terça-feira, 10 de outubro de 2006

Treino é treino, jogo é jogo (10/10)

Por que Luiz Inácio Lula da Silva estava destreinado para o debate com Geraldo Alckmin na Bandeirantes, no domingo? A culpa não é dos assessores, nem deve ter faltado preparação específica para o debate. A explicação é anterior e mais simples. Lula não estava propriamente destreinado, estava mesmo era sem ritmo de jogo. Treino é treino, jogo é jogo, já dizia Didi, o inesquecível. Lula pode ter deficiências em certas áreas (como todo ser humano), mas ele entende de futebol. Se quer achar culpados por não ter tido um desempenho melhor, é só olhar no espelho. Ao longo de quase quatro anos, Lula preferiu atender aos conselhos de quem queria protegê-lo da imprensa "burguesa". Lula deu uma entrevista coletiva formal, apenas. Desabituou-se de ser questionado. Mesmo na única coletiva dada, proibiu as réplicas dos jornalistas. Outra coisa: o volume e a diversidade de informações sobre o governo é tal que você tem que estudar o tempo todo, e quando falo estudar não emprego o termo no sentido formal. Fazer provas, submeter-se a questões desconhecidas e inesperadas também é estudar. Afinal, a sabedoria é o processo progressivo em que você se torna mais capaz de resolver problemas que não conhece. Sabedoria não é erudição. Uma coisa não se confunde com a outra. Em resumo: Lula passou quase quatro anos discursando e agora tem que debater. Leva um tempinho para voltar à forma.

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18 Comentários:

Anonymous Marcos disse...

Só para enriquecer o debate
olha aqui o link: http://oglobo.globo.com/blogs/ilimar/

terça-feira, 10 de outubro de 2006 11:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Choque de Má Gestão

Divida Publica de SP em 95-R$ 34 bilhões

Divida Publica de SP em 2006-R$ 123 bilhões- Duas vezes a receita liquida.

Rombo este ano- R$ 1,2 bilhao

Receita de privatizações no periodo- 32,9 bilhoes.

Eu quero saber onde está esse dinheiro?

terça-feira, 10 de outubro de 2006 11:30:00 BRT  
Blogger jose carlos lima disse...

A seguir, vídeos do debate na Band. Vamos publicar para que não saia vitoriosa a versão da Globo, Veja, etc e tal. É só conferir. E pensemos, antes de tudo, que Lula é humano e, portanto, bem pra longe de nós o desejo de termos um mito heróico tipo Hércules, Super-Homem, etc. Parabéns, Lula! Fostes atirado numa cova de leões. Seu desempenho foi nota 10!

Os endereços eletrônicos que se seguem constam no blog Olhos da Eternidade, http://olhoseternos.blogspot.com

LULA no debate da Band - Parte 1 - CORRUPÇAO
http://www.youtube.com/watch?v=mEXV2gCBM9s

LULA no debate da Band - Parte 2 - ECONOMIA
http://www.youtube.com/watch?v=hke99Ey8oac

LULA no debate da Band - Parte 3 - ESTRADAS
http://www.youtube.com/watch?v=nvnaGmSpbW8

LULA no debate da Band - Parte 4 - FEBEM
http://www.youtube.com/watch?v=-puZthjfnkg

LULA no debate da Band - Parte 5 - INVESTIMENTOS NO SOCIAL
http://www.youtube.com/watch?v=S0w4XPnmy28

LULA no debate da Band - Parte 6 - POLÍTICA EXTERNA
http://www.youtube.com/watch?v=0Dzxo6docdY

LULA no debate da Band - Parte 7 - PRIVATIZAÇÕES
http://www.youtube.com/watch?v=zS9vJhAQJTA

LULA no debate da Band - Parte 8 - SEGURANÇA PÚBLICA
http://www.youtube.com/watch?v=g3Y1r70TB6M

LULA no debate da Band - Parte 9 - AGRADECIMENTOS FINAIS
http://www.youtube.com/watch?v=4XYBYmtkj9k

os demais vídeos no meu blog

terça-feira, 10 de outubro de 2006 12:12:00 BRT  
Blogger Danilo Marcolin disse...

Só pra lembrar Alon, além de treino, falta capacidade.

Exite uma teoria para mesas de negociação onde a utilização de uma série de informações atormenta os desprovidos de conhecimento.

Então, se você vai tentar negociar um projeto em atraso (com alguém que sabidamente é incapaz), ao invés de chegar com o item principal, chega com vários problemas ao mesmo tempo, o que fará a pessoa que deve responder se perder nas respostas, e muito provavelmente se constrangerá.

Ficou claro a utilização dessa estratégia domingo, e pelo que sei, ela será muito mais utilizada nos próximos debates.

NÃO PODEMOS ESQUECER QUE ALCKMIN É PRAGMÁTICO. Deixou muito pro debate da globo.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 12:58:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Alon, sua critica explica uma parte, e concordo que independente de debate seria saudável Lula manter um relacionamento mais constante com a imprensa. Vejo muita má vontade nos ditos formadores de opinião na cobertura do escândalo, em função de vingança contra o esnobismo do presidente: deixando de contar a versão dos fatos benéficas ao governo para que o próprio presidente viesse a público explicar-se.
Mas ainda mantenho minha opinião de que Lula foi o verdadeiro vitorioso no debate eleitoral (não o intelectual). Alckmin pareceu ser muito melhor do que esperavam dele. Lula foi mais ou menos o que se esperava. Daí Alckmin ter sido a revelação.
Insisto que, analisando tecnicamente o debate, é como se Alckmin tivesse feito mais barulho com sua artilharia do que Lula, mas acertado menos alvos do que Lula acertou. Se contar os "corpos depois da batalha" (ganhos e perdas de votos), Lula ciscou mais no terreiro de Alckmin, do que o inverso. E Alckmin perdeu território político no Centro, consolidando suas posições à direita (que já dominava).
Se Lula venceu o debate eleitoralmente, perdeu fragorosamente o day-after (talvez a repercussão seja mais importante que o próprio debate em si). Aí sim, ficou claro que sua assessoria não estava preparada. Foi outra operação Tabajara. Primeiro em deixar passar a impressão de derrota, com o próprio comportamento atordoado de Lula. Isso sim é um desastre. Segundo, há dezenas de fatos a serem explorados contra Alckmin que sequer foram mencionados: Alckmin ao mudar a postura seria um político falso, uma impostura, um oportunista, um demagogo, um populista, um autoritário e ainda por cima falso? O que esconde atrás de Alckmin? Explorar sua arrogância. Reforçar as críticas éticas e de gestão à administração de Alckmin em SP que ficaram sem respostas. As críticas à política externa brasileira podem ser exploradas como subserviência. A falta de compromisso com as políticas sociais. Recarimbar em Alckmin a marca do retomador da agenda de 2002 de FHC. Perguntar onde estava a braveza de Alckmin quando o PCC atacou SP? A privatização até do Aerolula, é uma demagogia que causa desagrado nas forças armadas, afinal é um avião da frota do comando da aeronáutica, que foi responsável por sua especificação e compra. Ainda mais no mês de comemoração do centenário vôo do 14 bis.
Estariam fazendo o jogo de atacar o adversário? Pode ser, mas o jogo é esse é já começou a partir do momento que deu 2o. turno.
Enfim, falta e muito profissionalismo no staff de Lula, que não está faltando em Alckmin. É bom abrir os olhos enquanto ainda é tempo.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 13:05:00 BRT  
Anonymous augusto disse...

Prezado Alon:Gostaria de citar a análise do debate feita no dia de hoje pelo experiente Hélio Fernandes no site www.tribunadaimprensa.com.br Um abraço.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 13:43:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 13:53:00 BRT  
Anonymous Antônio Sérgio disse...

Alon,

Sinal dos tempos !!!!

A Força Sindical acaba de se reunir em São Paulo. Por ampla maioria, decidiu apoiar Geraldo Alckmin. Em 2002, deu-se o contrário. A ampla minoria foi de Lula e só alguns, com Serra.
Quem puxou a posição foi Paulinho, presidente da Força e deputado federal eleito pelo PDT/SP.

A notícia em detalhes, fresquinha, está no pitacospoliticos.com.br.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 14:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

"Enfim, falta e muito profissionalismo no staff de Lula".

Condordo. Eu e a parcela da população que estudou além do ensino fundamental...

terça-feira, 10 de outubro de 2006 14:36:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Nao foi bem isso. A Força não vai apoiar ninguém. Ola a notícia:

Força Sindical não vai declarar apoio a candidato no 2º turno

Plantão

Publicada em 10/10/2006 às 13h20m - Plínio Theodoro, especial para o Globo Online

SÃO PAULO - Em plenária tumultuada realizada na manhã desta terça-feira, na sede da Força Sindical, em São Paulo, a direção nacional da entidade decidiu não declarar apoio a nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. Em votação informal, realizada entre os dirigentes nacionais da entidade, Geraldo Alckmin, do PSDB, recebeu 51 votos, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, 20 votos.

Segundo Paulo Pereira da Silva, presidente da entidade e eleito deputado federal pelo PDT, partido que lançou como candidato Cristóvam Buarque, representantes da Força levarão as propostas aos dois candidatos. A Força Sindical é rival histórica da CUT, a central sindical nascida no ABC paulista, berço do PT.

De acordo com o sindicalista, a mudança dos votos, que antes se concentravam em Lula, deve ter ocorrido por conta de uma expectativa frustrada.

- E também por conta da corrupção e da bandalheira que tomou conta do país. Não aponto uma medida em prol dos trabalhadores que foi feita por Lula e a política econômica não privilegiou a classe trabalhadora - disse Paulinho.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 14:39:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Sobre meu comentário acima:
"Se Lula venceu o debate eleitoralmente, perdeu fragorosamente o day-after (talvez a repercussão seja mais importante que o próprio debate em si)."
Parece, pela entrevista de Lula hoje na radio Bandeirantes, que sua campanha já está corrigindo os erros do day-after. Tomam o rumo que deveriam ter tomado, desde ontem.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 14:53:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Tomaram o rumo de casa?

terça-feira, 10 de outubro de 2006 15:25:00 BRT  
Anonymous Luis Carlos disse...

José Augusto, acho que é por aí mesmo. O que vale é como a história é contada. A imagem que está se consolidando perante os leitores de jornais e revistas é que o Alckmin ganhou o debate. O Lula terá que reagir ou a descontrução de sua imagem irá se acentuar nos próximos dias. Isto pode afetar uma parcela dos eleitores num patamar suficiente para diminuir a diferença de intenção de votos entre os 2 candidatos. Vamos ver o que ocorrerá, inclusive em relação ao desempenho do presidente nos próximos debates. Além da falta de treino, a campanha do Lula também não contava em ter que jogar uma prorrogação. O jogo estava ganho e faltavam cinco minutos para acabar o tempo normal. A operação Tabajara produziu um gol contra que levou o jogo para mais 30 minutos. Tenho a impressão que o ex-governador está melhor nestes primeiros minutos do primeiro tempo da prorrogação.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 15:50:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A estratégia do Alckmin foi um sucesso de marketing político: o desafiante é ele, de modo que ele é que tinha de supreender o concorrente e, por tabela, chamar a atenção da mídia para repercutir no pós-debate o impacto da surpresa. O Aldo Rabelo, que já leu a Arte da Guerra, de Sun Tzu, foi quem melhor entendeu a postura do Alckmin. Isso não quer dizer que a estratégia tenha sido a melhor em termos eleitorais, e se a agressividade teve como publico-alvo a mídia, abastecê-la de assunto durante dias, não sei a que público-alvo ele visou, em termos político-eleitorais. Tirar votos de Lula, não sei não; não se desrespeita e agride um candidato que mais que tudo é amado e admirado. Os indecisos da classe média no 2o.turno? Só se forem os da ala raivosa de HH, porque os ideológicos de HH não são assim manipuláveis. Os eleitores de Cristovam Buarque? Esses são os mais os dúbios: meio inseguros quanto a Lula e quanto a Alckmin, ficaram no meio-termo. Boa parte vai para o Lula mesmo, outra, talvez para Alckmin. Conheço algus ex-eleitores de CB, que estão indo para Lula. Seu próprio eleitorado consolidado? Pode ser, será que gostaram da imagem pefelista dele? Mas ele precisa é tirar votos de Lula, ora.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 15:53:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, volto às metáforas futebolísticas:
O comportamento lulista no debate foi igual aos dos times grandes de SP ou Rio que precisam jogar a primeira fase da Copa do Brasil fora e, ganhar por mais de dois gols para evitar um novo jogo em casa. Queriam massacrar, ganhar de goleada, mas não sei se perderam, empataram ou ganharam com diferença de um gol dos tucanos. Porém, como a expectativa era a goleado, menos do que isso foi uma derrota.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 16:54:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Talvez porisso Lula seja o primeiro presidente a comparecer a um debate. Além do mais, é um dos poucos presidentes, fora Getulio, JK e Jango, que teve a imprensa o tempo todo apontado a "arma" para ele, em conluio com os mesmos de sempre.
E mais, não debateu com um candidato a presidente, mas um candidato a comentarista de blog.

terça-feira, 10 de outubro de 2006 21:06:00 BRT  
Anonymous Julio disse...

Engraçado, acho que vi um outro debate. Eu e milhões de pessoas, que agora, segundo DataFolha ampliam a vitória do Lula. Sem querer ser defensor absolutista do presidente. Acho que ele venceu com folga o debate. Alckmim estava engessado pela assessoria, queria voltar a todo momento num só tema. E nervoso, o Lula tbm estava, mordia os lábios a toda hora. Elle, Alckmim, fez um debate para os seus, gente que já vota nele, não conquistou nada, pelo contrário segundo o Data Folha perdeu votos em quem assistiu o debate e junto a classe média. Principalemte no Sul do país.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006 09:17:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Pelo visto em alguns comentários, nunca se viu neste país nenhuma informação sobre a gestão do governo que está findando. Na posse, houve uma excelente matéria na Globo sobre a figura humana do presidente, sua trajetória. Foi até foco do seriado Cidade dos Homens, da Globo, quando dois personagens garotos foram visitá-lo. Depois, ele presenteou, de fato, um dos atores com um globo terrestre, em seu gabinete, com ampla cobertura, onde ele os estimulou a continuar estudando. O Bolsa Família sempre mereceu matérias esclarecedoras. Articulistas de grandes jornais tem mais criticado a oposição. Fatos positivos da campanha são matéria de primeira página, com os apoios sinceros que tem recebido de conhecidos políticos nacionais. O discurso na Assembléia da ONU foi reproduzido com os aplausos que recebeu. Bem como as viagens internacionais à Venezuela, Bolívia e Argentina. Até a conversa com Chirac, quando falou que gostaria de uma revanche Brasil x França na Copa 2006. Sem falar dos tempos de sindicalista, quando era colocado como uma reserva moral do País, juntamente com o seu partido, mesmo quando perdiam eleições. Coberturas do apoio de intelectuais são freqüentes e isentas, com reprodução de diálogos elucidativos. Blogs e sites dão ampla repercussão a apoiadores do governo, publicando seus comentários. Endereços eletrônicos particulares são inundados de mensagens da campanha à reeleição, livremente. Nas entrevistas, as perguntas são respeitosas. Assim, não parece justa a crítica à midia. Tanto é que os assuntos mensalão, sanguessugas e dossiê, frequentaram as páginas de análise política e não espaço nas coberturas de assuntos de polícia e justiça.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006 10:42:00 BRT  

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