terça-feira, 24 de outubro de 2006

Perto do fim (24/10)

A diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin oscilou dois pontos para cima na pesquisa Datafolha divulgada hoje pelo Jornal Nacional. No total de votos: Lula 58%, Alckmin 37%. Nos votos válidos: Lula 61%, Alckmin 39%. Nada de novo, portanto. É o fim? Se não é, está bem perto. O detalhe mais significativo é a aprovação (ótimo+bom) do governo: 53%. Um recorde desde que o Datafolha começou a medir a popularidade dos presidentes, em 1990. Perder eleição é da vida. Mas assistir a essa taxa de aprovação de Lula deve ser muito doloroso para a oposição, depois de ano e meio da mais aguda e longa crise política desde a redemocratização. A partir de domingo será a hora das análises. Preparem os teclados. Olhando retrospectivamente [e você pode fazer suas buscas no blog], não acho que terei grandes novidades para dizer. Ouso afirmar também que não terei muitos motivos para me arrepender do que escrevi [se você pensa diferente, comente por favor]. O quadro eleitoral desenhado até o momento se explica por uma razão simples, martelada aqui à exaustão, há tempos. O campo chamado de progressista tem hoje maioria política na sociedade brasileira. Não tem a maioria dita ideológica, mas possui o apoio majoritário da população. Porque Lula vem fazendo um bom governo. Porque o Brasil tem inflação americana, crescimento econômico contínuo (apesar de moderado) e programas sociais para a população mais pobre. Poderia ser melhor? Claro, sempre pode. A oposição ao menos esboçou uma estratégia para convencer o eleitor de Lula de que um governo do PSDB-PFL poderia melhorar a vida da maioria das pessoas, com o cuidado de manter o que está funcionando bem? Nem de longe. Sorte de Lula, azar de Alckmin. A se confirmarem as tendências, o petista vai colher a mais espetacular vitória eleitoral de um presidente brasileiro desde a Revolução de 1930. Menos pelos números -que em si já são significativos. Mais pela dimensão, penetração e poder das forças políticas e sociais que terá derrotado. Esse será o maior paradoxo de sua vitória. Sua fraqueza beberá na mesma fonte que sua força. Muita gente poderosa, na política e fora dela, terá sido batida. Absorverão o revés com espírito democrático? A ver.

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20 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

É a inevitabilidade de um cíclo histórico que se fecha. É hora da direita juntar os cacos da viola, enfiar no saco, revisitar o José Guilherme Merquior, que em seu livro sobre o liberalismo, dizia coisas do seguinte jaez: "O novo liberalismo de 1880 ou 1900 consistiu em três elementos essenciais: ênfase na liberdade positiva, preocupação com a justiça social e desejo de substituir a economia do laissez-faire". A nação não aceita mais a economia do laissez-faire. A direita tem que se refundar no Brasil também com a preoculpação de realizar a justiça social. Assim terá credibilidade perante a nação.

Rosan de Sousa Amaral

terça-feira, 24 de outubro de 2006 22:04:00 BRT  
Anonymous Román disse...

Caro Alon:
Ao longo desses meses estamos todos aprendendo muita coisa, sobretudo a discernir o fundamental do acessório. Vc tem méritos nisso.
Repensar o papel da grande imprensa, que a mudança vem aí, está vindo, já veio.
Vinculado a isso, à questão de como o formato clássico da imprensa pauta, cancela e obstrói o debate público, um comentário atrasado, sobre o tema das privatizações: eu tb não acho que devamos ter postura doutrinária rígida, mas uma coisa é certa sobre como elas foram feitas: "É a tarifa, estúpido". O fato de as tarifas terem aumentado o dobro ou triplo da inflação significa que mês a mês o povo ia pagando novamente as privatizações (no caso da telefonia, os pobres pagaram proporcionalmente mais, com a alta tarifa básica, a pré-paga sendo maior que a pós-paga, com a ligação internacional ficando mais barata, etc), pagamento que fornecia os tão badalados investimentos, sendo que o capital inicial real que foi pago era bem menor, pois as "moedas podres" eram títulos do governo com valor real irrisório. Engenharia eficientíssima. Na retórica política, esse foi o "roubo" sutilíssimo, ganhos garantidos por contrato, sem cláusulas de revisão dos critérios de reajuste. Enfim, alienação do patrimônio com um formato que não pressupôs o menor preço pago pelo povo... Eis o cerne da questão. A imprensa jamais viu, aceitou ou estimulou essa crítica, pois vinda "daqueles que eram contra as privatizações"... Depois falam de terrorismo eleitoral...
Os blogs têm sido uma explosão de diversidade, e souberam pressionar a grande mídia para se posicionar e explicar. Um achado, um enorme avanço.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 22:29:00 BRT  
Anonymous Cesar Cardoso disse...

Acho que o Rosan está certo: um tipo de discurso (neo)liberal já se esgotou.

Mais um motivo para a necessária reorganização política e ideológica da direita brasileira após as eleições. Reorganização não mais como uma direita envergonhada e golpista, mas como uma direita assumida e democrática.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 22:31:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

"Absorverão o revés com espírito democrático?"

Não me incluo no rol "gente poderosa, na política e fora dela"

Alon

Qual o significado oculto na pergunta?

Você interdita à oposição o direito de questionar, via judiciário, responsabilidade criminal do presidente da república em episódios cuja investigação ainda está em curso? Você interdita o meu direito de representar, via ministério público e pela via da livre manifestação de pensamento, contra o presidente da república?

Existe, no Estado de Direito, cidadão que está acima de qualquer suspeita?

terça-feira, 24 de outubro de 2006 22:55:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Um sintoma interessante é a dissonância cognitiva que uma vitória tão retumbante está causando entre a classe média conservadora (eu moro em São Paulo, conheço bem este corte sociológico). As pessoas simplesmente não acreditam no que está acontecendo - muito menos conseguem enxergar porque. Se dedicam a negar a realidade ("pesquisas todas compradas"), a nunca admitir nada de bom no adversário (isto vai de "Apedeuta" a "comprou a eleição com esmola" e daí ladeira abaixo), a expressar um ódio renovado pelos pobres, pelo Nordeste, pelos negros, pelos movimentos sociais, por qualquer coisa que lembre Lula ou o PT.

A triste verdade é que a oposição se convenceu e convenceu seus eleitores, já em 2005, que a eleição estava ganha. O escãndalo do mensalão e sua amplificação exaustiva pela mídia deram aos conservadores a certeza da vitória. Partiram então para uma eleição sem programa de governo exceto o slogan moral e deram-se ainda ao luxo de apresentar seu candidato reserva.

Sequer se dignaram a olhar para as próprias bases. É absolutamente incrível que o PFL não tenha sequer suspeitado do desastre que o aguardava no Nordeste. É impossível que o PSDB não soubesse que, em Minas, Aécio e o PT convivem muito bem de longa data e que os votos de um vão naturalmente para o outro. Ou que o Rio estava perdido desde o dia zero.

Ou seja, o governo mais bem avaliado da história enfrentou uma oposição desunida, mal estruturada e despreparada. Qual a surpresa que a vitória seja até maior do que o esperado?

E o governo sequer fez uma boa campanha - além de dossiês e aloprados, Lula e o PT só acordaram após o susto de perder o primeiro turno. Foi o suficiente, uma ou duas semanas de política de verdade bastaram para derreter o candidato a gerente de agência bancária oposicionista, mas para um governo com tal aprovação, Lula não precisava se deixar acuar como aconteceu em um ou dois momentos nestes debates recentes. Nem aceitar o desrepeito e a leviandade de Alckmin.

Agora, parece, é se preparar para o terceiro turno, porque os aloprados do lado de lá estão já conspirando a pleno vapor.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 22:57:00 BRT  
Blogger Altino Machado disse...

Alon, quero parabenizá-lo pela proeza de estar entre os 10 melhores. Torço para que você leve o Ipod. Saudações acreanas.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 23:05:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Ciclo histórico que se fecha??? Com Sarney, Ney Suassuna e Renan Calheiros como os homens da república? É exatamente o contrário: o ciclo de mediocridade não só continua, como se fortalece e viceja sobre um gloss de autoritarismo pelego-sindical que, pelo jeito, enrola metade da população, que não entende que discurso e prática não significam a mesma coisa neste governo.

Aliás, concordo com o leitor Paulo Araújo. Sendo eu democrático, prezo o estado de Direito e, se Lula for culpado de todos os crimes que apontam para sua responsabilidade, deve sim ser cassado e preferencialmente preso. Isso não é golpe: golpe é mensalão e compra de dossiê falso contra as oposições mais titubeantes da história.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 23:09:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Aos que falam sobre estado de Direito, cassação e impeachment, eu diria o seguinte: nada, absolutamente nada impede que, se for provado judicialmente (isto é, na Justiça - não vale na Veja, no Jornal Nacional nem na cabeça de vocês) que Lula é o culpado de algum crime, que ele seja cassado, preso, o que for necessário.

Mas sem provas (de novo, manchetes e colunas dominicais de articulistas amigos não contam) contra a pessoa do Presidente, ou vocês aceitam o resultado ou vamos sim gritar "Golpe" e tomar as ruas. O único julgamento político válido acontece domingo. Após este, só interessam julgamentos legais.

E acho que a frase final do Alon, "Absorverão o revés com espírito democrático?", não é para ser entendida como um bloqueio do Judiciário, mas como uma advertência contra os oposiocionistas com tendências ao lacerdismo mais exacerbado.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 23:33:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Caro Paulo C

Já que você permitiu-se descer, eu continuo ladeira abaixo. O ridículo nessas manifetações de simulacro jacobino (os originais eram bem mais espirituosos) é o tom bravateiro:

"ou vocês aceitam o resultado ou vamos sim gritar "Golpe" e tomar as ruas."

"vamos". Plural majestático.

"Tomar as ruas" (de quem e com quem?)

"advertência contra os oposiocionistas com tendências ao lacerdismo mais exacerbado." (pegará em armas? Marcharás nas colunas da "nova legalidade"?)

Se possível, avise-me com antecedência quando e em quais ruas esse "nós" se fará onipresente, para que eu possa subir no mais alto dos prédios destas ruas e, lá do alto, gargalhar.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 00:14:00 BRT  
Anonymous josias favacho disse...

prezado alon

creio estarmos vivendo um momento único na história política brasileira, daqueles que marcarão para sempre as páginas dos livros que deixaremos escrito para o futuro.
quiseram melar a coisa. faz tempo que é assim.
foi bom que tudo acontecesse desse jeito. o segundo turno serviu para jogar luz na bandalheira toda. em todos os níveis. são momentos assim que elucidam o muito de hipocrisia que secularmente envolvem os marcos históricos que sempre nos impuseram de maneira outra.
que este momento sirva de reflexão para as gerações futuras que, de agora em diante não mais aceitarão docilmente apenas a versão dos "formadores de opinião".
nas casas grandes ouve-se as pessoas da sala de jantar, tateando: mas o que está acontecendo? como é que pode, votar num sujeito analfabeto, suspeito de corrupção?
e a resposta deles pra eles, fácil: é lógico, a maioria é pobre e ignorante, fazer o quê, né?!
é, meu caro, tem muito trabalho pra bom jornalista daqui pra diante.
entender e informar o que está acontecerndo com a mídia estabelecida, na boa, na sua zona de conforto, de barriguinha e tudo (sem trocadilho).
acharam que era só mostrar as fotos da grana. água!
martelar na tecla do mensalão? água!
umn monte de aloprados (entenda o sombra e entenderás os outros oportunistas)de barba malfeita? água!
esse pessoal vai ficar doido! fugiu-lhes das mãos as ferramentas sempre usadas para explicar a coisa. de repente, os senhores das marginais (seriam eles, também, marginais?) acordaram e viram que muitos, mas muitos mesmo, não esperaram que as rotativas cuspissem as noticias/verdades, para se informar. que susto!
como diria o alon, lembrando o carville: é a net, imbecil!
pois é. parei por aqui. isso dá muito caldo. amanhã tem trampo.
salve gutemberg, o homem que começou essa história de contar as coisas pra nuita gente!
alon, um abraço.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 00:16:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Paulo Araújo

Ah, "vamos" lá então.

Plural majéstico coisa nenhuma - é terceira pessoa do plural mesmo. "Nós", no caso, se refere a mim e a mais inúmeras outras pessoas que não vão aceitar que a direita, perdida a eleição, se arvore a tentar um "terceiro turno" não-jurídico.

"pegará em armas? Marcharás nas colunas da "nova legalidade"?"

Ora, se você tivesse entendido a referência talvez não precisasse perguntar. O "lacerdismo mais exacerbado", aquele pedido em carta recente por FHC, é o lacerdismo udenista que tentou o golpe em 55. Foi abortado pelas forças legalistas.

Imagino que a sua pergunta vem irônica porque você não acredita que a direita seja capaz de tentar um golpe de estado. Eu não acredito que o que vai restar da direita tenha organização suficiente para tanto, mas eu sei que muitos sonham com isto e até acreditam que seria "o melhor para o Brasil" tirar o PT do poder de qualquer forma.

Foi subestimando o adversário que a direita perdeu esta eleição e o PT perdeu a vitória no primeiro turno. Não acho muito exagerado ter alguma cautela.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 00:56:00 BRT  
Anonymous Marcus disse...

Eu quero mais é que a direita subestime os movimentos populares (como faz o Paulo Araújo) e partam para mais essa aventura de querer derrubar um governo eleito democraticamente.

Vão perder toda a credibilidade. Eu vou achar ótimo.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 01:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O melhor título que li até agora está no blog do Noblat: "Tchau Alkimin". Mais preciso e sucinto impossível!

Além dos resultados da pesquisa eleitoral, o que mais incomoda os radicais de direita é a constatação de que Lula alcança a maior taxa de aprovação de um presidente. Ou seja: "Tchau FHC".

Mas será que há na direita espírito democrático?

PS: Já votei no "Best of the Blogs". Alon, você precisa intensificar seu marketing eleitoral para chegar lá...rs Torço por você!
zecarlos ferreira

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 01:43:00 BRT  
Anonymous Bruno de Bauru disse...

Estamos então numa sinuca de bico: se, para barrar Lula, esse fenômeno eleitoral, seria necessário que Alckmin viesse a se transformar no maior fenômeno, brasileiro, da mesma natureza, de todos os tempos, teria valido à pena? Alckmin é tão confiável assim? Tenho para comigo que o ex governador de São Paulo, é uma espécie de Collor de Pindamonhangaba, perigoso da mesma fora, mas um pouco mais provinciano. Se tivéssemos mesmo que derrotar Lula, que fosse através de alguém que não representasse tanto risco. Ou então, que se "deixe o homem trabalhar".

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 02:22:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Paulo e Ricardo,
Existindo provas, vocês têm todo o direto de fazê-lo. Mas se é para tumultuar, o nome é outro.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 10:26:00 BRT  
Anonymous Cesar Cardoso disse...

Cada vez que leio determinados comentários, mais tenho certeza de que é necessária a refundaçao da direita brasilera, pelo bem da nossa democracia.

A direita desse lado do Atlântico, depois da Maior Fraude da História, que foi a eleição americana de 2000, começou a acreditar que não precisava fazer essas coisas chatas como fazer propostas de governo e tal. Bastava o apoio da mídia e golpes judiciais para ganhar a eleição.

O primeiro aviso de que algo ia mal nessa estratégia foi em 2002, quando o golpe da grande imprensa fracassou na Venezuela, aliás ajudando decisivamente a criar o mito Hugo Chávez.

O segundo aviso é agora nesse segundo turno, que com duas semanas de campanha "à vera" a candidatura conservadora se desmanchou.

A minha pergunta, Alon, é: quem poderia refundar a direita brasileira?

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 11:03:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Eu me incluo entre o "nós" acima, citado por Paulo C.
Se tiverem razões jurídicas irrefutáveis contra qualquer autoridade (Seja Lula, seja Serra como no caso dos sanguessugas), que respondam na justiça e afastem-se de seus mandatos.
Agora impedimento por "interpretação" política da oposição, e por esse congresso que está aí, useiro e vezeiro nas práticas políticas que a oposição condena (só em Lula, não condena em si mesma, uma vez que Eduardo Azeredo continua sendo Senador pelo PSDB, e seria um tribuno a votar pelo impedimento de forma surreal) é inaceitável e eu irei protestar em todos os espaços possíveis, inclusive nas ruas.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 12:09:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Só vale então protesto quando parte da "esquerda" do Sarney e do Suassuna. Quando partem protestos da "direita" de Serra e Freire, aí é lacerdismo...
Ridículo.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 12:32:00 BRT  
Anonymous JOAO ROSA disse...

Minha preocupação é esta revolta observada.
Apos eleição ocorrera:acordos, conchavos, ajustes. Isto é politica ,onde para o politico valores morais é muito relativo, principalmente quando envolve estado(o politico) que justifica atitudes desabonadoras dos mesmos.
Portanto meu conselho, como caldo de galinha não faz mal a ninguem, vamos esperar. O TEMPO E SENHOR DA RAZAO E GARANDES SURPRESAS TEREMOS.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 12:54:00 BRT  
Anonymous Nulo Leal disse...

Continuo esperando a sessão de desagravo ao Senador Collor. Na fila de oradores: Suplicy, Mercadante, José Dirceu, Gushiken e Tarso Genro.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 16:37:00 BRT  

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