terça-feira, 3 de outubro de 2006

Vida ou morte (03/10)

A expressão "batalha de vida ou morte" é vedada no jornalismo. Faz parte das figuras de retórica que nada acrescentam de informação. Como "prejuízo incalculável" e "chuva torrencial". Mas o fato é que não econtrei imagem melhor para descrever o que vai ser este segundo turno da eleição presidencial. A luta política se dá entre tribos. Que não necessariamente se confundem com os partidos. As legendas partidárias são aglomerados de tribos, que em certos casos se espalham por mais de um partido. Os dois grupos políticos que vão disputar a presidência no fim deste mês, reunidos em torno de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, estão sem poder real nos principais estados. Dois exemplos: em São Paulo, mandam agora José Serra e, num grau menor, Fernando Henrique Cardoso; em Minas Gerais, manda Aécio Neves. Se Alckmin não conseguir a Presidência, terá que comer pela mão de ambos, Serra e Aécio. Você gostaria de estar nessa situação? Jorge Bornhausen, Antônio Carlos Magalhães e Tasso Jereissati deixaram de ser os chefes políticos nos seus estados. Agora, para Alckmin, Bornhausen, ACM e Tasso, em Brasília é ganhar ou ganhar . E o PT? Está quase fora de todo o Sul-Sudeste, seu berço e fonte de poder político. Para Lula e o círculo dele, uma derrota no segundo turno significaria um retrocesso de décadas. Estariam, digamos, "verticalizados" na oposição. Teriam que assistir aos adverários governarem do município à federação. Comprem a pipoca e o refrigerante. Essa não vai dar para perder.

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11 Comentários:

Anonymous jose carlos lima disse...

oi gente, estou dando a minha contribuição no meu blog http://abandon.zip.net e, claro, vou pras ruas sim, fazer o trabalho formiguinha, e tudo mais. Porque não quer ver reprovado o PROUNI, libertação de escravos pelo ministério do trabalho, polícia federal eficiente, etc,

Enfim, os feitos do nosso querido Lula são muitos e isto é o que conta.

Vou votar contra o Geraldo para reprovar a venda da Vale do Rio Doce por 3 bilhões quando valia 100 bilhões, as 69 cpis enterradas, a lista de furnas, o rombo deixado no governo de SP pelo Sr. Ética, e etc. tal

Estou a mil. Ao contrário do que diz a Globo, segundo a qual estamos desanimados, derrotados,

estou a mil!!!!!!!

A surra no Geraldo será de dar dó.

Abraço,

terça-feira, 3 de outubro de 2006 13:51:00 BRT  
Anonymous Marcus disse...

Estou em campanha. Sei dos erros do atual governo, sei das lambanças do PT, mas considero o saldo positivo. Uma vitória de Alckmin seria um retrocesso enorme.

Estou falando principalmente aos indecisos e aos que pretendem votar nulo, e que podem definir a eleição. Tenho certeza que os meus amigos de classe média, mesmo cansados da lama da política, saberão dar um voto de solidariedade aos pobres, que estão sendo beneficiados neste governo.

terça-feira, 3 de outubro de 2006 14:29:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

ProUni: tranferência de renda para faculdades de 5a categoria. Aliás, hoje tem faculdade que vive do ProUni e estaria de portas fechadas sem esta grana.

Venda da Vale: ora, ora, ora. HOJE ela vale 100 bilhões. Antes, era uma sucata sem investimento, dinheiro algum. Tanto é que, após a venda, foram milhões em novos investimentos, além do retorno em forma de imposto à população. Se valesse mesmo este valor que os petistas "tapa-na-pantera" vêem, porque o leilão não atrairia as gringas, cheias de dinheiro e livres para comprá-la? Porque não passa de papinho cortina de fumaça, como a atual apuração do TabajaraGate. Afinal, para saber tudo sobre o caseiro, levaram-se 3 dias. Agora, com conta bancária e tudo, estão preocupados em descobrir qual sorveteria teria abastecido os doleiros em Cingapura...

Ah: não há "erros" no atual governo. Há crimes. É bem diferente. Erros são o Apagão, o Fome Zero e o Primeiro Emprego, verdadeiros fracassos, mas onde o dinheiro público não teria sido desviado (quer dizer, no Primeiro Emprego, teve dinheiro jorrando nas ONGs petistas...). Enfim, os petistas precisam parar de usar a mesma linguagem que a doutrina ensinou e trabalharem para mudar de verdade o partido. Veja que a tal refundação deu em Freud, Berzoinini e num churrasqueiro diretor do Banco do Brasil.

terça-feira, 3 de outubro de 2006 15:09:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

O presidente, na entrevista de ontem: 1."Faltou voto para a gente ganhar no primeiro turno (...)". 2.Sobre o dossiê: "Se o fato aconteceu, ele tem de ser mostrado (...)". 3.Ricos x pobres: "A sociedade brasileira não aceita essa divisão, a cultura brasileira não aceita essa divisão(...)". Uma mensagem clara de alguém comprometido com a democracia. Nela, os resultados devem ser aceitos. Em seu último programa eleitoral ele afirmou que o próximo quadriênio, seria comparado com o imediatamente anterior. Contrastante com o carbonário, num processo eleitoral difícil, revela um temperamento pacífico.Com sua gestão prestes a ser encerrada, dá para entender que a transição será pacífica, como o foi em 2003. É um exemplo a ser seguido.

terça-feira, 3 de outubro de 2006 16:26:00 BRT  
Anonymous Marcus disse...

Ricardo: é impossível haver faculdade que "estaria de portas fechadas sem esta grana", simplesmente porque não existe grana vinda do ProUni. O que existem são isenções fiscais.

São esses os argumentos tucanos. Mentirosos. Não acreditem neles, eles mentem.

terça-feira, 3 de outubro de 2006 17:36:00 BRT  
Anonymous Leonardo disse...

Tasso continua chefíssimo no Ceará. Cid Gomes foi eleito por ele, com seu apoio não-oficial embora real. Lúcio Alcântara, derrotado e do PSDB, nunca foi apoiado claramente pelo presidente do partido. Na verdade, não houve palanque com ambos. A vitória de Cid Gomes é uma vitória, sobretudo, do poder de Tasso no estado.

terça-feira, 3 de outubro de 2006 17:49:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Isenção fiscal para petista não é grana. É o que, cara-pálida? Maná?

a sofisticação intelectual petista é assustadora (Bruuuuuuuuuuuu!!!)

terça-feira, 3 de outubro de 2006 19:46:00 BRT  
Anonymous Marcus disse...

Ei, anônimo, o Ricardo disse que "faculdades estariam de portas fechadas sem a grana do ProUni".

Agora me diga como é que uma faculdade consegue se manter aberta apenas com isenções fiscais, sem grana de verdade entrando no balancete?

Dããã. É assim a sofisticação intelectual tucana.

terça-feira, 3 de outubro de 2006 23:43:00 BRT  
Anonymous Jose Augusto disse...

Marcus está certo. Ele não disse que isenção fiscal não é grana.
O PROUNI permite à faculdade trocar impostos a pagar por bolsas.
Só terá impostos a pagar se tiver alunos que pagam mensalidades. Então é realmente impossível haver faculdade que estariam de portas fechadas sem o PROUNI.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006 02:36:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Com as isenções fiscais, sobram os recursos que seriam destinados ao pagamento de tributos. É dinheiro mesmo, que sobrariam em caixa para gastos e investimentos. A isenção, ao reduzir a arrecadação de tributos, teria este custo compensado pelo benefício social da ampliação de vagas nas escolas para pessoas carentes de renda. É o que chama-se fins meritórios, um conceito de Finanças Públicas. Não é coisa de tucano ou petista. Vem desde Adam Smith, Marx, Keynes e outros.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006 09:53:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

O PROUNI, significou a abertura de 200.000 vagas ao custo de R$ 50 por mês (se não me engano) por aluno. É a iniciativa privada pagando menos impostos, e populução recebendo mais serviços públicos, sem a intermediação da gestão governamental. Se perguntarem à Milton Friedman, provavelmente aprovaria o projeto com louvor.
Imagine quanto custaria e o tempo que demoraria construir, contratar e manter o quadro funcional para novas 200.000 vagas em novas Universidades Federais?
Os tucanos devem se perguntar é porque não pensaram nisso, em seus governos, seja nos 8 anos do federal de FHC, seja nos 12 de SP.
Mas afinal de contas se hipoteticamente, Alckmin fosse eleito, iria acabar com o PROUNI?

quarta-feira, 4 de outubro de 2006 11:38:00 BRT  

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