras de cuecas e calcinhas. E na última campanha para o DCE o tópico 1 foi: LUTA POR MORADIA ESTUDANTIL NO CAMPUS NO GUAMÁ.

terça-feira, 21 de julho de 2009 14:07:00 BRT  

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