sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Salvando a própria pele (27/10)

Os que buscam, com sofreguidão, um bode expiatório na campanha do provavelmente derrotado Geraldo Alckmin devem ir com calma no linchamento dos responsáveis pelo programa eleitoral de tevê do tucano. De texto publicado hoje no Valor Econômico:

A pesquisa [Ipespe/Valor de 24/10] mostra que o eleitor dá grande importância aos debates entre os presidenciáveis. Dos pesquisados, 43% afirmaram que este é o principal fator para a decisão de voto. Somente 19% disseram que o noticiário a respeito dos contendores é um elemento mais importante. O programa eleitoral e os comerciais exibidos na mídia eletrônica são citados apenas por 15% dos entrevistados.

Clique aqui para ler a íntegra do texto de César Felício. Só 15% dizem definir o voto pela propaganda eleitoral. Claro que, por outro lado, ela pode influenciar a pauta jornalística e os próprios debates. Mas os caçadores de culpados da campanha de Alckmin deveriam se voltar principalmente para a política, não para o marketing. Acho que eles não vão fazer isso. Pois buscar culpados é só a face visível de sua movimentação. O que querem mesmo é salvar a própria pele.

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5 Comentários:

Anonymous JOEL PALMA disse...

Parabéns pela colocação dentre os finalistas do The Best of the Blogs. Com calma, informação e precisão, seu Blog é um dos mais confiáveis da NET.
Sucesso !

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 13:56:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Me desculpe, Alon, mas quanti para perguntar o que influencia alguém é a mesma coisa que perguntar sobre o que leva alguém a tomar chopp. Vão surgir as respostas mais estapafúrdias, quando na verdade a maioria toma chopp por razões sociais, e não individuais.
A melhor maneira de se avaliar por onde as pessoas pautam suas decisões está em entrevistas individuais, com perguntas em profundidade e que usem metodologias mais sutis.
Se debate tivesse tanta influência assim, Alckmin teria crescido após o debate, já que ele ganhou pelo DataFolha. O que realmente parece ter funcionado foi a campanha negativa do PT - foi ela que pautou os jornais, os jornalistas que cobrem a campanha e os spinnings dos ministros-campanheiros de Lula.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 16:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A impressão que tenho, olhando superficialmente para o processo, é que o PSDB insitiu, com a ênfase na ética (fica em segundo plano se eles têm condições morais para propor o debate), insitiu mais uma vez no modelo " o anti-Lula", que deu certo com Collor e FHC, mas se mostrou esgotado com Serra. Do pouco que vi do processo eleitoral, não consegui ter um idéia clara de que modelo de paáis Alckmin falava.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 16:52:00 BRT  
Blogger leticia goncalves disse...

Olá,

Seu blog é endereço certo para mim diariamente.

Não estou certa, entretanto, se já manifestei minha presença aki nos comentários.Por via das dúvidas, faço-o agora.

Parabéns pelo Blog, é um oásis de sobriedade em meio a tanta panfletagem eletrônica...

Tem o meu voto!

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 16:57:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Anônimo, nem você nem ninguém conseguiu ter uma idéia clara do modelo de país que Alckmin preconizava. Talvez ele mesmo não tivesse idéia ou modelo, exceto "fazer melhor o que está aí".

O artigo de Vinicius Torres, "Doutor Alckmin e Mister Geraldo" (no caderno Dinheiro da Folha, link para assinantes) é um diagnóstico hilariante e certeiro:

"[...]Na noite de quinta-feira, mister Geraldo despediu-se dos comícios para entrar na história da demagogia. Mister Geraldo censurou o amor de Lula por luxos. O renegado Lula tornou-se o "homem dos banqueiros, parceiro das oligarquias". Mais alguns dias de campanha e mister Geraldo faria de seu palanque o patíbulo dos coronéis, o cadafalso dos pefelistas de proa. ACM e Jorge Bornhausen seriam pendurados nas cordas. E o que seria feito dos banqueiros filiados ao PSDB? Logo eles, dos financistas mais esclarecidos.
Doutor Alckmin era o homem do mercado. Mister Geraldo não privatiza mais. Mister Geraldo não reforma. Não corta gasto. Compromete-se com subsídios irracionais (Zona Franca).[...]"


O PT pautou o segundo turno do dia 3 à noite até, ao que tudo indica, dia 29 à noite. Alckmin e sua direita só fizeram reagir, assinar papéis (à falta de um programa claro pré-escrito) e choramingar "terrorismo" (como será que eles chamam o que fizeram em 98 e 2002?).

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 18:25:00 BRT  

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