quarta-feira, 18 de outubro de 2006

"Programas flexíveis e rasos em busca de um eleitor"

O título acima é de um texto de opinião no Valor Econômico. Vale a pena ler. Transcrevo a conclusão:

Para além do pouco que está escrito, e ainda assim é muito genérico, o discurso do candidato Alckmin consegue ser mais obscuro. O tucano desautorizou Nakano, quando ele defendeu a zeragem do déficit nominal; não admitiu em nenhum momento uma nova reforma da Previdência; devolveu apenas com uma negativa a afirmação de que faria novas privatizações, quando este programa foi, de fato, o centro dos governos Covas e dele próprio em São Paulo, e de FHC na Presidência da República. Lula, por sua vez, tem admitido verbalmente até uma reforma da Previdência, mas "pactuada" e não diz como vai ajustar os gastos à arrecadação para abrir espaços para investimentos. Os dois candidatos amarraram tanto os seus programas, em busca do eleitor, que suas propostas podem ser assim resumidas: os juros caem sabe-se lá por obra de quem, o governo paga menos juros e o Brasil, por milagre, cresce. Essa é uma simplificação grosseira dos impasses que impedem há muito o crescimento do país.

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3 Comentários:

Anonymous jose carlos lima disse...

Fui fiscal da coligação de Lula no primeiro turno. Chamou-me a atenção um casal. A mulher demonstrou dúvida em quem votar. O cara disse "tanto faz. Lula não cheira nem fede".

Notei que se tratava de um cara com padrão classe média alta. Percebi que o cara tinha vida boa e, portanto, não estava nem aí para o resto do País. Afinal de contas, a vida dele estava, pelo menos do seu ponto de vista, resolvida. Sabe aquela coisa da Suiça, cujo país resolveu tudo e, agora, não tendo mais o que fazer, começam a suicidar-se?

Acontece que ainda não chegamos ao padrão Suiço. Temos muito a fazer. Que bom se as pessoas que tem suas vidas resolvidas pensassem no resto do País na hora de votar. Se assim o fizessem, Lula teria 100% dos votos nestas eleições.

Alon, que tal visitar meu blog? Nele tem um link para um artigo interessante sobre um Papa que deu à luz.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006 11:00:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Para além do fla-flu partidário que tomou conta da mídia, chama a atenção que os modelos (na verdade, o modelo, no singular)pouco variam de um veículo para outro. Tudo verdade divina. Quando há questionamentos, como ser contra a privatização total, é regressão ideológica. Tudo bem condenar a maneira como se trata disso na eleição, mas negar o diálogo, como faz a mídia nesta questão, é de um fundamentalismo absurdo. O Estado é o demônio, o mercado a salvação. Glória aos profetas (jornalistas e econimistas dos bancos) que nos levarão ao Éden. Começo a achar que nossos políticos são melhores que nossos jornalistas.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006 11:35:00 BRT  
Anonymous arkx disse...

não é um texto de "opinião", o Valor está defendendo posição.

falam em ajuste fiscal com corte de gastos públicos e redução de carga tributária como um clichê.

as despesas com os serviços públicos que atendem a maior parte da população oscilaram, nos últimos dez anos, em torno de 17% do PIB, sem grande variação.

já a dívida pública segue acima de 50% do PIB, alimentada pela maior taxa real de juros do mundo. os gastos com os juros atingem 8% PIB, com cerca de 80% dos títulos concentrados em apenas 15 mil famílias.

tamanha transferência de riqueza é sustentada por uma carga tributária de 37% do PIB, dos quais apenas 33% são oriundos de receitas, enquanto 67% provêm das contribuições.

ou seja, tanto os rendimentos com os juros da dívida pública, quanto o sistema tributário, são altamente concentradores de renda, beneficiando as camadas mais ricas da população.

até a ala (neo)desenvolvimentista do PSDB não aguenta mais os economistas de mercado...

quarta-feira, 18 de outubro de 2006 18:24:00 BRT  

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